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o mordomo de madame la bosche

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Não, não é Passos, esse é apenas um lacaio subalterno, dos que entram pela porta dos fundos, comem na copa, não passam da cozinha a não ser para limpar as retretes, engraxar os sapatos, despejar o penico com os despojos da augusta imperatriz da Europa. Hollande é que é. Mordomo de cerviz recurva. Aquele que, em campanha eleitoral e com voz grossa, prometeu combater a austeridade, ajudar os países periféricos a sair da crise, criar alternativas aos sacrossantos mandamentos da gloriosa Deutsche Uber Alles. Vê-se. Se Merkel diz mata, o mordomo diz esfola. Se ela diz assim, ele pergunta "porque não assado?". Sabujo, molenga, pusilânime, enganou milhões de franceses e é a alegria de outros tantos. Marine está encantada. Ângela está derretida. Sarkozy começa a sair da botinha onde se acoitou faz anos, o pequenino ser esganiça-se, estica-se, está quase no poleiro outra vez. François é um connard, um conas com cê dos grandes, mas é presidente de França, a pátria da igualdade, frate…

hollande tem outro amor

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Hollande soma e segue e à terceira não foi de vez. Está na quarta amásia, esta mais madura, mais rubicunda, mais autoritária, mas Deus sabe como Hollande, o titubeante Hollande, ainda que atiradiço, precisa de quem mande nele, lhe arrume a casa, lhe trate das Finanças, lhe faça aumentar não aquilo em que está a pensar, mas sim a fé dos franceses neste Seguro do Eliseu, este pau-mandado da mandona alemã, esta esperança defraudada numa Europa sem botas cardadas nem "reichs" recauchutados. O Chiquinho e o Tozé estão bem um para o outro, deviam juntar os trapinhos. Mas o Chiquinho prefere a Merkel e, se calhar, o Tozé também. Que belo "ménage", que galheteiro, que troika badalhoca, que triunvirato de treta, que trio desafinado neste coro de escravos em que se transformou o Velho Mundo. A Hollande o que é de Hollande: um lugar no Bundestag. A limpar as retretes onde Merkel vomita ordens e defeca ódios aos judeus do Sul. Franceses incluídos.

ménage à deux

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As promessas eleitorais de François Hollande foram parar ao mesmo sítio das de Coelho, a um qualquer monturo onde apodrecem entre vitualhas em decomposição e um insuportável fedor a falcatrua. Hollande claudicou de vez perante Merkel e os seus louros encantos. Afinal de contas deu o dito por não dito, vai apostar na austeridade, vai apostar no roubo, agora já não tem ideologia, deixou de ser socialista, é, disse-o ele com a retumbância, a veemência, a estridência de um bufão da corte, um ... tcham! tcham! tcham! tcham! ... PATRIOTA. Pateta mas patriota. Batoteiro mas patriota. Medroso mas patriota. Merdoso mas patriota. Filho de mãe sem cama certa, e quem sai aos seus não degenera, mas filho da pátria também.
É isto o que nos espera com José Seguro. Mais do mesmo. Com a agravante de, ao contrário de Coelho, ir botar uma pinguita lacrimosa pelo canto do olho de cada vez que nos for ao bolso, imitando assim na perfeição o "menino da lágrima" de cujo semblante choroso já tanto…

le bon vivant

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Ao contrário dos americanos e da sua hipocrisia, estou-me nas tintas se François Hollande tem uma amante, ou duas ou três. Se é adepto do ménage à trois ou de 69 posições do Kama Sutra. O poder, já se sabe, tem um perfume inebriante que exerce irresistível atracção e Hollande, sendo fogoso e não formoso, aproveita. É lá com ele.
O que me escandaliza, e muito, é o Hollande político, não é o Hollande homem. Como político tem-se revelado de assombrosa mediocridade e não menor falsidade. Como homem, vá lá, revela bom gosto.
Preferia o contrário. Preferia-o amarrado a um estafermo e a governar contra outro estafermo, a Frau a norte.

hollande leva merkel para a cama

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François e Ângela. O casalinho romântico da década (que digo eu? Do século!). Repare-se na ternura, a roçar a subserviência, com que ele olha para ela, lhe leva o croissant à boca. 
Ele sem ela não é ninguém. 
O trabalho fotográfico é da responsabilidade do Le Monde/Zeit Magazin. Com sósias. Só porque Ângela não quis pousar; François, por ele, não se importaria. Mas, desengane-se o Monsieur, no boudoir da Frau não entra. O ménage que ela lhe quer é outro, de esfregona em punho e soldo de bonne a tout faire.
Ele sem ela não é ninguém.

palavras gastas

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Muito se escreve por estes dias. Palavras já gastas de tão ditas. Que isto assim não pode ser. Que Passos é isto e Cavaco aquilo. Que é uma vergonha o que fazem. Um roubo. Um assalto aos trabalhadores. Mas nada acontece. O estouro não se dá. Os mercados, o séquito de Frau Merkel com o Senhor Durão à cabeça de cabeça vergada pelo peso da submissão, a por estes tempos menos lembrada Madame Lagarde com os seus Dior e Chanel e sorrisos de sacrista, o Monsieur Hollande, símbolo da nulidade, nem carne nem peixe, nem fode nem sai de cima, todos eles e tantos outros não querem, não permitem que isto rebente. Nós rebentaremos. De angústia, pela miséria, pela tristeza que dão as esperanças goradas, os anseios traídos, os sonhos espezinhados, pela saudade dos nossos que partem. Mas eles, esses, os pulhas e os cretinos, os larápios e os fraudulentos, os donos do mundo e os seus comissários, serventuários e escriturários do deve e do haver, esses resistirão sem estourar, mais ricos uns, mais pusi…

de visita aos amigos

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Mas isto é Hollande. Mas isto é o PSF. Mas isto é aquilo em que se transformaram os socialistas e social-democratas europeus. Radicalmente moderados. Tão moderados que não têm posição sobre coisa alguma. Nem sobre o mais elementar do mais elementar. Camaleões em busca de voto, farão tudo para não ter de fazer nada. Até que as Le Pen desta Europa lhes levem todo o eleitorado. Hollande bem avisou que seria um presidente normal. O meio de tudo. Ou seja: nada. Daniel Oliveira http://arrastao.org
Medina Carreira e Alexandre Soares dos Santos em grande delírio na TVI 24. O empresário que paga impostos na Holanda para se safar melhor, fala em responsabilidade e sacrifícios. O que estes dois estarolas defendem é inacreditável. A argumentação é de um nível baixíssimo. Confrangedor. O fim do debate político é defendido às claras. Sem decoro. Judite de Sousa tenta confrontá-los com alguma razoabilidade. Reduzem-na a nada. Tratam-na por filha. Um nojo de gente. José Teófilo Duarte http://www.blogop…

irmãos de sangue

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Não há dúvida: François Hollande está a dar mais umas golpadas sangrentas na social-democracia. Já quase nada o distingue do Coelho e de outros neoliberais de pacotilha. Depois de tantas promessas, depois de jurar ir fazer voz grossa à Merkel, depois de avisar que a austeridade estava a matar a economia, eis que se anunciam medidas draconianas no novo orçamento de Estado francês.

Conhecemos a música e a lírica de cor e salteado. Quem paga são sempre os mesmos. Em salários cortados, em impostos aumentados, em direitos sonegados. Os que andaram pelos países do Sul, os gregos e latinos, seitas bárbaras já se vê, a viver acima, muito acima, demasiado acima das suas possibilidades.

Ainda há dias, essa espécie de sociais-democratas que governam a Holanda vieram avisar, pela voz do novo rei, que o Estado Social tinha acabado. Holanda e Hollande em união perfeita, sincronia absoluta, inebriante uníssono. Já nem falo do Seguro que esse, se algum dia for governo, para mal dos nossos pecadilhos…

shame on you, mr. passos!

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O Governo socialista francês apresentou esta sexta-feira a proposta de Orçamento do Estado para 2013, que prevê um encaixe de 20 mil milhões de euros com novos impostos focados sobretudo nas grandes empresas e nos mais ricos. Os milionários vão estar sujeitos à polémica carga fiscal de 75%.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.com

esbanjador! mãos largas! comunista!

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Tal como cá, França aumenta o salário mínimo para 1.425 euros. Finalmente! Estas assimetrias entre países da comunidade já me andavam a chatear. Injustiças é que não!

rescaldo eleitoral

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A Nova Democracia ganhou na Grécia. Apesar dos suicídios, do desemprego galopante, da miséria crescente, por ignorância, preconceito, medo, desinformação, intoxicação, seja lá pelo que for, os gregos preferiram jogar pelo seguro, votando maioritariamente no partido que lhes garante obediência canina à troika e mais suicídios, mais desemprego, mais miséria. Não posso desabafar que "é lá como eles", porque a não-vitória do Syriza é um derrota também para Portugal, para Espanha, para Itália. Por outro lado, em França, o Partido Socialista conquistou a maioria absoluta. O Partido Socialista não é, nem de perto nem de longe, o meu modelo político. Mas, nesta altura do campeonato, em que se disputa o nosso futuro, a nossa sobrevivência, é melhor do que nada. Enfim, os mercados acalmarão, porque do PS francês não virá grande perigo para o capitalismo de casino e porque a direita ganhou na Grécia. Mas, claro, continuarão a não dar tréguas. Eles querem mais. Querem tudo. A nossa bol…

a última tanga de paris

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Não costumo alinhar em teorias da conspiração, mas elas são como as bruxas, lá que as há, há. E ninguém me tira da cabeça que Sócrates anda por Paris a fazer das suas. Das dele. Por outras palavras, o antigo primeiro decidiu redimir-se das malfeitorias que andou a fazer por cá e, numa azáfama digna de nota, percorre a toda a hora as ruas entre a Sorbonne (se é por lá que ele anda a filosofar) e o Eliseu, para bichanar aos ouvidos de Hollande uns quantos conselhos. Na verdade, verdadinha, mal o governo francês foi eleito já se estava a tomar a decisão de reduzir os salários do todos os membros do executivo. Agora, é anunciado que os dirigentes das empresas públicas francesas vão ver reduzidos os seus salários de forma colossal (onde é que eu já ouvi esta palavrota?). Tanto assim é que só o Presidente da Electricidade de França vai perder, por ano, um milhão de euros. Leram bem: vai dizer adeus a 83.333,33 euros por mês. E ainda há mais neste pacote de provocar urticária, seborreia e e…

oh maria, vai com as outras!

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É vê-lo hoje pelos jornais, num aprazível shake hands com Hollande e juras de amor eterno ao crescimento. Os portugueses, com a memória curta que os caracteriza, decerto já se esqueceram que, ainda há bem pouco tempo, se tinha recusado a votar a favor das medidas de crescimento que o PS propunha juntar ao tratado europeu. E que, desde há um ano, nos fala da necessidade da austeridade, da bondade da austeridade, da alternativa única da austeridade, da solução final da austeridade. Obama fala em crescimento? Ajoelhemo-nos. Hollande defende o crescimento? Baixemos as calcinhas. Descansem os portugueses e portuguesas que têm empobrecido por conta da teimosia e cegueira de Passos e demais tropa-fandanga: a partir de agora, é o crescimento o que está a dar. Ele é homem de uma só palavra. Que diga essa só palavra e a nossa alma será salva.

é com estas e com outras que a gente desopila

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Ainda agora foi eleito e já François Hollande está a provocar incidentes diplomáticos. E tudo isto porque o primeiro-ministro que nomeou, Jean-Marc Ayrault, tem um apelido que soa, em árabe, ao órgão reprodutor masculino.
Seja como for, o Sr. Pénis começou por mostrar que tem tomates, ao reduzir em 30% o salário de todos os membros do seu governo. Esperemos que não murchem e que venham mais medidas que dêem o exemplo aos lambe-culófilos de Frau Merkel, incluindo o seu kaninchen de estimação, o coelho do nosso descontentamento.

arrufos de namorados?

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Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

Só o tempo dirá se François Hollande é mais um dos muitos socialistas que dizem muita coisa, prometem mundos e fundos mas, chegados ao poder, fazem o jogo do pior dos capitalismos. Temos tido muitos exemplos, daí o meu mais do que justificado cepticismo. Os sociais-democratas europeus*, que algum mérito tiveram no passado, desacreditaram-se. Salvará Hollande a honra do convento? Por agora, a procissão ainda está no adro. 
* Claro que, por social-democratas, não se entenda o PPD/PSD, um partido sem ideologia a não ser a do dinheiro, que tanto pode ser neoliberal, como neste momento, ou outra coisa qualquer, conforme os ventos sopram.

o império contra-ataca!

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Já era de esperar. As bolsas em baixa, os juros da dívida a subir, os capitais em fuga, como se Hollande fosse o mais terrível dos comunas, pronto a implantar uma ditadura proletária na bela França.
Ou seja, é a chantagem dos mercados, dos donos do mundo, do grande império do capital. Para eles, nada melhor do que mão-de-obra o mais barata possível, trabalho sem direitos nem regalias, o fim dessa péssima ideia de Estado Social de que a Europa foi, esbanjadora, a pioneira.
Agora é que vão ser elas. E a pergunta que se impõe é só uma: aguentar-se-á Hollande? Ou será mais um dos muitos socialistas, de que temos bastos exemplos em Portugal, que quando no poder governam à direita para deleite dos mercadores de vidas humanas?
Não percamos os próximos capítulos desta novela que já vai longa. E onde somos os protagonistas principais, as vítimas dos vilões da história.