17/01/14

ménage à deux



As promessas eleitorais de François Hollande foram parar ao mesmo sítio das de Coelho, a um qualquer monturo onde apodrecem entre vitualhas em decomposição e um insuportável fedor a falcatrua. Hollande claudicou de vez perante Merkel e os seus louros encantos. Afinal de contas deu o dito por não dito, vai apostar na austeridade, vai apostar no roubo, agora já não tem ideologia, deixou de ser socialista, é, disse-o ele com a retumbância, a veemência, a estridência de um bufão da corte, um ... tcham! tcham! tcham! tcham! ... PATRIOTA. Pateta mas patriota. Batoteiro mas patriota. Medroso mas patriota. Merdoso mas patriota. Filho de mãe sem cama certa, e quem sai aos seus não degenera, mas filho da pátria também.

É isto o que nos espera com José Seguro. Mais do mesmo. Com a agravante de, ao contrário de Coelho, ir botar uma pinguita lacrimosa pelo canto do olho de cada vez que nos for ao bolso, imitando assim na perfeição o "menino da lágrima" de cujo semblante choroso já tanto se assemelha.

Está mais do que claro: estamos entregues à lixarada. "Socialista", "social-democrata", "democrata-cristã", neoliberal, neofascista, sem ideologia nem pátria, pusilânime, acomodada, egoísta, oportunista, sabuja, trapaceira, aldrabona, ratoneira, chamem-lhe tudo o que quiserem, mas gente de bem é que não.

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