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o mundo que césar chora e o outro que deplora

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Ainda o deboche do César. A Fernanda Câncio, em mais um excelente artigo no DN, jornal onde o abominável Neves também debita a sua conservadoríssima diarreia escrita, veio lembrar-me alguns aspectos que deixei escapar há dias quando me referi, pela primeira vez, à debochada última prosa do arauto da santa madre Igreja, não a do Papa Francisco mas, ah que saudades!, a do Torquemada e dos autos-de-fé a São Domingos e para os lados do Paço Real, à beirinha do Tejo. César, a iluminada luminária, vem condenar a Sodoma e Gomorra em que o mundo se transformou, em que tantos de nós sacrificamos a pureza dos corpos, a virgindade da genitália, no "altar do deboche". A inspirada expressão é dele, não minha, a César o que é de César. Fernanda Câncio veio lembrar-me os tempos em que a pedofilia não só era tolerada como considerada normal; os tempos em que o marido sustentava duas casas, a legítima e a da amante, facto natural e até um ponto de honra porque ostentava a virilidade ...

a césar os deboches do césar

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Ai senhores que até me ia dando uma coisinha má, o abominável César das Neves voltou a dar sinais de (má) vida. E para botar faladura, apanágio da cavalgadura, sobre a sacralidade da família, a aberrante emancipação feminina, o grande bacanal de que é feita a vida moderna.  Sabia que, no entender do abominável Neves, as mulheres que prezam a sua independência se masculinizam? Sabia que a liberdade sexual das últimas décadas mais não fez do que levar-nos a todos ao "altar do deboche"? Sabia que as "ameaças ecológicas" não só são exageradas como estão já resolvidas? E que dizer daqueles homens e mulheres dos tempos negros que ora correm, essa gente que apenas procura o sucesso na carreira profissional e que só pensa no seu próprio prazer (carnal, depreendo eu), desprezando a possibilidade de um casamento feliz e dando origem a casais amigados e a outros costumes pavorosos de tão indecentes? O erro fatal do ser humano, remata César, é ter colocado o seu destin...

escrever na merda

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Tem que ser, dizem-nos os comentadores do regime fanado. Temos que empobrecer para mais tarde enriquecer. Temos que fazer sacrifícios. Olhem os ricos, coitados, que ficam mais ricos e não sabem o que hão-de fazer a tanto dinheiro. Olhem os ministros, coitados, que viajam em carros de luxo, alemães de preferência. E os camilos, e os neves, e os monteiros, e os saraivas, e os rosas, e os marcelos, todos nos vêm dizer que andámos a gastar demais, que estamos a comer demais, a medicarmo-nos demais, a divertirmo-nos demais, a viajar demais, a viver demais. Que é preciso ajustar a economia à produtividade dos portugueses, esse bando de calaceiros, desordenados, desleixados, uma tropa-fandanga sem eira nem beira. Temos que trabalhar mais e ganhar menos. Sócrates levou-nos à falência. Soares é uma velha carpideira. Os manifestantes são perigosos. Os invasores de escadarias e antecâmaras de ministérios, anti-democratas. As greves prejudicam a economia. Os velhos estão ricos, os funcionário...

abominável

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carta aberta a um mentecapto

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Meu Caro João, Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF  no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir. Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta). Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto. Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives: - Não sabes o que é ser pobre; - Não sabes o que é ter fome; - Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro. Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER! Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado ...

momento zen de segunda-feira

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Por Carlos Esperança http://ponteeuropa.blogspot.pt/ Mal refeito das 4 páginas da entrevista de João César das Neves (JCN), com a digestão ainda por fazer, cai-me no regaço, desprendendo-se da NET, a homilia da segunda-feira, subordinada ao tema « Ano da Fé ». A homilia começa por esta exultação pia: «Não há felicidade maior do que saber que Deus, o Deus supremo, sublime, transcendente, que fez o céu e a terra, se entregou à morte para me salvar. A mim pessoalmente». JCN não calcula os inimigos que, com tal denúncia, arranja para o Deus dele. Confessa, a seguir, que «Ele está dependurado por minha causa» o que, em boa verdade, muitos, que não conhecem Deus mas conhecem JCN, hão de considerar que é bem feito. Num gesto de narcisismo e de autocrítica, JCN lembra aos incréus que «Nas paredes das salas, nas frontarias das igrejas, nos quadros dos museus, até no meu peito, em todo o lado a imagem da cruz lembra que Aquele ali, coberto de sangue, foi condenado à morte ...

"subir salário mínimo é estragar a vida aos pobres"

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César das Neves, de cognome O Abominável , saiu-se com mais uma das suas pérolas de porcos: não é que, se os patrões subirem os salários para níveis decentes, o desemprego aumenta em vez de se criarem postos de trabalho que, por sua vez, criarão mais pobres, uma multidão deles em cenários que recordarão os piores tempos do século XIX? "Subir o salário mínimo é estragar a vida aos pobres", disse ele de quem já nasceu com a vida estragada, coisa que César não percebe porque para César, imagino eu, a pobreza não é mal nenhum, a pobreza existe desde que o mundo é mundo e continuará a existir, um mal necessário e até aconselhável para que as empresas floresçam e os empresários enriqueçam. É a lei da vida. É a vida. Aberrante e inquietante, esta criatura. Com a ideologia de um negreiro, a inteligência de uma barata e a lógica de uma batata. O intelectual, o pensador, o opinador que a direita, a que está no poder, plenamente merece. O vídeo que se segue reflectirá em ...

departamento comercial do estado novo em folha

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Alguns levaram-me. Outros não. São a equipa de vendas do governo do senhor dos passos. Auferem comissões elevadas, uns em altos cargos, outros em altos voos que um dia virão. Uns melhor, outros pior, são do pior que o país tem.

very typical

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Mais uns orçamentos de Estado, mais um ou dois resgates, mais umas quantas avaliações e imposições da troika merkeliana, mais uns tantos cortes de salários, roubos nas pensões, impostos elevados ao céu dos infernos, e teremos Portugal de volta aos tempos de Salazar. Nada distinguirá o legado de Passos do legado de Salazar. Nada distinguirá Passos de Salazar. Mas há quem goste. César das Neves, o abominável homem Neves, gosta. É o Portugal no ponto. De rebuçado e mel. De pé descalço. De sardinha para três. De sopas de cavalo cansado. De pobrezinhos e honrados. De pobretes mas sempre, sempre alegretes. Very typical. Indeed.

pacatos e trabalhadores, poupados e prudentes

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org A falta de contraditório promove preguiça de quem argumenta. E esta crise é também uma crise de debate. A simplicidade dos argumentos dos advogados da austeridade não resulta da sua evidência. Resulta de um populismo moralista que transforma a economia numa espécie de catecismo sobre as virtudes e pecados nacionais. Como a fórmula resultou os seus praticantes começam a desleixar-se. E pessoas inteligentes, que pelo menos na sua área científica teriam alguns créditos a defender (mesmo que noutras sempre tenham andado próximo do delírio), são capazes de uma surpreendente indigência intelectual. É o caso deste texto de João César das Neves. E que, apesar da sua infantilidade (ou até por causa dela), resume bem a forma como uma certa elite e um certo espectro político veem a história de Portugal no último meio século. Para César das Neves Portugal era, nos anos 60, "um país pacato e trabalhador, poupado e prudente". Tudo, como...

a crise afinal não nasceu da cobiça de banqueiros desvairados, mas sim do baixo-ventre dos pecadores

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt Na semana passada, uma suposta bruxa de 20 anos foi queimada viva na Papua-Nova Guiné. Acusaram-na de ter causado, por ocultos e maléficos ofícios, a morte de uma criança. Na semana passada, muito se falou da petição dada à luz por Bagão Félix e mais umas quantas forças mais ou menos vivas do nosso burgo, denunciando uma sombria conjura “destruidora dos pilares estruturantes da sociedade”. Nunca se explica o que serão esses “pilares” nem por que mecanismos estão eles a ser corroídos. Interessa saber é que a presente crise também se deve a factores demoníacos como “a reprodução artificial”, o aborto, o divórcio, o casamento gay e as mudanças de sexo. Se algo corre mal nas profundezas da selva, aponta-se o dedo a uma feiticeira. Não é preciso provar coisa alguma; o estigma de um comportamento diferente do nosso basta para selar a sua condenação. Já a Igreja Católica durante três séculos assassinou dezenas de milhares de “bruxas”; não...

o aborto das ratas de sacristia

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A gente sabe, já os topa à légua, que o que estes querem é dar cabo da democracia ou ter, quanto muito, uma democracia lá muito deles, só para eles. Veja-se como, agora, e depois de tanta marosca e filha-da-putice (isso mesmo, está mal escrito mas sabe bem escrever tal qual assim, filha-da-putice) se querem acabar com os acordos colectivos de trabalho. O retrocesso económico e democrático é óbvio, salta à vista de todos perante o marasmo de quase todos. Mas, agora, quer-se que o retrocesso seja também social. As beatas negras, comandadas por nomes como os do abominável César das Neves e por Bagão Félix, estão a circular um abaixo-assinado para fazer com que, na Assembleia da República, se alterem leis como as do casamento gay e do aborto. Ou seja, os abortos não querem, não gostam de concorrência. Estão no seu direito. Já agora, que estão com a mão na massa, e com os dedinhos na cruz, peçam que legislem também contra a mini-saia, o sexo antes do casamento, por mais heterossexual qu...

do abominável césar das neves

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"Esta crise é uma oportunidade de bondade, de caridade e de solidariedade. Bendita crise que nos trouxe o essencial". In Visão, 20/3/2012

gentes da minha terra, agentes de outras terras

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Os últimos bonecos do  We Have Kaos in the Garden . Falam por si. Não precisam de mais palavras. São as gentes da nossa terra, agentes do pior dos capitalismos ou, na melhor das hipóteses, opositores civilizados, cordatos, inúteis.