o aborto das ratas de sacristia


A gente sabe, já os topa à légua, que o que estes querem é dar cabo da democracia ou ter, quanto muito, uma democracia lá muito deles, só para eles. Veja-se como, agora, e depois de tanta marosca e filha-da-putice (isso mesmo, está mal escrito mas sabe bem escrever tal qual assim, filha-da-putice) se querem acabar com os acordos colectivos de trabalho. O retrocesso económico e democrático é óbvio, salta à vista de todos perante o marasmo de quase todos. Mas, agora, quer-se que o retrocesso seja também social. As beatas negras, comandadas por nomes como os do abominável César das Neves e por Bagão Félix, estão a circular um abaixo-assinado para fazer com que, na Assembleia da República, se alterem leis como as do casamento gay e do aborto. Ou seja, os abortos não querem, não gostam de concorrência. Estão no seu direito. Já agora, que estão com a mão na massa, e com os dedinhos na cruz, peçam que legislem também contra a mini-saia, o sexo antes do casamento, por mais heterossexual que seja o truca-truca, o divórcio, a liberdade dos escravos, a mobilidade social, o progresso. Tudo em nome da família. E da santa madre igreja.

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