10/11/12

cartão vermelho ao governo

Forças Armadas em luta.











 Fonte das imagens: https://www.facebook.com/AOFA.Oficiais.das.Forcas.Armadas?fref=ts

revolta

Por Dinis Moura
http://indignadolevadodabreca.blogspot.pt/

Paraíso é onde Paulo Portas é mendigo cego e mudo, Vítor Gaspar é doente de Alzheimer e acamado, Cavaco Silva é doente em fase terminal e Pedro Passos Coelho é doente em estado vegetativo persistente e irreversível. Inferno é onde Paulo Portas é Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Vítor Gaspar é Ministro das Finanças, Cavaco Silva é Presidente da República e Pedro Passos Coelho é Primeiro-Ministro e Diabo, aparelhado de colossais, incisivos e demolidores chifres, sublinhe-se. Dentre as milhentas ilações que desta constatação podemos reter, destaco aquela que diz respeito ao Inferno. Andamos há centenas de anos a ser enganados pela Bíblia. Pessoalmente sinto-me hereticamente traído. O Inferno afinal de contas não é esse lugar de tormento, essa fornalha de fogo eterno que o livro sagrado situa num longínquo quarteirão nos confins das vastas estepes espirituais. O Inferno é realíssimo, físico, palpável, relativamente ameno, faz fronteira a norte e a leste com a Espanha e a ocidente e a sul com o oceano Atlântico, tem equipas de futebol, centros comerciais, muitas auto-estradas, e muitos etc., uma parafernália deles. Que infernalidade esta nossa triste sina!

Persigno-me, in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti, amen, quando na verdade o que mais sinto é uma vontade visceral de chamar a todos eles filhos daquelas senhoras, daquelas senhoras que nas esquinas da vida oferecem indiferentemente a todos os transeuntes a roedora murídea que trazem entres os membros inferiores. 

quanto é que recebem de pensão políticos e ex-políticos?

Num tempo de múltiplos horrores, em que antevemos o nosso futuro cada vez mais negro, em que as pensões de reforma ou são uma miragem ou serão uma esmola depois de as termos pago durante anos e anos, era bom fazer-se um levantamento rigoroso de quantas pensões são pagas - imoralmente - a políticos e ex-políticos em Portugal e qual o seu montante. E calcular quanto é que dariam para tratar os outros portugueses, milhões, com dignidade, respeito e dentro dos mais elementares princípios do cumprimento das leis e dos contratos celebrados com esse mesmo povo ao longo dos anos. Conviria divulgar esses números. E seria premente que o povo, em uníssono, exigisse o fim desta trágicomédia em que nos querem a fazer o papel de bobos, de palhaços ou de bois de carga e canga. Touros de morte de uma tourada onde o sangue já escorre, a dor já magoa e mata. É que sangue com sangue se paga. É isso que nos ensina a História.




Onde é que a malta se encontra, afinal?


la famiglia di don coellone


O gang está bem organizado, o assalto ao poder foi delineado durante longo tempo, o plano concebido até ao mais ínfimo pormenor. A venda de jóias da coroa está a prosseguir a bom ritmo, a TAP está quase, à ANA o destino está traçado. A seguir, porque não os Jerónimos, a Torre de Belém, a dos Clérigos, a Cabra de Coimbra, as ilhas dos Açores e da Madeira? E as praias do Algarve, vendidas aos alemães, interditadas a autóctones? Ou, citando o Ary de um tempo em que Portugal ainda era dos portugueses, porque não vender "vales, socalcos, searas, serras, atalhos, veredas, lezírias e praias claras"?

Don Coellone não está sozinho. Conta com a ajuda dos membros da seita, Don Erba para controlar a informação, impor a lei da ormetà, controlar a espionagem, estabelecer relações privilegiadas com as máfias de Angola. Don Porte, de porte institucional, com a pose de Estado de um vaidoso profissional, é o agente secreto para os negócios estrangeiros. Don Cratto reduz os serviços de educação até aos mínimos aceitáveis para que o povo se mantenha ignorante, manso e pouco qualificado. Don Paolo Ritorto vende a saúde, que um povo fragilizado é um povo melhor domável. Dona Paola Croce impõe a justiça à moda de la famiglia. Don Borgia vende Portogallo, é esse o nosso nome agora, vende Portogallo a retalho e a preços da uva-mijona. Tudo está bem encaminhado. Portogallo já não é um país, não é cosa nostra, é um casino onde, a toda a hora e instante, de noite e de dia, se joga à roleta russa com as nossas vidas, os nossos bens, o nosso futuro. A lei do terror está instalada. A lei da fome, do roubo, da penúria, tortura, martiriza, já mata.

Don Coellone não está sozinho. As máfias internacionais e, acima de tudo, a organização comandada pelo Senhor Barrozzi, Don Duroni para os amigos, estão a incentivá-lo, a emprestar-lhe dinheiro para prosseguir os seus intentos. E, acima de todos eles, está a máfia das máfias, dos capos entre os capos, dos padrinhos dos padrinhos, a poderosa e secretíssima Goldman Sachs, para quem as vidas humanas só são úteis como multiplicador de notas, de ouro, de inimagináveis lucros de origem criminosa. Ao lado deles, Al Capone, Don Corleone, "Lucky" Luciano, Carlo Gambino foram meninos de coro dignos de canonização.

Resta-me a consolação de saber que, a acreditar nas fitas que passam no cinema, as estórias de gangsters nunca acabam bem.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt

porque tanto coelho já enjoa

Esta é a Daisy e o seu dono, Ben Torode, fotografou-a para a posteridade. Cá está ela para desenjoar de tanto coelho que temos sido obrigados a gramar, à caçadora, com limão e à moda da Porcalhota.

















é só para lembrar que tão ladrão é o que vai às hortas como aquele que fica às portas




oh mein gott, segunda-feira ela está cá!...


09/11/12

este não é o meu país

Senhas de racionamento de pão do tempo do Estado Novo

Estamos a dar Passos atrás. A regredir décadas. O incansável Mota, ministro da caridadezinha, está em todas as frentes, ainda o havemos de ver em chás-canasta e saraus de beneficência, a dançar com condessas, a beijar as mãos de marquesas, encantado com os seus poderes, deslumbrado com os seus feitos, que o comovem até às lágrimas. 

Medicamentos em fim do prazo? Dêem-se aos pobrezinhos. Retomem-se e incentivem-se as sopas do Sidónio. Aplique-se o saudável hábito de dar esmola enquanto se retiram subsídios, roubam reformas, taxam salários de miséria e se cria desemprego. Se arruína a Saúde Pública. Se desgraça Portugal.

Este não é o meu país.

matou-se

Matou-se. Ia ser despejada da casa onde morava, em Barakaldo, País Basco, Espanha. Tinha 53 anos e é mais uma vítima do neoliberalfascimo. Assim mesmo, faça-se uma nova palavra para a ideologia que mata. A ideologia que está a fazer retroceder a humanidade. A ideologia dos senhores de Wall Street, dos senhores da Goldman Sachs, dos senhores que desmandam na Europa (e não, não falo de Barroso, esse não conta).

Matou-se. Atirou-se de uma janela da casa que ia deixar de ser sua. Estranha coincidência. Da janela já atirámos traidores.


porto d'abrigo




na cozinha com jonet

Queridérrimas,

Hoje trago-lhes uma receita divinal, sei lá, Bifes à Jonet. Ficam lindérrimos no prato, custam uma ninharia e, depois do jantar, nem sequer é preciso lavar a loiça, credo, que nojo. E, o que é melhor, depois de um dia de canseira, sei lá, a aturar patrões, a tratar da filharada, a dactilografar e essas coisas que fazem os pobrezinhos, nada melhor do que esta receita que não leva tempo nenhum na cozinha. Eu, por exemplo, nunca lá vou, deixo isso por conta da minha Capitolina, uma caturra, gordíssima, maravilhosa.

Espero que gostem. E assim.

quem precisa de luz ao fundo de qualquer túnel?

Este é o túnel de acesso a um jardim botânico no Japão. Podia ser o nosso caminho para o fim da crise, cheio de luzes, cores, radiosas promessas de amanhãs que brilham. Mas não. A nossa estrada é antes uma via dolorosa, repleta de negrumes, que nos conduzirá ao calvário de um país que se não cumpre. Nem cumprirá tão cedo. A cilada da dívida, políticos de ambições mesquinhas, uma Europa sem alma e muito menos coração, um mundo nas mãos de bancos e empórios são abismos para onde vamos caindo. Às cegas.  Sem luz. Sem esperança. Sem futuro.

 Imagem: http://www.boredpanda.com

bardamerkel em coro soa melhor

os políticos não roubam

Por Tiago Mesquita

Os políticos não roubam, retiram. Os políticos não expoliam, cortam. Os políticos não delapidam, privatizam. Os políticos não oprimem, limitam. Os políticos não mentem, faltam à verdade. Os políticos não vão presos, são detidos para breves interrogatórios. Os políticos não enganam os cidadãos, os programas eleitorais é que são estáticos.

Os políticos não erram, cometem lapsos. Os políticos não ofendem, têm momentos infelizes. Os políticos não se enganam, têm confusões momentâneas. Os políticos não dizem disparates, cometem deslizes. Os políticos não alteram a realidade, cometem imprecisões. Os políticos não são incompetentes, estão impreparados para o cargo. Os políticos não falham, apenas não respondem ao desafio como esperado. Os políticos não são incapazes, são mal aconselhados.

Os políticos não são responsáveis pelos seus atos, estão legitimados pelo voto popular. Os políticos não são julgados por políticas desastrosas, apenas nas urnas se decidirem ir a eleições. Os políticos não são pulhas, são seres humanos como os outros, com traços negativos (mesmo que sejam uns pulhas de primeira). Os políticos não são demagogos, eu é que sou por estar a escrever isto, e outros que escrevem coisas deste género.

Agora pergunto: com tamanha complacência e facilitismo, com o uso permanente de eufemismos para caracterizar a atuação dos políticos, se estas premissas são quase verdades absolutas com que estamos sempre a levar, como é que não haveria de existir tanto infeliz, mentiroso e incompetente (e muitas vezes tudo isto ao mesmo tempo) embrenhado na política até às orelhas, desde tenra idade? É assim, com este nível de responsabilização, que queremos ter os melhores na política? Ou não será precisamente por isto que andamos há uns anos a levar com o refugo em cargos que deveriam ser exclusivamente ocupados por gente capacitada?

atear o fogo mundo fora

O mundo está a pegar fogo. O neoliberalismo espalha-se e faz vítimas. O horror não é um filme de ficção, é realidade já dentro de portas.

7/11/2012. Chile

Confrontos entre estudantes e a polícia.












8/11/2012. Costa Rica


Contra os cortes na saúde.



Imagens: https://www.facebook.com/internationalriot