há quem roube

Esbracejamos, vociferamos, ostentamos cartazes e a nossa raiva, insultamos como nunca se tinha visto e ouvido em Portugal, mas Passos e a sua troupe permanecem impassíveis, insensíveis aos gritos de dor e desespero que cada vez se ouvem mais e mais alto. Há quem diga que o povo aguenta, aguenta mais, aguenta tudo. Há quem diga que a culpa é nossa, quisemos viver como nababos mas não passamos de nabos. Há quem nos queira empobrecer e quem nos queira envilecer. Há quem nos roube a subsistência e quem nos dê umas sopas, uns trocados para vinho e couratos. Há quem nos roube o tecto e a profissão, os sonhos e o futuro. Há quem nos roube a dignidade. Há quem nos roube a liberdade.

Até quando? Que mais podemos fazer? Quão radicais temos que ser? Que fogueiras teremos que atear, que ruas teremos que percorrer, quantos de nós terão que morrer, que matar-se?

O que pode um povo quando acorda e se levanta?
















































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