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o preso 44 e o estado de direito

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Por Miguel Sousa Tavares http://expresso.sapo.pt/ Refugiados nas afirmações politicamente correctas de circunstância — “à justiça o que é da justiça”, “este é o tempo da justiça”, “todos são iguais perante a lei”, “defendemos a separação de poderes”, etc. e etc. —, assustados uns com as consequências eleitorais de defender Sócrates e avisados outros com a necessidade de não melindrar os “justos” e assim atrair sobre si as atenções, os nossos “agentes políticos”, como diria o dr. Cavaco, podem estar a pactuar com uma situação irreversível e de consequências funestas para a democracia: o momento em que o Estado de direito é substituído pelo Estado da magistratura. Mas que Deus proteja todos e cada um de nós se tal vier a acontecer! Como toda a gente de boa-fé, continuo sem saber se José Sócrates é culpado ou inocente das suspeitas e suposições que contra ele foram levantadas pelo Ministério Público. Tenho uma teoria — que fica muito aquém da teoria da acusação mas também vai...

o estado do estado de direito

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Por Miguel Sousa Tavares Expresso Uma amiga minha, amiga verdadeira, aconselhou-me, há dois meses, a não escrever mais sobre José Sócrates, porque “fazeres a defesa dele agora arruína toda a credibilidade que conquistaste para ti”. Durante dois meses, de facto, não escrevi — não porque o conselho dela me tenha parecido adequado, mas porque, depois de ter criticado as circunstâncias em que se verificou a sua prisão, os pressupostos em que assentou a decisão de prisão preventiva e a escabrosa campanha de linchamento popular em alguns jornais, entendi que era altura de ficar à espera para ver como evoluía o processo. Passado este tempo, e numa altura em que a lei manda que o juiz de instrução reveja a situação, também eu vou fazer idêntico exercício. Fazendo-o, sou obrigado a reconhecer que a conveniência e a prudência nunca foram virtudes de que me possa gabar. Mas se “fazer a defesa de José Sócrates” (que não é o que eu faço, mas já lá irei) não é conveniente nem prudente e po...

o linchamento de josé sócrates

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Por Miguel Sousa Tavares http://expresso.sapo.pt/ “Mal se anunciou a prisão de José Sócrates, o país saiu à rua em festa virtual... Fui testemunha, madrugada fora, da felicidade de milhares... O cidadão comum teme que José Sócrates acabe sem castigo. Eu também”. Alberto Gonçalves, “DN”, 22.11.14 O “cidadão comum” e o Alberto Gonçalves podem estar descansados: pior castigo do que aquele que José Sócrates já teve é difícil. Tratando-se do cidadão José Sousa, os danos sofridos por ora ficariam no estrito conhecimento de alguns familiares e amigos íntimos, aguardando ele, quase de certeza em liberdade, que o julgamento os agravasse ou não. Mas tratando-se do cidadão José Sócrates Pinto de Sousa, os danos — pessoais, familiares, políticos e profissionais, agora e para sempre — são irreversíveis. E à prisão preventiva soma-se a condenação preventiva e definitiva. Se a vontade do “cidadão comum” fosse bastante, nem haveria necessidade de julgamento: ele já está feito. Nin...

a mensagem do primeiro-ministro revista e dissecada (2)

a aldrabice contagia

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passos acha-nos os pedintes da europa

Com Miguel Sousa Tavares.

a grande conspiração

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Por Joana Lopes http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ Recomendo a leitura da crónica semanal de Miguel Sousa Tavares (sem link), com o título deste post, no primeiro caderno do Expresso de hoje. Sei que me repito, mas não me importo: já não são apenas os perigosos esquerdistas que alertam para o projecto ideológico subjacente aos «ajustamentos» de que estamos a ser objecto e vítimas e que o caracterizam mais ou menos explicitamente.  Alguns excertos do texto, que me parecem «cristalinos»:  «Há quase um ano que o venho escrevendo aqui: o programa económico deste Governo não se limita a tentar endireitar as contas públicas à custa de sacrifícios cuja insensibilidade e ineficácia são de bradar aos céus. Há também uma agenda escondida, que envolve uma vingança sobre a história, uma desforra de classe, quase uma alteração dos valores cívicos em que a Europa se funda. (...)  O objectivo de Passos Coelho e do seu quinteto de terroristas económicos (Gas...

ninguém poupa o coelho

antes bêbedo do que drogado?

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Vamos imaginar esta situação, longe vá o agoiro: que tenho um filho que dá em alcoólico. E que eu, pai extremoso, suspiro de alívio e grito vitorioso: antes bêbedo do que drogado! E não faço nada para o ajudar a livrar-se do vício. É parvo, é criminoso, não é? Mas não é disso que Miguel Sousa Tavares acusou Francisco Louçã há uns dias na televisão? De, para salvar o seu país de Sócrates, o ter atirado para os braços de Passos Coelho? Que deveria ter ficado quietinho, não ter feito nada para ajudar o filho bêbedo, não fosse ele dar em drogado? Não recebo comissão de Louçã, sou tão adepto do Bloco de Esquerda como de qualquer outro partido que queira livrar o país da droga neoliberal em que nos atolaram, mas há raciocínios que não ficam bem a gente inteligente. Eu acho.

é isso mesmo miguel, os garanhões lusitanos querem lá saber dos outros animais

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dá vontade de agarrar neste tipo e atirá-lo ao mar

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Durante anos, li Miguel Sousa Tavares com gosto e, não poucas vezes, concordei com ele. Ultimamente, tem-me desiludido. Dadas as circunstâncias, as dele ou as minhas, ou eu me radicalizei à esquerda ou ele se anda a aninhar à direita. Certo, certo, é que a crónica de hoje no Expresso, acerca dos motins em Inglaterra, é digna de um qualquer skinhead e tão trauliteira como o são os amotinados que ele condena.  Não apoio nem apoiarei, entenda-se, quem destrua, incendeie, roube, seja sob que pretexto for. Mas também acho abominável este tipo de linguagem. Desbragada. Chocarreira. Digna de um qualquer arruaceiro, daqueles que se embebedam com litradas de cerveja até cairem para o lado a vomitar.  A mim sim, este texto deu-me vontade de vomitar. «Dá vontade de agarrar nestes tipos e atirá-los ao mar. (…) Não são parte de uma geração à rasca, são sim parte do mal. E o mal, desgraçadamente, existe, vive paredes-meias connosco e só há uma forma de o combater que é reprimi-lo s...

não me tirem o protagonismo!

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Miguel Sousa Tavares, MST daqui em diante, vem mais uma vez, no Expresso, lançar alguns vitupérios contra os escrevedores de blogues. Estou farto de gente como MST e Pacheco Pereira, que ganham a bom ganhar por opinarem o que muito bem lhes apetece e acham mal que outros, que ainda por cima não ganham nem um cêntimo com isso, o façam. Como se o direito à palavra fosse deles e só deles, uma espécie de coutada privada. Como se só eles tenham a primazia de dizer o que se deve ou não fazer, pensar ou não pensar. A gente que escreve na net, seja nas redes sociais ou nos blogues, nem sempre propaga a verdade? Nem sempre. Nem sempre prima pela tolerância aos sentimentos e opiniões dos outros? É verdade. Recorre muitas vezes a linguagem desbragada e ofensiva? Recorre sim senhor. Mas nisto, como em tudo, há que saber separar o trigo do joio. Eu escolho as minhas leituras. Sei quais os blogues que recorrem à linguagem digna do mais boçal dos carroceiros para achincalhar os seus alvos e os ...

mudam-se os tempos, mudam-se os tavares

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Eu até gostava de ler o Miguel Sousa Tavares, mas ultimamente mudou e muito. Sem querer arvorar-me em escrevinhador de revista cor-de-rosa, acho que são as más companhias, uma influência nefasta para o grande pensador.

o bronco

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Com uma ou outra discordância, sempre admirei os escritos de Sousa Tavares. Mas o homem, fruto de más companhias talvez, ultimamente tem-me desiludido e muito. Mais uma pérola, publicada ontem no Expresso: “(…) o Zeca Afonso foi um grande músico, um resistente contra a ditadura, um comunista, um revolucionário, se quiserem mas, no meu conceito, não foi um homem da liberdade“.

demagogia era a tia, rico!

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despedimentos: mais uma vergonha deste governo

E nós continuamos calados, sem protestar, sem tugir nem mugir.