23/01/14

a frase do dia


traumatismo ucraniano

O governo da Ucrânia mandou a polícia rechaçar os manifestantes com a máxima força. Ao que parece, as forças de "segurança" já atiram balas verdadeiras, a matar. Ainda ninguém me soube explicar a situação e, claro, desconfio da "informação" veiculada pela comunicação social, tal como desconfio dos amantes da União Europeia que, com Durão, vai de Mao a pior. O que sei, isso sei, é que, na Europa que derrubou muros em nome da democracia e da liberdade, a democracia e a liberdade estiolam a cada dia que passa. Há por aí Hitlerzinhos à espera da sua oportunidade. E nós seremos, já somos, todos judeus.

Nota: já agora, se alguém souber de um artigo que aborde, com verdade, esta questão ucraniana, que faça o favor de o divulgar.

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22/01/14

nunca a imprensa desceu tão baixo

Sintonize qualquer canal dos nossos, a qualquer hora, em qualquer telejornal. Ou abra qualquer jornal ao acaso. Seja qual for o dado económico, a estatisticazinha enviesada, o dito por não dito de um desditoso filho da Pátria, e aí estão eles, os jornalistas engajados, os escrevinhadores domados, a dar-nos conta de que tudo está bem, que o governo vai no bom caminho e nós no descaminho com eles. Que o desemprego em Portugal continue a ser o mais alto de sempre, isso agora não interessa nada. Que a maior parte dos desempregados assim vá ficar até ao fim dos seus dias, é coisa de somenos. Que os idosos estejam entre a vida roubada e a morte lenta, pouco importa. Que os portugueses tenham sido, metódica e cruelmente, espoliados ao longo dos últimos anos, é matéria que não é para aqui chamada.

Até Sócrates volta a ser o bombo do Mamede em festa. Assim como quem não quer a coisa, pela calada que é como esta gente morde melhor, Olli Rehn veio dar uma mãozinha aos senhores do burgo portucalente culpando Sócrates de, tão tardiamente, ter sido forçado a baixar as calcinhas e a pedir "ajuda" externa, a "ajuda" que nos tem conduzido, como cordeiros, ao altar dos sacrifícios.

Já se diz que o PSD é bem capaz de ganhar as legislativas de 2015. Desde que vi um mágico no Coliseu a tirar pássaros do rabo, já nada me espanta. Com umas intrigas aqui, umas mentiras acolá, uns cêntimos distribuídos parcimoniosamente mas com sabedoria antes das eleições, o povo, atento, venerador e sempre agradecido, deporá a cruz no lugar devido e perpetuará a manigância, a extorsão, a boa governança dos vassalos da ganância, do verdadeiro poder, absoluto e global.

Que Ele, ou o diabo por Ele, se amerceie de nós.

entre a decência e a evasiva

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Por Baptista-Bastos
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Parece-me difícil alguém poder justificar, com honra e decência, o golpe do PSD em mandar para os fojos, através de um referendo, a questão da coadopção de crianças, por casais do mesmo sexo. A indignidade não é atitude nova por aquelas bandas políticas. Porém, esta mascarada atinge aspectos de ruinoso indecoro. A incomodidade na bancada do Governo dissimulou-se, muito mal, por receio e cobardia, com declarações de voto. O descrédito da política aumentou mais um patamar.

O número de equívocos morais praticado por este Executivo não tem equivalência com a percentagem de votos fornecida pelas sondagens. Apenas 12 pontos separam o PSD do PS: a escassa percentagem, além de tranquilizar Passos Coelho, fornece a dimensão ética e a consciência política da população. É verdade que o País está sob uma tensão impressionante, numa calculada estratégia de medo, que nos afugenta das mais elementares imposições da cidadania. Porém, a oposição do PS é degradante pela ineficácia. No interior daquele partido, o António José Seguro é já conhecido pelo Tó Zero, o que talvez dê a medida do mal-estar entre socialistas, defraudados nas esperanças de uma mudança que as indicações tornam desesperantes.

Fora do domínio estritamente partidário, que faz o PS de Seguro para cativar as franjas de eleitores, causticadas pela mais violenta chaga social, de que há memória em quarenta anos de democracia? Nada. Os juízos socialistas, de que temos vagos conhecimentos apenas nos comícios, e mesmo assim esfarrapados em estribilhos, constituem uma perda do objecto e do sentido. A par do abandono da forma ideológica, a mediocridade do que é dito e afirmado queda-se numa auto-satisfação tão absurda como burra. Isto dá tanto para o PS como para o PSD, embora este esteja sustentado por uma doutrina, a neoliberal, e o PS anda numa deriva insana, com dois padrões definidores, qual deles o pior, entre Francisco Assis e Augusto Santos Silva.

As hesitações ideológicas do PS e a sua letargia à acção, estão a esvaziar a identidade de um partido que, sendo de charneira, não deveria perder a responsabilidade para que foi criado. Sou do tempo em que, nas manifestações de rua, os militantes gritavam: "Partido Socialista, Partido Marxista", até ficar comprometido entre o protesto parlamentar e uma notória opção liberal.

Neste melindroso caso da coadopção era preciso ultrapassar as balizas da heteronímia, para afirmar uma autonomia individual, e passar das evasivas para os actos sólidos e para as palavras firmes e contundentes. A verdade, como nestes e noutros assuntos, é que não sabemos o que, rigorosa e realmente, pensa o Partido Socialista. Assim sendo, indefinido e tragicamente ambíguo, ignora ou despreza os pontos essenciais dos encontros para uma contestação, afinal contida na sua própria génese.

Estará o secretário-geral do PS à altura de um desafio tão dilemático como a natureza da circunstância o exige?

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21/01/14

o nome que os une

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Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares de Cavaco Silva de 24 de Julho de 1989 a 31 de Outubro de 1991 e ministro da Administração Interna de Cavaco Silva de 31 de Outubro de 1991 a 28 de Outubro de 1995; Luís Marques Mendes, ministro adjunto de Cavaco Silva de 19 de Março de 1992 a 28 de Outubro de 1995; Eduardo Catroga, ministro das Finanças de Cavaco Silva de 7 de Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995; José Manuel Durão Barroso, ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva de 12 de Novembro de 1992 a 28 de Outubro de 1995; Luís Mira Amaral, ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva de 17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991 e de 31 de Outubro de 1991 a 28 de Outubro de 1995; Joaquim Ferreira do Amaral, ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva de 24 de Abril de 1990 a 31 de Outubro de 1991 e de 31 de Outubro de 1991 a 28 de Outubro de 1995; José de Oliveira e Costa, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do primeiro governo de Cavaco Silva; Arlindo de Carvalho, ministro da Saúde de Cavaco Silva de 5 de Janeiro de 1990 a 31 de Outubro de 1991; Domingos Duarte Lima, presidente do grupo parlamentar do PSD durante a segunda maioria absoluta de Cavaco Silva.

À frente de grandes empresas, a desempenhar altos cargos internacionais ou em prisão domiciliária, estes são alguns dos muitos membros de um séquito proverbial. A pesquisa foi leve, a lista está inacabada. Acrescente-lhe nomes.

20/01/14

e se esse poder um dia, o quiser roubar alguém ...


Puto ainda, devia andar pelos 18 anos, sentado no chão de um Pavilhão dos Desportos à cunha, chorei baba e ranho. No palco, Ary recitava este poema pela primeira vez em público.

Quem diria que, quase 40 anos depois, querem fechar-nos as portas outra vez? Com Passos de um lobo em pés de lã. Como lombrigas que se amanham com os seus próprios cagalhões.

Que diria ele, se fosse vivo, desta nova desgraça que se abateu sobre Portugal e os portugueses? Que diria ele de um país massacrado por novas formas, mais maquiavélicas ainda, de exploração pelo mando acumulado, pelas ideias nazis, pelo dinheiro estragado, pelo dobrar da cerviz, pelo trabalho amarrado? Que novos poemas faria? Que balas dispararia sob a forma de palavras certeiras, mais demolidores do que um discurso no parlamento, uma arenga pelas televisões, um comício para convertidos?

Ary morreu-nos. E faz-nos tanta falta.

19/01/14

tempestades são castigo divino



"Escrevi a David Cameron em Abril de 2012 a avisá-lo que várias catástrofes naturais iriam acompanhar a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas ele decidiu avançar com a lei" - David Silvester, antigo membro do Partido Conservador britânico.

Agora sim, está tudo explicado. Esta foi a razão por que o PSD impediu a co-adopção por pessoas do mesmo sexo, para evitar os terríveis desastres naturais com que Deus nos castigaria. Depois de Sócrates ter feito aprovar o casamento gay, Ele flagelou-nos com Passos e a sua trupe. O granizo desta semana foi um aviso: se a lei fosse aprovada e as criancinhas passassem a ter dois pais ou duas mães, nada mais contra-natura não há nem pode haver, sabe-se lá o que cairia do céu, que tsunamis nos atingiriam, que terramotos nos derrubariam, que pragas nos devorariam, que pestes nos matariam.

O PSD prestou um serviço inestimável ao povo português. Como sempre.