24/11/12

a que políticos lhe apetecia fazer isto?...

Ideia roubada ao http://trespassaopassos.tumblr.com/

prosa bárbara


Que faz correr estes homens? Que faz com que, contra tudo e contra todos, até contra cada vez mais dignitários da Igreja e muitos dos seus companheiros de partido, apostem na destruição da economia e no empobrecimento dos portugueses? Que faz com que vendam pedaços de Portugal ao desbarato? Que roubem salários? Que esmifrem impostos? Que provoquem falências em catadupa e o assustador aumento do desemprego? E porque é que ninguém os tira de lá? Porque é que a gente decente, que ainda a há em todos os partidos, não age com mais veemência ainda? Até quando os teremos no poder, a arruinar o que resta de Portugal? Até aos limites do insuportável? Até que todos os portugueses, um a um, vivam mais pobres, mais amargurados, sem rumo e sem esperança? 

Correr com estes bárbaros é um dever de todos. Um dever do presidente da República que, em vez de fazer discursos pateticamente sem graça, demonstrando total indiferença pelo povo que jurou representar e defender, deveria estar a travar esta gente ou, até, a expulsá-los do poder. 

Todos os dias testemunhamos, na televisão, nos jornais, na rádio, o desespero de milhares de portugueses arrastados para a indigência sem que o governo recue ou mostre, sequer, qualquer tipo de comiseração, mesmo hipócrita, sobretudo hipócrita. Os portugueses foram transformados, quase todos, em números, dados estatísticos, contribuintes sem vida, sem sentimentos nem razão.

De que estamos à espera? Que estale a revolta, uma guerra civil, o caos? Que a ditadura se instale por mais 48 anos? O pretexto será o mesmo: reequilibrar as finanças públicas condenando todo um povo à miséria. Custe o que custar.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

homenagem a zeca afonso em paris


há alternativas, estúpidos!

23/11/12

ai cavacadas, cavacadas, cavacadas

O discurso mais recente do presidente:

E o início do discurso, que não se ouve no vídeo:

Ao pé disto, o pai Américo era um crânio!

mais uma razão para sair à rua


Estamos sob a ameaça, cada vez menos velada, de uma democracia em derrocada. Os casos sucedem-se. As provas acumulam-se. Hoje, é notícia nos blogues de que uma das organizadoras da Manifestação de 15 de Setembro foi constituída arguida sob um pretexto mal cozinhado (clicar no link abaixo). 

Este facto, a juntar-se a tantos outros, deve ser mais um motivo para que todos, todos sem excepção, estejamos na rua na próxima terça-feira. Portugal está em perigo. E todos nós também.

http://5dias.net/2012/11/23/organizadora-da-manifestacao-de-15-de-setembro-constituida-arguida/

Fotografia de Adriana Morais
http://www.ionline.pt

sexo em trabalho


Devo estar com uma bezana ou sob a influência de substâncias ilícitas. Acabei de ler, mas deve ser fruto de delirium tremens ou de overdose, que o governo britânico autorizou a polícia infiltrada a manter relações sexuais com suspeitos se tal contribuir para manter ou consolidar o seu disfarce.

Para quem goste de sexo com algemas, ao jeito de Sade e Masoch, aqui está uma oportunidade. 

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2607265&seccao=Europa

ao jeito de pinochet


A aplicação de medidas neoliberais de efeito duradouro não é, nunca foi possível em democracia. Há, por isso, que limitar as liberdades, domar os povos, calá-los. Instalar estados policiais, atrofiar a democracia, amordaçar as vozes livres.

Os sinais são cada vez mais evidentes. Também em Portugal.

22/11/12

a pira dos condenados

De Joseba Morales
http://www.cartoonmovement.com

jovem israelitas contra a opressão à palestina

o inferno

19 de novembro de 2012:


E um documentário de 2011:



tanta casa sem gente, tanta gente sem casa


comunicado da comissão de trabalhadores da RTP

A RTP NÃO É FIGURANTE NAS ENCENAÇÕES DO GOVERNO

Toda a gente sabe que, no dia 14 de Novembro, a polícia foi apedrejada durante hora e meia sem reagir. Toda a gente sabe que, depois disso, a carga policial cilindrou por igual manifestantes violentos e manifestantes pacíficos, passantes acidentais em S. Bento e alguns no Cais Sodré. Toda a gente sabe que as dezenas de pessoas detidas foram depois privadas de contacto com os seus advogados e submetidas a vexames em Monsanto. Toda a gente sabe que o ministro Miguel Macedo negou com solenidade a mesma existência de infiltrados que a PSP veio depois confirmar.

A actividade dos infiltrados e a passividade da polícia, durante uma hora e meia, só podem ter servido para justificar aos olhos da opinião pública as violências e arbitrariedades policiais. Em última análise o plano só pode ter consistido em intimidar as centenas de milhares de pessoas que nos últimos meses têm participado em protestos contra o Governo e em dissuadi-las de voltarem à rua. Tudo teve os contornos de uma grande operação de guerra psicológica.

Para continuar, nos dias e meses seguintes, a fazer render essa operação de guerra psicológica, o Governo quis lançar mão de todos os recursos. Entre eles, quis contar com imagens gravadas pela RTP. Aqui enganou-se. A cada passo que dava dentro da RTP, o pedido governamental tropeçava na resistência dos trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores tomou desde o primeiro instante o seu lugar – e só o seu, sem ocupar o de mais ninguém – nessa espontânea resistência dos trabalhadores. Do primeiro ao último instante, insistiu para que fosse esclarecida toda esta história nebulosa.

Uma parte das responsabilidades foi assumida pelo Diretor de Informação e pelo Conselho de Administração. Nada foi dito pela Direção Geral de Conteúdos. Um inquérito interno irá correr para apurar outras responsabilidades: o ministro Miguel Macedo deverá saber que nem nós somos figurantes da sua encenação, nem a RTP é uma manifestação onde possa colocar impunemente os seus peões infiltrados.

E são estas as responsabilidades políticas que deverão ser apuradas por quem de direito. Não pode tolerar-se que Miguel Macedo, para efeitos da propaganda do Governo, induza ao crime – seja com as pedradas dos seus infiltrados, seja com pedidos de imagens que pressupõem uma violação da legalidade pela RTP. Não pode tolerar-se que homens de mão do ministro entrem na televisão pública como numa quinta sua, sem mandado judicial, para visionar e requerer cópias de imagens destinadas exclusivamente ao trabalho jornalístico. E não pode tolerar-se um Ministério da tutela que tolera toda esta intromissão e dela se faz cúmplice, por acção ou omissão.

A hora é de apurar também as responsabilidades políticas.

O Secretariado da Comissão de Trabalhadores da RTP 
comissao.trabalhadores@rtp.pt

Lisboa, 22 de novembro 2012

a caminho de um estado policial



Por Sérgio Lavos
http://arrastao.org/

Depois da actuação criminosa da direcção da polícia na manifestação de 14 de Novembro, que pôs em causa a integridade física de agentes e de manifestantes pacíficos; depois dos procedimentos de cariz fascista após a carga, das detenções indiscriminadas de inocentes, da recusa de acesso a advogados, das agressões dentro de esquadras, do assédio de natureza sexual a mulheres detidas e da tortura psicológica; depois da mentira de Miguel Macedo, da negação de que existiam agentes inflitrados quando a própria polícia o admitiu e de que houve vontade deliberada de protelar a intervenção policial por razões dúbias. Depois deste acumular de indícios, mais um pisar da linha que separa os regimes democráticos dos totalitários: por ordem da tutela, a PSP entrou nas instalações de uma estação de televisão pedindo imagens não editadas dos cidadãos que exerciam o direito à manifestação. Uma sórdida história que, como não poderia deixar de ser, também terá tido o dedo de Miguel Relvas, uma das maiores aberrações da nossa coxa democracia. Até quando poderemos dizer mesmo que ainda vivemos num Estado de direito?

reina o kaos por todo o país

http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

Este é o blogue, brilhante, onde toda a gente devia navegar. Por hoje, e só por hoje, facilito-vos a tarefa e aqui vos deixo alguns dos últimos bonecos que, claro, não precisam de explicações. Mas, faça-se a si esse favor, vá lá de vez em quando. Além de um governo decente, também precisamos de desopilar. Rir não é o melhor remédio, mas será uma mezinha que, de quando em vez, ajuda a aliviar a angústia dos dias de chumbo por que passamos, onde só o governo sai aprovado, por troika e merkel, com distinção, menção honrosa e medalha de bom comportamento.


novo catálogo pantone para a indústria gráfica

a ditadura

Podemos criticar o governo, por vezes com palavras cruas. Ainda. Podemos ir para a rua gritar o que nos vai na alma. Ainda. E podemos votar de tantos em tantos anos, levados, levados sim, pela propaganda, pelo marketing político, pela publicidade enganosa, por quem tem mais dinheiro para oferecer, por mercados e feiras, num arraial de promessas, sorrisos e enfastiados beijos, esferográficas, sacos de plástico, bonés, porta-chaves com o logótipo do produto à venda, constituído por candidatos a deputados, a ministros e primeiros-ministros, a presidentes de câmaras, da República, disto e daquilo, para isto e para aquilo menos para a causa, a coisa pública. No entanto, vivemos em ditadura. A ditadura de quem ganha eleições para manter os privilégios de alguns em detrimento da maioria. A ditadura de quem impõe sacrifícios contra a opinião e os interesses de quem os elegeu. A ditadura de quem nos trata como números, meros dados estatísticos e pagadores de impostos, nunca pessoas com sentimentos, desejos, necessidades, tantas vezes das mais básicas. A ditadura de quem, cegamente, segue em frente na destruição do Portugal construído nas últimas décadas. De quem nos aponta o bom caminho, o único caminho, o caminho ditado, ditatorialmente, pelos nossos credores e santos protectores. Podemos não ser presos por dizer o que pensamos. Ainda. Mas, para além do voto, não temos mais voto na matéria. E estamos a ser vigiados, os nossos passos são controlados, a nossa indignação contrariada pela repressão policial, abatida indiscriminadamente sobre gente pacífica e não tanto sobre uns quantos rapazolas inspirados, instigados sabe-se lá por quem, sabe-se lá para quê. 

Vivemos em ditadura. A palavra democracia não é para aqui chamada.

censo com senso


21/11/12

em gaza, esta manhã

gaza chora os seus mortos


comportamento pouco profissional dos jornalistas em conferência de imprensa de vítor gaspar



Ideia roubada ao http://trespassaopassos.tumblr.com/

nevoeiro em paris




Fotos:  Art1457 © Aries Villanueva
https://www.facebook.com/ArtPics.tv

crime sem castigo


Por Paulo Morais
http://www.cmjornal.xl.pt

A história do BPN resume-se em três fases. No tempo de Cavaco Silva, um bando de empresários ligados ao PSD, que nada percebiam de Banca, criou o BPN com o apoio institucional do Governo, em troca de apoios ao partido do poder. Ao longo de anos, a Sociedade Lusa de Negócios, grupo detentor do banco, realizou todo o tipo de negócios, com financiamento do BPN. Acumulou as vantagens patrimoniais nas empresas da SLN, enquanto os prejuízos engrossavam o passivo do banco.

Em 2008, a pretexto da crise financeira, José Sócrates e Teixeira dos Santos nacionalizaram o banco, assumindo os seus colossais prejuízos. Inexplicável e criminosamente não nacionalizaram também a SLN, detentora dos melhores activos. De seguida, e com a vinda da troika, o Estado saneou as finanças do banco e vendeu-o aos angolanos, pelo preço de saldo de quarenta milhões. O Governo ainda assumiu todo o lixo do BPN, todas as dívidas resultantes de vigarices inimagináveis, desde créditos imobiliários sem garantias, até duplos financiamentos a um mesmo bem. Para armazenar o lixo do BPN, foi criado o ‘bad bank’ Parvalorem.

Exige-se agora ao Governo e à Justiça portuguesa que, em defesa do erário público, analisem toda a documentação que herdaram, investiguem e recuperem os activos mais valiosos.

Castiguem-se pois todos os responsáveis e não apenas o bode expiatório Oliveira e Costa. Aproprie-se a Justiça dos bens relativos aos financiamentos fraudulentos, cative-se o património da SLN (hoje rebaptizada de Galilei) e confisquem as fortunas dos seus accionistas e ex-administradores, nomeadamente os depósitos em bancos estrangeiros. É o que têm vindo a fazer, em casos de enormes fraudes, a Alemanha ou até Itália.

Os prejuízos contabilizados no BPN equivalem a cerca de dez subsídios retirados aos funcionários públicos. Seria criminoso não recuperar, para o povo, uma parte substancial desse valor.

bem fisgada, dr. cavaco


Num seminário, hoje, Cavaco Silva afirmou que Portugal tem que ultrapassar estigmas e voltar-se para a indústria, agricultura, pescas, sectores esses, é ele também que o diz, esquecidos pelos portugueses nas últimas décadas.

Julgo que haverá normas legais para determinar até onde se pode ir no tratamento depreciativo de um presidente da República ou de qualquer outra figura deste Estado em tão mau estado. Por isso, e também porque há 30 "radicais" que a polícia vai prender e nunca se sabe se não quererão arranjar um 31, abstenho-me de acrescentar o que me vai na moleirinha. Escrevamos portanto nas entrelinhas, como antes de Abril: há quem não valha um cavaco.

lá estarei!


efemérides, 21 de novembro

20/11/12

da boca das crianças ...


dia 27 voltaremos à rua: as nossas pedras serão a nossa voz

dias de infâmia


o segredo das "reformas estruturais"

Por Aurélio Santos
http://www.odiario.info

Muito se tem falado de incompetência e impreparação deste Governo. Nada mais falso. A verdade é que este Governo sabe muito bem o que está a fazer e para onde quer conduzir o País. Vítor Gaspar, que tem sido um dos rostos mais visíveis dos planos do Governo, cumpre esforçadamente os projectos impostos pelo grande capital internacional.

As nefastas consequências das suas medidas para Portugal e os portugueses pouco lhe interessam. Quando terminar, poderá voltar para o estrangeiro, onde por certo o esperará um bom lugar numa boa empresa para o acolher de braços abertos.

Desengane-se quem pense que ele falhou por não ter atingido os objectivos que apresentou. Ele já sabia que ia falhar. Mas precisava de falhar para justificar e impor mais medidas de austeridade, a que se seguirão outras e outras e mais outras, até ficarmos todos (ou quase todos) na pobreza. E se o sr. ministro das Finanças não está preocupado com os números do desemprego é porque essa é a forma mais fácil de fazer baixar os salários. É assim que se ensina na «Escola de Chicago»…

Portugal está sendo peça de um vasto puzzle para destruir os direitos sociais conquistados na Europa após a derrota do nazi-fascismo. E não deixa de ser curioso que este projecto tenha tido o seu início em três países (Grécia, Portugal e Espanha) que mais recentemente se libertaram de longas ditaduras.

Como a Espanha e a Itália se mostraram um osso mais duro de roer, a ofensiva do grande capital internacional é agora virada para outro país pequeno e vulnerável, a Eslovénia, que apesar de cumprir os critérios exigidos pela UE está a ver os seus juros aumentar sem qualquer razão justificativa. É assim que se fabricam as «crises»…

O Orçamento apresentado para 2013 é peça fundamental dos objectivos deste Governo.

Dizia Ramilho Ortigão em «As Farpas» que «só existe um lugar onde a loucura é remunerada – o Parlamento». Mas não foi por loucura que o Governo impôs este Orçamento aos seus deputados. Foi porque ele integra cabalmente os verdadeiros planos e objectivos das suas «reformas estruturais».

lamento que tenha que ver tamanha violência

Contudo, precisa de saber o que se passa em Gaza.

bordoada

In http://jumento.blogspot.pt/

Não vi as imagens da carga policial nas escadarias de São Bento, mas quando ouvi as palavras de indignação de Cavaco Silva fiquei logo a matutar que “aqui há gato”, da última vez que lhe ouvi a voz trémula foi aquando do famoso caso das escutas e sabe-se como foi.

Comecei a informar-me melhor e consegui construir uma imagem mental do que sucedeu. De um lado estavam 20 polícias mal equipados, vinham de t-shirt porque tinha estado a jogar uma futebolada quando ao passarem por São Bento repararam na manifestação e foram em socorro dos dois soldados da GNR que fazem de guarda de honra. De um lado vinte jovens polícias mal equipados, do outro centenas de energúmenos, bandidos cadastrados do pior que por aí há, marginais das claques, tudo gente que só de passar do outro lado do passeio se sente o mau cheiro.

De um lado uns quantos polícias indefesos, do outro um batalhão de marginais armados até aos dentes, imagine-se que a polícia até conseguiu ver que os bandidos armados estavam na posse de cocktails Molotov, essa versão portátil dos mísseis katyusha. Imagine-se o prejuízo que seria se algum desses bandidos se lembrasse de disparar um desses poderosos cocktails a um dos leões, rebentava o bicho em bocadinhos e ficamos com um leão viúvo à entrada do parlamento.

Mas graças a Deus que temos um ministro com eles no sítio, não será bem assim pois pela forma como pensa o eles são os neurónios e o sítio é mesmo o do costume, pois informado da presença dos perigosos mísseis nas mãos dos bandidos o nosso ministro deu ordens para iniciar a batalha. Até porque dinheiro não falta, em dois anos sucessivos o único ministério que conseguiu condoer o Gaspar foi o da Administração Interna e até teve aumentos nas despesas, porque um desempregado se não comer um bife come uma açorda que até é coisa fina, mas um bandido capaz de rebentar com um leão paramentar tem mesmo de custar bordoada e, como se sabe, o preço da bordoada está pelos olhos da cara.

O problema é que os bandidos não são burros e quando a polícia decidiu agir, depois de horas a apanharem pedradas na cornadura, o pessoal dos mísseis retirou. A polícia essa até agradeceu, sem terem de enfrentar bandidos foi mais fácil cumprir o desígnio nacional de dar bordoada no povo, sim porque isso de ser povo não serve apenas para comer bifes.

violenta é a austeridade


O dia 14 de Novembro foi um dia histórico. Por toda a união europeia e em vários países do mundo realizaram-se greves gerais e protestos nunca antes vistos. Em Portugal, milhares de trabalhadores e trabalhadoras fizeram uma greve geral contra as políticas deste governo e da troika, numa das maiores paralisações registadas. Nesse dia decorreram também várias manifestações com elevada participação.

Repudiamos a carga policial injustificável e indiscriminada que ocorreu nesse dia, sob ordens do Governo. Soubemos de resto que comerciantes da zona tinham sido ainda antes da manifestação avisados pelas autoridades para fechar os seus estabelecimentos, o que nos leva a concluir que independentemente dos acontecimentos, estava prevista uma carga policial.

As forças de segurança feriram mais de 100 pessoas, o pânico que se seguiu podia ter redundado numa tragédia. A própria Amnistia Internacional Portugal já condenou publicamente o uso excessivo de força policial. Na hora que se seguiu, as forças de segurança procederam à detenção de várias dezenas de pessoas, em zonas tão distantes como o Cais do Sodré; algumas nem tinham estado em frente à Assembleia da República. Durante muitas horas, a polícia não revelou a familiares e advogados/as o local em que se encontravam as dezenas de pessoas detidas, nem as deixou falar com elas. Muitas das 21 pessoas que foram levadas para o tribunal criminal de Monsanto foram forçadas, sob ameaça, a assinar formulários que se encontravam em branco. Todos os testemunhos que nos chegam comprovam, tal como a Ordem de Advogados já salientou, a existência de inúmeras ilegalidades nos processos de detenção.

Exigimos por isso a instauração de um inquérito à actuação das forças de segurança bem como aos termos em que foram efectuadas as detenções e demonstramos a nossa total solidariedade com todas as pessoas detidas e vítimas da repressão na noite de 14 de Novembro.

Estamos perante uma operação política e policial que, a pretexto de incidentes tolerados durante mais de uma hora e transmitidos em directo pelas televisões, pretende pôr em causa o direito de manifestação, criminalizar a contestação social, e fazer esquecer as medidas de austeridade impostas, de extrema violência e que levam à revolta e ao desespero das pessoas. Temos plena consciência que o governo pretende impor a sua política e a da troika, de qualquer forma, inclusive pela repressão política e a liquidação de grande parte das liberdades democráticas. A liberdade está a passar por este combate e, por muito grande que seja a repressão, não vamos assistir em silêncio a um retrocesso histórico de perdas de direitos duramente conquistados.

Recusamos que um dia nacional, europeu e internacional de mobilização histórica contra as políticas de austeridade seja desvalorizado ou esquecido, quer pela comunicação social, quer pelo governo. Somos cada vez mais a contestar este regime de austeridade e não nos calaremos, por isso apelamos à mobilização no dia 27 de Novembro, dia de aprovação do Orçamento do Estado.

Subscritores Colectivos:
ACED, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Attac Portugal, CADPP, Clube Safo, CMA-J Colectivo Mumia Abu-Jamal, Colectivo Revista Rubra, Indignados Lisboa, Marcha Mundial das Mulheres – Portugal, MAS – Movimento de Alternativa Socialista, Movimento Sem Emprego, Panteras Rosas, PCTP/MRPP. Plataforma 15O, RDA69 – Recreativa dos Anjos, Socialismo Revolucionário, SOS Racismo.

Subscritores Individuais:
Adriana Reyes, Alcides Santos, Alex Matos Gomes, Alexandre De Sousa Carvalho, Alexandre Lopes de Castro, Alice da Silveira e Castro, Alípio de Freitas, Ana Benavente, Ana Catarina Pinto, Ana Rajado, Andre Carmo, Ângela Teixeira, Antonio Barata, António Dores, António Mariano, António Serzedelo, Bernardino Aranda, Bruno Goncalves, Carlos Guedes, Carolina Ferreira, Catarina Fernandes, Catarina Frade Moreira, Clara Cuéllar, Cláudia Figueiredo, Daniel Maciel, David Santos, Eduardo Milheiro, Eurico Figueiredo, Fabian Figueiredo, Fernando André Rosa, Francisco d’Oliveira Raposo, Francisco da Silva, Francisco Furtado, Francisco Manuel Miguel Colaço, Gonçalo Romeiro, Guadalupe M. Portelinha, Gui Castro Felga, Helena Romão, Isabel Justino, Joana Albuquerque, Joana Lopes, Joana Ramiro, Joana Saraiva, João A. Grazina, João Baia, João Labrincha, João Pascoal, João Valente Aguiar, João Vasconcelos Costa, Jorge d’Almada, Jorge Fontes, José Luiz Fernandes, José Soeiro, Judite Fernandes, Lidia Fernandes, Lúcilia José Justino, Luís Barata, Luís Júdice, Luis Miranda, Luna Carvalho, Magda Alves, Mamadou Ba, Manuel Monteiro, Manuela Gois, Margarida Duque Vieira, Maria Conceição Peralta, Maria Paula Montez, Mariana Pinho, Marta Teixeira, Martins Coelho, Nuno Bio, Nuno Dias, Nuno Ramos de Almeida, Olimpia Pinto, Paula Gil, Paulo Coimbra, Paulo Jacinto, Pedro Jerónimo, Pedro Páscoa, Pedro Rocha, Raquel Varela, Renato Guedes, Ricardo Castelo Branco, Rita Cruz Neves, Rita Veloso, Rodrigo Rivera, Rui Dinis, Rui Faustino, Sandra Vinagre, Sérgio Vitorino, Sofia Gomes, Sofia Rajado, Sónia Sousa Pereira, Teresa Ferraz, Tiago Castelhano, Tiago Mendes, Tiago Mota Saraiva, Tiago Santos, Tiago Silva.

Imagem: http://www.noticiasgrandelisboa.com

portugal condenado a prisão perpétua

Primeiro, prendem os "radicais". Depois, elegerão outros radicais. E mais outros. E outros ainda. Até que Peniche, Caxias e outros Aljubes voltem a ser ocupados. Fique por aí a ver. Um dia, será a sua vez. Mas, então, será tarde demais.

Abril foi uma miragem. Eles voltaram. Estão mais sofisticados. São ainda mais perigosos.


lisboa, cidade encantada




a canção de lisboa


há 37 anos, morria o caudilho de espanha pela graça de deus

a propaganda neoliberal e a demissão dos media


Por José Vítor Malheiros
http://versaletes.blogspot.pt

Agora é raro o dia sem uma petição. É rara a semana sem uma manifestação. Causas urgentes e necessárias, causas justas, às vezes questões de vida ou de morte, questões de direitos, de liberdade, de dignidade, de futuro. As petições não custam nada, é só assinar no computador. As manifestações são mais complicadas, é preciso ir, organizar o dia à volta da manifestação, saber onde é, por onde passa, quem convoca, que transportes apanhar, vencer a resistência a participar - não por comodismo, mas porque quase nunca estamos de acordo com tudo o que representa uma manifestação. É preciso negociar connosco próprios, ceder, defender o essencial e esquecer o acessório, pensar nos fins sem nunca esquecer os meios, medir vantagens e benefícios, participar na contestação mas não banalizar a contestação, mobilizar as pessoas mas não cansar as pessoas.

Agora todos os dias são dias de luta, mas esta luta atomizada em manifestações e petições, em debates e reuniões de trabalho, em artigos para os jornais e fotografias e posts e comentários nas redes sociais não tem um sentido definido. Muitos dos que contestam a austeridade quando ela lhes chega ao bolso concordam que gastámos acima das nossas possibilidades e que é preciso pagar e, se continuarmos a conversa, ainda defendem que o Estado corte nos gastos sociais dos outros. Muitos dos discursos de rua que começam a criticar este Governo e o anterior e os anteriores estendem rapidamente o seu ódio a todos os políticos, a todos os partidos e à própria política e acabam a criticar a democracia que entregou o poder aos arrivistas corruptos. Muitos dos que começam a criticar a falta de democracia na União Europeia acabam a demonizar os estrangeiros que só nos querem roubar o pouco que temos e a defender o isolacionismo.

A maior vitória do neoliberalismo é esta, os ataques que os pobres desferem uns contra os outros. O maior ataque ao Estado Social é este, o que se ouve nas conversas dos cidadãos comuns, que criticam os que beneficiam de apoios do Estado porque obrigam o Governo a aumentar os impostos. Que criticam as famílias que recebem o RSI e levam as crianças ao café para comer bolos, como se comer bolos fosse um direito dos nossos filhos mas não dos filhos dos outros. Que criticam os grevistas dos transportes, porque prejudicam quem quer ir trabalhar e não pode. Que criticam a classe média que vai aos hospitais públicos e gasta recursos do Estado mas tem dinheiro para ir aos hospitais privados. Que até são capazes de concordar com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que explica que acabar com os descontos no passe social é justo porque evita que Belmiro de Azevedo ande de autocarro a beneficiar dos nossos impostos.

Uma das coisas mais tristes desta crise é ser bombardeado com as mensagens-correntes de mail onde se denunciam os pretensos privilégios e os grandes salários de alguns. Nalguns casos, raros, a indignação é legítima. Há gastos excessivos, sumptuários, onde devia haver contenção e frugalidade no uso de dinheiros públicos. Mas em muitos casos a indignação é não só disparatada mas cirurgicamente orientada para desviar as atenções das benesses de que goza o capital. Enquanto umas centenas de ingénuos se indignam com os salários de certas estrelas da televisão (“Envia esta mensagem a vinte dos teus amigos!”), não dizem uma palavra contra os juros cobrados a Portugal pela “ajuda externa”, contra o escândalo do BPN e das PPP, contra os benefícios escandalosos concedidos aos bancos, as isenções fiscais das grandes empresas, a fuga legal aos impostos dos grupos económicos com sede na Holanda, o desvio de dinheiros para paraísos fiscais, os impostos inexistentes sobre os rendimentos do capital. Tudo isso é escamoteado pelo cachet de José Carlos Malato ou de Catarina Furtado.

A maior vitória do neoliberalismo é esta, é este discurso, uma vitória conseguida a golpes de propaganda repetida sem descanso, com a cumplicidade (frequentemente involuntária e acéfala) dos media.

É por isso que continuamos a ouvir Vítor Gaspar nos telejornais, repetindo as suas fantasias que nenhum raciocínio sustenta. Um dia, ele ou outra marioneta do Governo virá dizer-nos que a Terra é plana e os media, dando provas de equilíbrio e isenção, dirão, “Essa não é porém a posição do geógrafo Fulano de Tal, que sustenta, por seu lado, que...”

A responsabilidade dos media na alimentação deste discurso é central. É por isso que vemos, em movimentos cívicos como o Manifesto contra a Privatização da RTP ou a Iniciativa de Auditoria Cidadã à Dívida Pública ou a Rede Economia com Futuro, a necessidade de produzir e disponibilizar informação que os media deveriam produzir, filtrar, validar e difundir mas que não produzem, não filtram, não validam e não difundem. Os movimentos sociais estão a tentar fazer o trabalho que devia ser dos media mas eles ainda não perceberam, preocupados como estão em colocar o microfone bem próximo dos lábios de Vítor Gaspar.

não faças aos outros o que te fizeram a ti


o caminho das pedras

Por Nuno Ramos de Almeida

A maioria dos portugueses assistiu a um espectáculo insólito na televisão. Os principais canais transmitiram em directo um apedrejamento durante mais de uma hora do corpo de intervenção que impedia o acesso aos manifestantes à escada do parlamento. Os polícias resistiam estoicamente aos projécteis arremessados por dezenas de encapuzados. A certa altura apareceu um oficial de megafone a ordenar à multidão que dispersasse. Minutos depois a polícia varreu a praça à bastonada.

Na rua ninguém conseguiu escutar o aviso feito para a televisão. Minutos antes da carga, várias dezenas de agentes policiais infiltrados, que tinham estado o tempo todo ao lado dos mascarados que atiravam pedras, retiraram-se. Deus escolhe os seus, a carga policial, essa, abateu-se sobre a parte pacífica da manifestação poupando a maioria daqueles que tinham estado nos confrontos.

A polícia agrediu gente nas vizinhanças de São Bento: moradores, velhos, deficientes, crianças, ninguém foi poupado. Segundo informações recolhidas por advogados, mais de 100 pessoas tiveram de receber tratamento hospitalar. Dezenas de jovens foram presos, alguns em sítios tão distantes como o Cais do Sodré. Vinte e um foram levados para a prisão de alta segurança de Monsanto. Durante horas a polícia recusou informar os familiares do paradeiro dos jovens. Algumas raparigas foram obrigadas a despir-se para uma revista mais aprofundada. Vários jovens foram insultados, tendo sido dito, por agentes policiais, àqueles que garantiram não ter participado nos incidentes que “gente inocente não vai a manifestações”. Foram obrigados a assinar papéis em que as circunstâncias e os motivos da sua detenção estavam em branco. Os detidos de Monsanto não foram acusados de nada. Não estavam envolvidos nos actos de violência, alguns, como um menor com 15 anos, nem sequer tinham ido à manifestação. Durante esse tempo o ministro Miguel Macedo apareceu a dizer que a polícia tinha actuado bem e que os responsáveis pelos incidentes não eram mais do que meia dúzia de profissionais da desordem.

No dias seguintes ficou esclarecido que foi decisão da direcção da polícia não tentar deter os violentos no início dos incidentes e deixar prolongar durante mais uma hora o apedrejamento do corpo de intervenção. Há jornais que garantem que foi o próprio ministro Miguel Macedo que decidiu o momento da carga.

Por detrás desta aparente incompetência em sanar rapidamente incidentes existe uma estratégia: o executivo de Passos Coelho já percebeu que só consegue impor o programa selvagem de austeridade da troika cortando liberdades. Fala-se na limitação do direito à greve a propósito da paralisação dos estivadores, é muito provável que o governo pretenda criminalizar o direito à manifestação. Esta tentativa já vem de trás; houve pessoas que fizeram a conferência de imprensa, junto ao parlamento, da manifestação de 15 de Setembro constituídas arguidas pelo crime inexistente na lei portuguesa de “manifestação não autorizada”, por terem anunciado o protesto na via pública.

Uma nota pessoal: durante os incidentes frente ao parlamento coloquei-me entre os polícias e as pessoas que atiravam pedras, andei aos empurrões com tipos que faziam isso. Pensava que a violência só pode criar mais violência. Não voltarei a fazê-lo.

Nas últimas manifestações há cada vez mais gente desesperada, um sem--número de pessoas que não aguentam a situação em que sucessivos governos deixaram Portugal. Nos bairros dos subúrbios os filhos nunca tiveram emprego e os pais já não têm. Temos uma falsa democracia, em que os manifestantes são espancados mas os antigos responsáveis do BPN, banco em que desapareceram para os bolsos de alguns milhares de milhões de euros, nunca foram presos e tornam-se conselheiros do primeiro-ministro. Portugal é um país com milhão e meio de desempregados. As estatísticas falam de um número recorde de pessoas na pobreza, de gente expulsa das suas casas e sem dinheiro para comer. A violência é filha de um país sem saída. Como querem ter a paz social da Suécia com a miséria da vida da Grécia? Desenganem-se, a guerra está no início e a violência vai encher as ruínas das nossas cidades desertificadas por uma política que serve apenas os poderosos.

Texto e fotografia: http://www.ionline.pt

a farra dos sacripantas


Viva! Viva! Viva! Três grandes vivas para o ministro Gaspar, a quem gosto de tratar por sinistro Raspar e que, ontem, anunciou com toda a pompa e circunstância que Portugal está no bom caminho, as Finanças, a Economia, o tecido empresarial, as famílias vivem tempos dourados (a aurora dourada brilha sobre todos os portugueses) e que, se há pobres, se há desemprego, se há gente desesperada, se há suicídios, isso são os danos colaterais de qualquer guerra e, não tenhamos dúvidas, é em guerra que estamos, dos anafados da vida engalfinhados, numa luta de vida ou morte, contra os pelintras da Terra. Este orçamento vai ser aprovado com o beneplácito da maioria parlamentar. O Estado Social vai desabar. A miséria vai alastrar. O bacanal dos nababos é para continuar.

A talhe de foice, deixo aqui uma sugestão ao ministro da Caridade: sabendo-se que, fruto da crise que instigam e ampliam com o orgulho do dever cumprido, aumentou consideravelmente o número de mães a abandonar os filhos recém-nascidos, sugiro-lhe que, no âmbito do processo revolucionário em curso para regresso à Idade Média, se reponham as rodas à entrada dos mosteiros, conventos, abadias e demais casas de Deus isentas de IMI e de outras extorsões terrenas.

Também não veria com maus olhos a reposição dos autos-de-fé para os renegados, os hereges que andam pelas ruas a protestar - ou em blogues a instilar veneno na populaça - mas, sei-o, isso já não é do seu pelouro. Se puder, contudo, dar o recado ao Dr. Macedo, ficava-lhe muito agradecido.

Portugal tem que mudar. Se não for a bem, que vá a mal. Não façam a coisa por menos.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

19/11/12

tem estômago de ferro? coração de aço?

As imagens são das mais devastadoras que me foi dado ver em toda a minha vida. Fiz um esforço. Faça um esforço também. Revolte-se também. Lute também para que esta guerra tenha um fim imediato e deixe de matar crianças em Gaza ou em qualquer outro lugar. Para que este insulto à civilização, à humanidade, à razão de vida na Terra, não mais aconteça.

Clique se quiser ver. Se tiver um estômago de ferro mas nunca, nunca um coração de aço.

ano novo, vida nova?

Carlos Moreno pronuncia-se sobre o que virá aí, a partir de Janeiro, devido ao aumento de impostos.

morte em gaza: o vídeo que o YouTube recusa apagar

Apesar dos apelos, o YouTube tem recusado apagar este vídeo que capta o momento em que o líder do Hamas foi assassinado pelos israelitas.

passos coelho: seu moço, tenha vergonha, acabe a descaração



Quem tem dinheiro no mundo
Quanto mais tem, quer ganhar
E a gente que não tem nada
Fica pior do que está
Seu moço, tenha vergonha
Acabe a descaração
Deixe o dinheiro do pobre
E roube outro ladrão.

Se morre o rico e o pobre
Enterre o rico e eu
Quero ver quem que separa
O pó do rico do meu
Se lá embaixo há igualdade
Aqui em cima há de haver
Quem quer ser mais do que é
Um dia há de sofrer

Seu moço, tenha cuidado
Com sua exploração
Se não lhe dou de presente ~
A sua cova no chão
Quero ver quem vai dizer
Quero ver quem vai mentir
Quero ver quem vai negar
Aquilo que eu disse aqui

"A RODA" (excerto) 
Gilberto Gil

a matança dos inocentes

Em Gaza. Imagens da carnificina. Quem pára esta barbárie?!



18/11/12

solidariedade com gaza

Beverly Hills, EUA

quem agarra o euro?

 Autor: Gianfranco Uber
http://www.cartoonmovement.com

uma gorjeta para gaspar

Diz o DN que as gratificações vão passar a pagar IRS. Por este andar, qualquer dia o governo vai querer taxar as esmolas. Só é pena que não se lembre de taxar luvas, desfalques e outros roubos perpetrados não pelo gatuno vulgar, mas pelos ladrões de alto coturno que andam à solta pelos corredores do poder, salafrários que nos gozam e gozam a vida à tripa-forra. Aí sim, haveria muito pilim a entrar nos cofres do Estado.

Tal como se esquecem da economia paralela (a "da alta", não a do pequeno biscateiro) ou de agravar os impostos das grandes fortunas e outras formas de buscar dinheiro aos ricos entre os ricos (ah, já me esquecia, para o governo, quem ganhe acima de 1 000 euros é rico, quem ganhe 100 vezes mais do que isto é um pobretanas a necessitar de ajudas, é esta a ideia de Estado Social para Passos & Cia).

Há decisões deste governo que, além de imorais, ou amorais se se quiser, tocam as raias do ridículo. E, como diz uma frase antiga, se o ridículo pagasse imposto, estávamos ricos, podíamos mandar a troika à fava e certa gente bardamerda!