31/10/14

quem tramou peter rabbit?

O governo está a ser alvo de insidiosos boicotes.

Nem mais.

A pobre ministra, coitada, afinal não tem culpa, tem desculpa. Uns salafrários quaisquer, ainda por cima da Polícia Judiciária (o mundo está perdido, já não se pode confiar em ninguém!) provocaram o caos no Citius.

Agora foi a vez do remediado primeiro-ministro, coitado. Andam a tramá-lo, oh se andam! Alguém lhe escreveu o discurso que proferiu ontem na Assembleia da República. Do alto do púlpito, Pedrito Coelho disse a quem o quis e a quem já não o pode ouvir, que os salários da função pública serão finalmente pagos na totalidade em 2016.

Só depois de o ter lido, Pedrito Coelho reparou que tinha caído na esparrela e apressou-se a corrigir: em 2016 serão repostos sim, mas apenas uma pequena parcela, 20%, e que se lixem as eleições que eu não estou aqui para enganar ninguém, sempre falei verdade aos portugueses, não há campanha eleitoral que me leve a mentir para ganhar votos, sempre disse, juro pelas alminhas, que ía cortar salários e pensões, punir os portugueses por mandriice, caloteirice, pieguice, sempre prometi que ia despedir milhares da função pública, sempre asseverei que nunca cortaria nas gorduras do Estado, as PPP, as Fundações, os carros de luxo, as viagens sem tino, os jobs for the boys, sempre abri o jogo e disse ao que vinha: vender o País por tuta-e-meia, empobrecer os portugueses, baixar os salários até níveis de miséria, criar neste cantinho da Europa uma coutada privilegiada para chineses, russos, brasileitos e angolanos, atrair o pior capital e os piores capitalistas.

Na verdade, amigos meus, alguém anda a tramar Pedrito Coelho e os seus amigos.

Que forças serão essas? Quem os inspira, instiga, financia? Há que descobrir, há que fazer funcionar a polícia política, as prisões, os campos de concentração.

Há que cortar o mal pela raiz. 

Prendê-los. Saneá-los. Exterminá-los.

30/10/14

a pipa de barroso

Aos 58 anos, mais coisa menos coisa, o mordomo dos Açores vai receber uma pipa de massa: 11.000 euros, fora as alcavalas, por cada mês que se vai seguir, agora e até à hora da sua morte, ámen. Que acumulará seguramente com outros proventos a aforrar graças aos árduos trabalhos que empreender a seguir, quiçá, quem sabe?, os de presidente da depauperada República com o beneplácito da "maioria" dos insensatos eleitores.

E é isto que me dana: milhões de portugueses empobrecidos, milhares e milhares na miséria, escolas sem professores, hospitais sem condições, reformas que se roubam, impostos de que se socorrem quando os roubos não chegam, um Estado destruído, património vendido ao desbarato, empregos precários e ignominiosamente mal pagos, enquanto uns senhores de falas mansas e magros escrúpulos se pavoneiam entre cargos políticos e administrações de empresas, carreiras internacionais em associações de malfeitores financeiros, gordas contas bancárias acauteladas em off-shores, sem que a pobreza que os rodeia ou a desgraça que provocam lhes faça perder o sono ou ter rebates de consciência.

Felizmente, a Natureza se encarregará de lhes fazer a Justiça que nós, na Terra, fomos incapazes de conseguir.

No caixão, serão iguais a nós. Carne em putrefacção e nada mais.