24/12/11

o governo trata-nos da saúde

nós é que agradecemos

o regresso das tecedeiras de anjos


O governo espanhol, segundo esta notícia do Público, vai rever a lei do aborto para, cristãmente, "preservar a vida". Já estou a ver o Passos Coelho a fazer o mesmo, e a proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Acabou-se o SNS. O trabalho voltou a ser forçado e mal pago. A escola é de novo para elites endinheiradas. Tudo preocupações cristãs. Regressam os fantasmas do passado. E Salazar rejubila na cova.

natal, triste natal

a caminho da tirania

o novo logotipo da EDP

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

22/12/11

os cães de nova iorque

Era uma marcha espontânea e pacífica em Times Square. A polícia apareceu. Para prender e violar a democracia. (Democracia? Eu disse democracia?).

pela palestina!

gargantas fundas


A parcela ainda pública da EDP foi vendida à Three Gorges, às gargantas fundas dos chineses onde cabem, como se sabe, o trabalho escravo, a repressão, a falta de liberdade, a violência estatal. Bate certo. Pelo caminho que tem seguido, é isto que Passos Coelho e a sua pandilha de malfeitores querem para Portugal: trabalho escravo, repressão, falta de liberdade, violência estatal. As suas gargantas são fundas, a sua gula insaciável. 

o que eu queria era que os membros do governo, todos, emigrassem para o iraque, o afeganistão, a china dos amigalhaços de negócios

os escarros também se escrevem


António Ribeiro Ferreira continua a ser o escriba de serviço ao neofascismo em Portugal. Este cagalhão, que encontrei nessa cloaca chamada "i", merece uma leitura. Mas muna-se de Alka Seltzer primeiro:

A conversa é muito repetitiva, enfadonha, inútil. As ladainhas do costume, vindas dos suspeitos do costume, já convencem pouca gente e os seus autores arriscam-se a ficar a falar sozinhos. Não há portaria, decreto, medida, lei, orçamento que não mereça imensos comentários com o fado do impossível a ser cantado de forma desafinada e sem chama por gente que não sabe dizer mais nada e nada tem para propor em alternativa. O que muitos políticos, sindicalistas, alguns patrões, comentadores e tudólogos de uma maneira geral não querem entender é que o Portugal de amanhã, de 2012, 2013 e por aí adiante, não terá nenhuma semelhança com o Portugal de 2010 e mesmo de 2011. Nada será como antes nesta terra de Santa Maria. Os ordenados do sector privado e do sector público serão muito mais baixos, os subsídios de Natal e de férias já acabaram no Estado e vão acabar no privado, as indemnizações dos despedidos nunca mais serão superiores a um salário por ano de trabalho. Tudo isso acabou. Não são medidas temporárias, são definitivas. É preciso que isto fique claro de uma vez para não haver ilusões e fantasias. O tempo de trabalho semanal, os feriados pagos e outras regalias inscritas nas leis nacionais já fazem parte do passado. Agora vai ser preciso trabalhar mais, para quem tem o privilégio de ter emprego, e receber menos. Podem fazer o que quiserem, greves, manifestações, debates e juras de guerra eterna que nada disso irá alterar a realidade, dura, que espera todos os portugueses já amanhã. As borlas nas auto-estradas já foram enterradas e nem à bomba os automobilistas voltarão a circular em estradas sem pagar portagem. A saúde vai ficar mais cara para todos e os serviços prestados pelo Estado vão necessariamente ser reduzidos. É pena, é verdade. Mas não há alternativa. Como não há alternativa aos cortes nas reformas e à redução substancial da escola pública e dos seus profissionais. Já está a ser assim e vai ser ainda pior. E não vale a pena fazer o discurso do impossível quando o eixo franco-alemão impõe a Portugal e aos países da zona euro um défice estrutural de 0,5 % do PIB. Vai ser não só possível como necessário para o país sobreviver e ter algum futuro que valha a pena viver. O Estado não pode continuar a gastar acima do que recebe dos impostos e muito menos continuar a endividar-se a um ritmo alucinante e suicida. E para isso vai ser possível também, com Constituição ou sem Constituição, despedir funcionários públicos. Muitos. O objectivo, possível, é que o Estado, de preferência em breve, passe a gastar menos do que recebe das famílias e das empresas e consiga o mais cedo possível reduzir os impostos. Sim, vai ser possível o Estado português ter excedentes nas suas contas, reduzir a dívida com o exterior e baixar os impostos directos e indirectos que asfixiam qualquer hipótese de crescimento económico e criação de emprego. Tudo isto vai acontecer, a bem ou mal, de dentro ou de fora, em Portugal. O impossível é um fado que já deu o que tinha a dar e que só os saudosistas de um país que está a morrer e não volta mais ainda cantam com os olhos marejados de lágrimas.

ouvir as verdades nunca fez mal a ninguém

vão à mérida!

adeus, até à vista!

à atenção das autarquias que gostam de esbanjar

Em Kaunas, Lituânia, com 32.000 garrafas recicladas. Barato. Bonito. Bom.





Fonte: http://www.boredpanda.com

coelho é mentiroso, mente tão completamente ...

Deve ser para aí a quarta vez que publico isto. Cumpro um dever patriótico. E é também uma questão de higiene.

um cabaret em belém


Texto e imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

O Presidente Cavaco Silva destacou o erro de Portugal ter investido excessivamente na produção de bens não-transaccionáveis. Segundo ele, os portugueses beneficiaram do euro e tiveram “uma vida fácil”.

Tem toda a razão, mas um dos principais responsáveis pela destruição da agricultura, pescas e indústria foi ele próprio assim como na aposta nos tais bem não-transaccionáveis, para não falar no sistema financeiro submisso aos interesses dos mercados. Foi a era dos amigos, dos novos bancos e dos Dias Loureiros, Oliveiras e Costas e Duartes Limas. E, realmente, para alguns o euro foi uma mina de ouro, fizeram-se muitas fortunas, e houve quem tenha tido a tal vida fácil. O Sr. Silva só se esquece que nem todos tinham dinheiro e ”conselheiros” para poderem comprar e vender acções do BPN, não puderam comprar uma Casa na Coelha, nem têm amigos com propriedades em Cabo-Verde e contas em off-shore. Esquece-se que já então os salários dos portugueses eram dos mais baixos da Europa, havia pensões de miséria e a fome e a pobreza de uns já coexistia com a abastança e ostentação de outros. Nem para todos a vida era um cabaret.

à mesa do café

Por Daniel Oliveira

O otimismo de Passos Coelho, que acha que irá a eleições em 2015 e espera por esse ano mágico para baixar os impostos; o seu conselho aos professores, para que estes emigrem (e Paulo Rangel quer a coisa organizada por uma agência de exportação de portugueses); e a fé de que as nossas exportações vão aumentar porque a crise internacional vai acabar brevemente eram um bolo a precisar de uma cereja. Na sucessão de disparates que o desnorteado primeiro-ministro nos tem oferecido, veio mais uma: daqui a vinte anos as reformas vão valer metade.

Primeira dúvida: em que estudo se baseou Pedro Passos Coelho para fazer esta afirmação que, como é evidente, cria angústia em milhões de cidadãos? Não sabemos. E confesso que, do que fui lendo sobre a matéria, não encontro rigorosamente nada que autorize esta previsão. Ou seja, o primeiro-ministro de Portugal faz, com um assunto tão sério e delicado, conversa de café.

O que Passos Coelho consegue com estas infelizes declarações é fácil de imaginar: instalar o sentimento de insegurança. Um medo que pode resultar, perante tão deprimente cenário, num aumento da fuga aos descontos para a segurança social. É que o sistema vive de uma ideia simples: pagamos as reformas de hoje porque acreditamos que pagarão as nossas no futuro. Se essa confiança se quebra com umas "bocas" irresponsáveis de um primeiro-ministro o sistema fica em risco.

Vem então a segunda dúvida: o que pretende o primeiro-ministro com esta declaração? Três possibilidades. Asimples: respondeu a uma pergunta de um jornalista sem pensar nas suas consequências. A absurda: Passos Coelho não se contenta em preparar os portugueses para o pior, precisa de os deprimir para as próximas décadas. Mesmo na parte que não dependerá dele e sobre a qual não tem condições para fazer previsões à distância de duas décadas. Não é apenas incapaz de apontar para um horizonte próximo de esperança. Prepara o País para décadas de miséria. A cínica: o primeiro-ministro está apostado em instalar o medo para que todas as medidas que impõe ao País pareçam inevitáveis e até excelentes, quando comparadas com o futuro que nos espera. É provável que seja um pouco das três. E todas elas são coerentes com a sucessão de declarações estapafúrdias que tem feito.

a grande mama


Quem disse que os jovens não conseguem colocação? Há uns que o conseguem e com ordenados que não são nada de deitar fora. Basta estarem ligados ao partido do poder que, como se sabe, é rotativo, ora agora dança o PS ora agora o PSD ora agora o PSD mais o CDS. 

Eis os exemplos dos bravos jovens que não precisam de ir trabalhar como caixas de supermercado, com cargas horárias elevadíssimas e por ordenados de miséria:

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)

Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.183,63 €

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.633,82 €

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)

Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €

Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €

Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

de bestiais a bestas


Fala-se muito nos jovens, e com toda a razão. Jovens que ou não têm trabalho ou são obrigados a aceitar um emprego precário, mal pago, a roçar a escravidão. 

Estou totalmente solidário com estes jovens, que já deviam ter partido a loiça toda, mas hoje quero falar de outros, daqueles que um dia foram bestiais e deram em bestas quando deu jeito às empresas. Homens e mulheres de quarenta, cinquenta, sessenta anos, que deram décadas das suas vidas aos patrões. Que subiram a pulso graças às suas capacidades, à sua dedicação, à sua fidelidade. Homens e mulheres que, agora, estão no desemprego, deixaram de interessar, de bestiais passaram a bestas enquanto o diabo esfregou um olho e Deus continua a fechar os olhos aos desmandos dos pequenos deuses do dinheiro. Homens e mulheres que são substituídos por jovens que precisam de trabalhar e que aceitam ganhar uma ínfima percentagem do que as bestas ganhavam.

Homens e mulheres, a maior parte, velhos demais para encontrar colocação. Novos demais para a reforma. Muitos com filhos ainda pequenos. E que não sabem como vão viver, sustentar os seus, proporcionar-lhes uma vida digna.

O capitalismo é um sistema desumano, criado para privilegiar meia-dúzia em prejuízo da maioria. Isso já se sabia. Mas nunca, como agora, o capitalismo espalhou tanta miséria, tanta tragédia por esse mundo fora. Resta-nos a esperança. A centelha de esperança que nos dão os indignados deste mundo, os poucos que bracejam e esperneiam por eles e pelos outros. Por nós. Resta-nos a certeza de que a humanidade, nos momentos cruciais, soube lutar e melhorar as suas condições de vida.

Pedro Passos Coelho e a sua troupe são apenas refugo, escória que não passará à História, um furúnculo, uma pústula, a sarna que infesta o corpo português. Mas o pior é que a vida é curta. Queremos vivê-la. Temos esse direito. E dever.

a brisa de esperança que vem da américa!

a debandada

a carta aberta que eu gostaria de ter escrito a passos coelho


Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

pregar sermões, pregar pregos na cristandade (2)

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

os especuladores deveriam ser julgados por crimes contra a humanidade


Disse Jean Ziegler. Leia aqui o artigo completo (em francês):
http://actualutte.info/2011/12/20/jean-ziegler-%C2%AB-les-speculateurs-devraient-etre-juges-pour-crime-contre-l%E2%80%99humanite-%C2%BB/

19/12/11

portugal 2012

só reciclando os trapinhos vamos conseguir resistir à crise

Anyone need a condom?




fashion fail - All the Single Vampires, All the Single Vampires


fashion fail - Alien invaders are pleased with your presentation


vigaristas, incompetentes, são europeus e são políticos

israel ou mais uma crónica do mundo imundo


Saltou-me aos olhos uma notícia na internet (abençoada net, por enquanto sem censura) sobre 55 crianças libertadas hoje das prisões israelitas. Não quis acreditar. Fui fazer uma pesquisa. Rapidamente cheguei não só à conclusão de que é verdade como também de que permanecem ainda muitas dezenas de crianças encarceradas. Os israelitas esqueceram a história das suas crianças martirizadas e mortas nos campos de concentração nazis. 

Se tiver dúvidas, como eu tinha, da veracidade da história, ver:

por aí não quero ir!

A notícia é-nos dada pelo Público. Aqui. Há alunos gregos que desmaiam nas salas de aulas. Com fome. Em pleno século XXI. Na Europa que se dizia humanista e civilizada. E Portugal, com Passos Coelho a segurar as rédeas da besta neofascista, vai pelo mesmo caminho. Por aí não quero ir. Quero escoicear. Ferir a besta. De morte.

18/12/11

... meu amor!

coelho promete menos impostos em 2015

São declarações que pode ler aqui. Passos já está a pensar nas próximas eleições e promete baixar os impostos em ano de legislativas. Eu só espero que, entre tanta mentira e manipulação, o homem não se eternize no poder. É preciso fazê-lo cair, e muito antes de 2015. Antes que ele acabe a obra em que está apostado: destruir Portugal.


e agora, os professores metem o rabo entre as pernas?

País tem os menores níveis de escolaridade da Europa
Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.

cu ... pido


Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

pregar sermões, pregar pregos na cristandade

o senhor passos odeia os portugueses


Ao querer ir mais longe do que a troika, ao dizer com um sorriso nos lábios que vamos empobrecer, ao retirar-nos direitos, ao roubar-nos salários, ao tornar-nos a todos trabalhadores precários, ao sonegar-nos o acesso à saúde e à educação, ao recusar-nos o sonho de uma vida digna, o senhor Passos prova que abomina os portugueses, os despreza, e que só tem olhos e coração para os grandes deste mundo, a começar pela pequena, pequeníssima criatura chamada Merkel. Nós somos o rebotalho, os preguiçosos, os perdulários, as criaturas sem juízo que vem pôr no lugar de onde nunca deviam ter saído, os bairros da lata, os casebres, as berças de um Portugal atrasado e boçal mas infinitamente castiço, onde a pobreza é atracção turística e nós animais de tracção, atracção de circo, pobrezinhos mas honrados, pobretes mas alegretes.

a pocilga

E esta porcaria, perdão, instalação, que esteve até há poucos dias exposta em Miami, mostra a própria artista, Miru Kim, a dormir com dois rechonchudos bácoros. A instalação chama-se "I Like Pigs and Pigs Like Me". Seja. A gente acredita.

é a isto que se chama obrar?

Esta obra, dizem que obra de arte, chama-se Complex Shit e é da inteira responsabilidade do americano Paul McCarthy (não confundir com o Paul McCartney, que é inglês e que, apesar de tudo, tem feito menos porcaria). Estas poias gigantes têm o tamanho de casas, com jeitinho podia-se viver lá dentro. 

hei-de sugá-los, chupá-los, esmagá-los, massacrá-los, triturá-los, reduzi-los à miséria de onde nunca deviam ter saído

só estes? cadê os outros?

praça tahrir, o campo dos mártires da pátria egípcia

Imagens que são punhais.

sodade

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

para si também, sr. silva!


Fonte: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

eles não desistem de lutar, nós nem sequer começámos