09/04/11

conversa de xaxa

Ménage a trois na cama que eles próprios fizeram? Não! Vão f.... para outro lado!
Hoje o Expresso publicou em exclusivo (porquê em exclusivo se é um assunto de interesse nacional e não uma mera cacha jornalística?), um documento assinado por 40 individualidades portuguesas, algumas das quais até da minha estima. Documento inútil, devo dizer. Primeiro, porque sugere um governo de unidade nacional obviamente constituído pelos três partidos responsáveis pela situação a que chegámos. Mais do mesmo portanto, mas desta vez com todas as moscas à uma a chafurdar na sua própria feculência, grossa e mal-cheirosa. Segundo, porque apela à intervenção do Presidente da República na resolução dos nossos problemas, exercendo, como seria seu dever, o chamado magistério de influência, seja lá o que isso queira dizer. Tirem mas é os cavalinhos da chuva: há verbos de encher que, por mais que queiramos, não fazem nada de substantivo na vida, não alçam o rabinho do trono de Belém a não ser para servir de corta-fitas e titubear umas quantas frases ocas ou, quanto muito, envenenadas. Américo Tomaz não fez melhor.

O texto integral vem já a seguir.

o que é nacional é bom!

WTF?

rés-vés

piadas excrementícias

a doutrina do choque (novo vídeo)

Obrigatório ver.

08/04/11

golo!!!!!

Grande remate do jornal A Bola. Leva a taça!

retrato de família


Um pouco por todo o mundo, o neoliberalismo tem revelado ser não só uma forma de capitalismo exacerbado e aventureiro que, mais tarde ou mais cedo, dá com os burros na água e conduz à falência de bancos, economias, países. É também, comprovadamente, uma forma de gerir a vida pública sem o mínimo sentido humanista, solidário, de zelo pelo bem estar dos cidadãos. Aqui fica o retrato de família dos neoliberais que nos querem continuar a fornicar, perdoem a expressão, a fornicar o juízo, a carteira, o nosso futuro e o dos nossos filhos. É neles que vai continuar a votar? Eu não, obrigado!

pasajeros TGV con destino a poceirão favor embarcarse en la línea 1

Mais uma vez, texto e imagem de We Have Kaos in the Garden:



Na entrevista à RTP Sócrates afirmou que, se for reeleito, a avaliação dos professores é para avançar assim como o TGV entre Caia e o Poceirão (Pasajeros TGV con destino a Poceirão embarcarse en la línea 1). Podemos não gostar dele e considerá-lo um aldrabão e o coveiro do país, mas temos que reconhecer que tem mais jeito para a propaganda que todos os outros juntos. é neste terreno que ele se sente à vontade e, mesmo quando anuncia aquilo que sabe ser impopular para muitos, consegue convencer muitos mais da sua razão e determinação. Quem já suspira de alivio, acreditando na sua derrota eleitoral, pode muito bem vir a ter uma má surpresa (sobretudo porque a alternativa Passos Coelho não mostra vir a ser melhor).

a solução final

Mais uma vez pespego aqui, e com muita honra, boneco e texto roubados do We Have Kaos in the Garden. Ao contrário do que o autor diz, não penso que o voto seja a única arma que nos resta, mas, tirando isso, concordo, apoio e subscrevo!


Não vinha, não vinha, mas já todos sabíamos que um dia ele ia chegar. Esse dia chegou e com ele o FMI, bicho papão com que nos assustaram durante tanto tempo e à conta do qual tantos direitos sociais e de trabalho nos usurparam . Os mesmos que o agitavam assustadoramente são os mesmos que agora o recebem em aplausos afirmando que só peca por tardia a sua vinda. Chamem-lhe FEEF, FMI ou FIM que o resultado vai ser o mesmo: despedimentos na função pública, cortes nos salários e nas pensões, fim dos subsídios de Férias e de Natal e muito mais pobreza e miséria. Tudo para os que tudo têm possam continuar a ter ainda mais sem se preocuparem com os que quase nada têm e tudo vão perder. 

Temos neste momento nas mãos a última arma que nos resta, a possibilidade de votar contra aqueles que defendem a sua vinda e o seu reinado de pobreza; PS, PSD e CDS. Dia 5 de Junho vamos poder dizer-lhes não. Ou vamos entregar-lhes o nosso futuro numa urna de voto?

07/04/11

não é benito

O partido de Berlusconi quer revogar a lei que proibe a ressureição do fascismo em Itália. Comentários para quê?

a barbie passou-se!

bad barbie 6


Há muito que estava à espera disto: a Barbie bem comportada, um exemplo para as meninas de família, foi chão que deu uvas. Agora, nem o Ken escapa à sua fúria assassina. Acho bem. Dele, já nós nos livrámos.

eu cá partia-me todo ...

fraco consolo

oh p'ra eles tão crescidos!

Os bebés cresceram num ápice. Em cima, já maiores e vacinados. Em baixo, como eles eram há uns dias.



ai, se todas as ajudas fossem como esta!

vai-te lixar!

fome

dinheiro sujo

o melhor cartaz para a próxima campanha eleitoral

crónica de um desastre anunciado


Um artigo de Joaquim Letria:

SÓCRATES parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário.

De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedir-se, agradecidos, do Constâncio, e já dão a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem.

Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé.

Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB.

Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?

a ver vamos

enquanto for só eu a dar-lhe música ...

... é porque a coisa não está mal.

ana gomes: precisamos de uma revolução


Artigo escrito para o blogue Causa Nossa:

Os banqueiros, afinal, mandam! Até que deixemos... 

Num Conselho Superior extraordinário, esta manhã, na ANTENA UM, sobre a ajuda financeira que Portugal ontem acabou por pedir, dei a mão à palmatória por ter aqui escrito que "os banqueiros não mandam!". 

A reviravolta de ontem mostra que aqueles que elegemos para mandar, no governo ou na oposição, não conseguem resistir e acabam por andar, afinal, a toque de caixa dos banqueiros. O PSD foi instrumento, com a ganância pelo poder a precipitar a crise política que nos atirou para este abismo. O PS acabou por ceder. 

Pelo interesse nacional. Pobre interesse nacional! 

A "financeirização" da "economia de casino" que prevalece à escala nacional, europeia e global não implica apenas a desconexão entre a actividade financeira e a economia real: implica a captura da Política. Para que o lucro conte muito mais do que as pessoas e os lucros obscenos de alguns se façam à custa de muitos, afundando empresas ou países. 

Os banqueiros afinal mandam! Indevidamente. Anti-democraticamente. 

Enquanto deixarmos.

Precisamos de uma revolução. Na Europa, só em Portugal não chega.

movido a álcool

portugal ajoelhado


Pedem a benção, pedem esmola, mas não pedem perdão para os seus crimes, que os têm e muitos. Como sempre, paga o justo pelo pecador. Pagamos nós. Ámen.

O boneco, excelente como todos, é do blogue We Have Kaos in the Garden.

chá na china

Não só a casa de chá está instalada num local paradisíaco, para lá chegar tem também garantidas bonitas paisagens e adrenalina que ferve. Boa viagem e desculpe não ir consigo: não bebo chá, dá-me vertigens.

cheiras bem à brava!

os senhores das trevas



é disto que nos espera



Na Grécia ou em Portugal, a receita será a mesma. E cortes nos luxos políticos? Nas alcavalas dos gestores públicos e semi-públicos? E mais severidade para quem foge ao fisco? Para quem recebe rendimento mínimo sem o merecer? E o fim da chularia nas parcerias público-privadas? Havia tanta, tanta coisa a dar prioridade primeiro mas, como sempre, quem se lixa é sempre o mesmo.

então e os outros?

Pensavam que o nacional-cançonetismo era um fenómeno exclusivamente português, pensavam? Eis, para deleite dos vossos olhos e ouvidos, o Artur Garcia polaco. Enjoy!

volta não volta, volta o FMI

fala quem sabe

quem manda? a banca! a banca! a banca!

Sempre em cima do acontecimento. Texto e imagem do blog We Have Kaos in the Garden.


Bastou o Presidente do BCP primeiro, e o do BES depois, virem dizer que Portugal necessita imediatamente de pedir um empréstimo de urgência de 15 mil milhões de euros e que iam deixar de emprestar mais dinheiro ao estado para que todos, mesmo os que eram contra a entrada do FMI, o pedissem agora. 

Não temos de recuar muitos anos para nos lembrarmos da altura em que o Estado financiou e deu o seu aval à banca para esta poder recorrer aos dinheiros do BCE a juros de um por cento, e que depois emprestava a a 6, 7 e 8 por cento, ou para lembrar quando o estado gastou milhares de milhões para evitar que a contaminação do BPN e do BPP destruísse a banca cá do jardim. Já temos de recuar mais no tempo para descobrirmos a partir de quando a banca tem sido beneficiada no pagamento de impostos e dos negócios chorudos proporcionados pelo estado. São estes mesmo senhores, a que os mercados já consideram como lixo, que agora exigem que o estado peça 15 mil milhões, certamente na esperança de lhe darem uma boa dentada. 

O Sócrates é um teimoso e há muitos anos que anda a destruir a economia do país e a hipotecar o nosso futuro, mas estes senhores, que o apoiaram quando ele era uma mina de ouro para os interesses da banca, não são certamente os que meteram a mão na consciência e, num ataque de nacionalismo, estão preocupados em salvar Portugal. A sua gula pelo lucro é tão grande que, para ganharem um euro, não hesitam em atirar o país para o chão. Bastou falarem e o Engenheiro já lhes garantiu os milhões que desejavam através da ajuda externa.

06/04/11

rir não paga imposto

Ainda. Aproveite enquanto é tempo.

treino militar

sócrates: o bonitão de são bento



Numa altura de tanta gravidade para o País, há outras preocupações que prevalecem.

há imagens que perduram

o casal das bonecas



Um casal inglês não escolheu, para dama de companhia, uma aquelas mastronças germânicas sem maminhas, vestida de cinzento até debaixo do joelho (não vá o diabo cair em tentação), carrapito no alto do cocuruto, buço maroto sobre os lábios franzidos. Não. Escolheram nada mais nada menos do que 240 bonecas insufláveis. Sim, insufláveis. Daquelas que alguns usam, raio de gozo, quanto não as há de carne e osso à mão de semear. Gastaram, até agora, 100.000 euros com a colecção. Todos os meses, vão às compras para elas: novos vestidos, novos adereços, novos sapatos. Dizem que não as utilizam para fins perversos. A gente acredita. 

A reportagem vem no THE SUN online.

já nasceu o novo sistema bancário que vai salvar portugal!

e, se em vez de darem conselhos, os banqueiros pagassem impostos?


Artigo de Daniel Oliveira para o Expresso online:

Com o alto patrocínio do Banco de Portugal, os banqueiros apelaram à intervenção externa - recuso-me a usar eufemismos como "resgate" ou "ajuda". Compreende-se o interesse: sabe-se que parte desse dinheiro irá para os cofres dos bancos. Querem dinheiro? É natural. Mas não finjam que é com o País que estão preocupados.

Mais interessante: os bancos recordam que têm acudido o Estado português, fazendo a intermediação entre com o BCE. Importam-se de repetir? Têm recebido dinheiro barato do BCE para o vender caro ao Estado. De ajudas destas está o Inferno cheio. O que os bancos têm feito é aproveitar as absurdas regras do euro para fazer um excelente negócio.

Se bem me recordo, foi o Estado português que criou um fundo de garantia para segurar os bancos nacionais. E que se enterrou para salvar um deles e para com a nacionalização do BPN impedir, ao que se dizia, uma crise no setor. E que recebe, dessa mesma banca, a mais baixa contribuição fiscal de todas as empresas. Quem tem acudido quem? Se até a banca se faz de vitima do Estado quer dizer que a vergonha já vale menos do que a nossa divida soberana.

O que não deixa de ser extraordinário é que esta gente, que não produz nada, que vive há décadas pendurada nos negócios do Estado e que, graças aos bons contatos que mantém com o poder político (pagos com simpáticas nomeações para conselhos de administração), garante para si um tratamento de excepção fiscal ainda tenha a suprema lata de dar conselhos à Nação.

Exigem que o Estado aceite uma intervenção externa que lhes garantirá liquidez. A ideia é a mesma de sempre: enforcármo-nos por eles. Caso contrário não emprestam mais dinheiro ao Estado. Uma coisa é certa: o Estado não estaria tão precisado desse dinheiro se os bancos pagassem impostos como as restantes empresas. Que cumpram os seus deveres. Faz-nos mais falta do que os seus conselhos.

os banqueiros não mandam!


Texto da deputada europeia Ana Gomes, publicado ontem no blogue Causa Nossa. 

Os banqueiros portugueses, que ajudaram a esmifrar o Estado e viveram à sua conta, subitamente "panicam". 

Querem ver que tanto stress significa que nos andaram a contar mentiras sobre a resiliência dos seus testados bancos? Ignorantes, alguns pomposamente pedem uma ajuda intercalar aa UE - que nao existe, Barroso confirma, descartando-os liminarmente.

Chazinho de camomila a rodos, recomenda-se. Tanto mais que, se caminharmos para a bancarrota, não iremos sozinhos - o Euro vai connosco. Antes tremerão os maninhos bancos espanhóis, alemães, franceses, britânicos e todos os que cá investiram, empurrando-nos para o endividamento fácil mas suicida. Talvez então Merkeles e seus amestrados no Conselho Europeu se assustem, acordem e façam o que há a fazer. Para salvar Portugal, mas sobretudo para salvar a Europa. No fundo, para se salvarem a si próprios e de si próprios.

A maior parte dos banqueiros portugueses merece muito pouco crédito, independentemente do "rating" que lhes possam ter dado e dêem hoje as ratazanas das agências de notação, se atentarmos em tudo o que disseram, não disseram, fizeram e não fizeram: contradições, truques e passes de "off shore"incluídos...

Doces ou salgados, os banqueiros não mandam no pais. O pais ficou hoje com ainda mais dúvidas sobre eles e os bancos que dirigem. Mandaria o decoro que, ao menos, afivelassem a mais elementar dose de patriotismo.

crise, diz ele

Circula na web:
Também eu estou em crise. Já só como queijo podre ...

Já só como carne seca ...

Já só bebo vinho muito velho ...

O meu carro nem tejadilho tem ...

E, cúmulo da decadência, tomo banho ao relento ...

aliança sem casamento, casamento sem aliança

Texto e imagem do blogue We Have Kaos in the Garden:


Primeiro vem um e diz que não casa mas aceita adoptar o outro na família, para o outro logo oferecer uma aliança sem falar em casamento. Aliança sem namoro não aceito, diz o primeiro, mas o segundo sabe que a sua família nunca aceitará o outro como noivo. Uma tragédia pior do que a do Romeu e Julieta onde o único que se fica a rir é o cavalo do poder.

nem todos nos dão tanga

Há quem nos dê tango. E do bom!

o general impotente e a gueixa arisca

05/04/11

miguel portas: isto não é sério nem é decente

Não sendo um defensor acérrimo do BE, embora não lhe tenha, nem de perto nem de longe, a aversão que nutro pelos partidos da chulice, tenho que afirmar que este discurso de Miguel Portas foi um dos mais acutilantes e certeiros que me foi dado ver nos últimos tempos. Faço votos para que o BE tenha o bom senso de retirar Miguel Portas do limbo, o Parlamento Europeu, e o coloque, nas próximas eleições, na Assembleia da República. Precisamos lá de uma voz assim. Tanto melhor se Portas, o Miguel, claro, tiver a coragem de lutar por tantas mudanças que os portugueses anseiam: o fim das reformas injustificadas dos deputados antes dos 65 anos de idade, como qualquer outro trabalhador, e o fim de tantas outras prebendas, como o usufruto de dois carros topo de gama, dois, para o Presidente da Assembleia, entre outros gastos, supérfluos uns quantos, imorais muitos, evitáveis quase todos eles.

E, por favor, não me venham com a cantiga de que, se se baixarem as regalias, dificilmente conseguiremos preencher todos os cargos políticos uma vez que, alegadamente, os benefícios oferecidos na vida civil passariam a ser bem mais apetecíveis. Este argumento não serve, por duas razões: se um político concorre ao cargo de deputado por benesses e luxos e para escalar na vida, não pelo sentido do dever e paixão pela coisa pública, adeus minhas encomendas, mais vale continuar o seu mister de advogado, engenheiro, gestor, professor, já que a sua vocação é a de ganhar dinheiro, não a de servir o país; se não conseguimos candidatos suficientes para preencher uma câmara de 200 e tal vagas, reduza-se o seu número para metade e essa dificuldades serão minoradas para metade também. O que é preciso é qualidade, não quantidade. De verbos de encher e paus mandados estamos nós e o inferno cheios!

MANUEL CRUZ

mãos ao alto! polícia!

fmi: o predador


Para que não se fale de cor e se conheçam as implicações que terá a entrada do FMI em Portugal. Aqui não está a salvação, ao contrário do que querem fazer crer o Passos Coelho e outros roedores da economia de cada um.

Francisco Sarsfield Cabral: O recurso ao FMI/FEEF “pouco ou nada tem resolvido na Grécia e na Irlanda”
2011/03/02

ao assalto, meus piratas!


Do blogue 5dias. net, texto de Tiago Mota Saraiva:

Devolvam-nos o nosso dinheiro!
Como é possível que o Banco de Portugal promova uma reunião de banqueiros para obrigar o país a recorrer ao FMI? Como é possível que a mesma banca a que o Estado dá avales de loucura se arrogue tentar dominar, desta vez às claras, a política do país sem a devida resposta dos cidadãos? Como é possível que o banco público se negue a emprestar dinheiro ao Estado? Como é possível que o Estado não declare imediatamente que passará a atribuir os fundos de apoio às PME’s ou do QREN sem que as verbas passem (e fiquem) pela banca privada? Como é possível que não se responsabilize esta trupe de cangalheiros pelos buracos do BPN, BPP e BCP, no qual todos tiveram participações? Como é possível que o Estado não retire imediatamente as garantias públicas que oferece à banca privada?

islândia prende os seus banqueiros


Um artigo do jornal El País.

ditadura mundial dos banqueiros


Nós temos, em parte, culpa pelo que está a acontecer. Deixámos que isto tivesse lugar com o nosso silêncio, o nosso conformismo, a nossa complacência, o nosso egoísmo, o nosso individualismo. No relativo bem-estar e progresso económico que a Europa tem vindo a usufruir nas últimas décadas, todas as atrocidades se passavam lá longe, meras imagens, nos écrãs de televisão, de países do terceiro mundo onde se cometiam as maiores barbáries em nome do sacrossanto lucro, nem que para isso cada vez mais povos fossem mantidos na subjugação, na pobreza extrema e na ignorância - um ignorante, e ainda para mais faminto, não protesta, resigna-se, a sua única preocupação é manter um emprego ainda que escravo, galgar mais um dia ainda vivo e com comida na mesa para si e para os seus.

Gosto, a este propósito, de citar um dos casos mais extremos de crueldade, ganância e desprezo pela vida humana de que há memória nos tempos modernos: os povos mais pobres do mundo, mormente em África, têm servido de cobaias para testes das grandes indústrias farmacêuticas, como se fossem simples ratos de laboratório, num dos exemplos mais gritantes, imorais e revoltantes do quão baixo pode descer a natureza humana. 

Mas até aqui, repito, tudo isso era lá longe. 

Só que, agora, o ataque está a ser desferido sobre nós também, para que se continuem a multiplicar os lucros já de si colossais de uns quantos barões da finança, esses sim, os Carlos Magno, os Genghis Khan, os Alexandre o Grande dos tempos modernos. Mas com uma diferença: estes não querem, não precisam de conquistar territórios. O mundo já é deles. Do que precisam agora é de dominar a seu bel-prazer "os seus" mercados. Sem peias, sem restrições, sem regras nem legalidades escusadas, sem se aterem a pruridos de natureza moral ou humana, claro que à custa do sofrimento de milhões e milhões de pessoas, tantas vezes para lá dos limites do suportável. 

Teremos força para reverter a situação? 

Talvez. Com a ajuda de grandes intelectuais, artistas, líderes religiosos e políticos, capazes de fazer ouvir a sua voz mais alto do que ninguém. Mas, até agora, nem um assomou no horizonte, pelo menos na Europa comunitária. Muito menos políticos. Porque, por mais sinistros que sejam os dirigentes do FMI, por mais pusilânimes que sejam os funcionários da UE, com Durão Barroso à cabeça, por mais cobardes que sejam os políticos europeus de maior ou menor relevância no concerto das nações, como Sarkozy, Sócrates, Merkel, Cameron, Zapatero, estes mais não são do que meros, míseros peões de brega numa função sumamente cruel e muito bem ensaiada que está a ter lugar à escala planetária. Somos os novos cristãos atirados às feras. Para gáudio de uma pequeno grupo de imperadores do capital absoluto, da ditadura do dinheiro.

Leia-se o artigo que se segue, de James P. Tucker Jr. para o site da American Free Press.

adoráveis bebés

a cópia e o original


E, se quiser ver mais ornamentos de moleirinha ...

o mágico de boliqueime


Texto e imagem de We Have Kaos in the Garden:

O Presidente da República, questionado sobre a entrada do FMI em Portugal, aconselhou mesmo os jornalistas a dizer e escrever «Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Eu acho que os senhores deviam deixar de falar em FMI, porque isso não está certo, está errado. É FEEF.» 

O processo de activação do fundo de resgate europeu, tem de ter origem num pedido de um Estado-membro no Eurogrupo, podendo concretizar-se poucas semanas depois, uma vez elaborado um plano de ajuda entre o país em causa, Comissão Europeia, BCE e FMI.

Como por magia, agora o Silva de Boliqueime já não fala do FMI, o papão com que assombrou o país e procurou justificar todos os Pec's , orçamentos de estado e medidas de austeridade para, de um momento para o outro, o transformar em FEEF. Patético.

a doutrina do choque

Há uns dias, falei aqui de Naomi Klein e do seu livro A DOUTRINA DO CHOQUE (infelizmente, traduzido para português às três pancadas, sem ponta de respeito pela autora e pelos leitores). Eis, agora, um excerto de uma conferência de Naomi sobre o mesmo tema: o lado mais sinistro das piores práticas do capitalismo. Agora que tanto se fala no desembarque iminente do FMI (mesmo que o Presidente de Alguns Portugueses o queira mascarar sob outros nomes de reputação menos duvidosa), é obrigatório ver pelo menos este documentário.

estados unidos: o império enxovalhado

Um diálogo impagável entre galegos e americanos.

curandeiro teixeira: dos santos, tão bom ele é

Ainda não consegui chegar à conclusão se isto é a sério ou não ...

portugal: um país a descarrilar


Por esta noite, não me sobra já pinga de indignação para comentar mais este escândalo, publicado no Correio da Manhã:

Diz CEO da Soares da Costa
TGV: 150 milhões já foram investidos no troço Poceirão-Caia

O presidente executivo da Soares da Costa disse esta terça-feira que a concessionária Elos investiu cerca de 150 milhões de euros no troço Poceirão-Caia, mas escusou-se a revelar valores de uma eventual indemnização se o projecto do TGV for cancelado. 

Por:Lusa

Pedro Gonçalves, que apresentou os resultados anuais da empresa, que integra o consórcio Elos, responsável pela construção do troço de alta velocidade Poceirão-Caia adiantou que, "se nada houver, em contrário os trabalhos poderão iniciar-se ao longo do próximo trimestre".

desempregados: essa corja o que não quer é trabalhar!

Um desempregado, como se vê feliz da vida por não fazer népia!


Nós, aqui no Instituto, é que os topamos bem. Madraços! Vamos mostrar-lhes quem é que manda, que somos mais espertos do que eles, que a nós ninguém nos faz o ninho atrás da orelha. Calaceiros! Levam com uma ripada no subsídio de desemprego que é para ganharem juízo e não levantarem a grimpa. E digo mais: se ficaram no desemprego, por alguma coisa foi. Podricalhos! E ainda querem que seja o Estado a sustentar esta choldra. Não queriam mais nada? Onde é que já se viu? Pensam que isto é a Santa Casa ou quê? Ronceiros! Vão mas é trabalhar!

Agora a sério, muito a sério: o assalto aos portugueses que menos podem, que sofrem a crise mais do que quaisquer outros, continua. Para que conste, a notícia do Jornal de Negócios está aqui, para náusea de todos nós:

Presidente do Instituto da Segurança Social
Edmundo Martinho defende redução progressiva do valor do subsídio de desemprego
04 Abril 2011
Catarina Almeida Pereira
JORNAL DE NEGÓCIOS

a praga que mina portugal

O 12 de Março foi uma lição de civismo e de força. As diferenças de opinião, de sensibilidades políticas, não são suficientes para dividir todos os que se sentem revoltados com a forma como os partidos do poder têm conduzido este país: ao endividamento externo, à corrupção generalizada, ao compadrio, às regalias absurdas para os seus comparsas e sacrifícios para todos os outros, a larga maioria dos portugueses. Que o 12 de Março tenha sequelas, se possível de maior impacto ainda, de mais êxito. Demonstrações da nossa vontade, sejam elas através de mais marchas de protesto, nas urnas, nas redes sociais, no dia a dia, minando os alicerces de um sistema imoral e injusto. Não os vamos deixar descansar até atingirmos o nosso objectivo: erradicar esta praga que mina Portugal e nos insulta a cada dia que passa. Não vamos desistir.

04/04/11

elizabeth taylor: 24 anos de pura beleza

a tomada de posse de passos coelho e paulo portas


Um excelente artigo, esclarecedor também, do blogue Aparelho de Estado, Expresso online:

Cavaco Silva iniciou a campanha eleitoral com uma comunicação ao país na qual apela a que se exclua do debate político todas as alternativas que não passem pela continuação dos sacrifícios e austeridade. Nem cinco minutos passados, Paulo Portas reforçava a ideia acrescentando que não é tempo de avaliar o passado ou apurar culpados. Por sua vez, Passos Coelho em artigo publicado no Wall Street Journal , não hesitava em declarar que o PSD votou contra o PECIV "não porque foram longe demais, mas porque não foram suficientemente longe".

saudosismos

crise bancária

Este sketch de Os Contemporâneos tem quase 4 anos ...

num cinema perto de si: o conto do vigário, o canto do bandido


Até 5 de Junho, vai estar em cartaz mais uma guerra das estrelas do nosso medíocre firmamento político. Com um orçamento calculado em vários milhões de euros, pagos por todos os portugueses que têm o azar de ter cadastro nas Finanças e algum rigor moral, os heróis e vilões desta farsa trágico-cómica, ou deste drama de faca e alguidar, tanto se me dá como se me deu, irão degladiar-se, injuriar-se, apunhalar-se, e recorrer aos seus melhores efeitos especiais: a mentira, a promessa, o conto do vigário, o canto do bandido. Como se prevê que a sequela não seja melhor do que as anteriores produções de triste memória, muito antes pelo contrário, desta vez espero que haja boicote generalizado à bilheteira. E greve de guionistas, de técnicos de som, de operadores de câmara. O espectáculo acabou!

brincar com mozart

os tentáculos de vara


Chegou a prova: sim, é o mesmo Vara, o nosso Armandinho, aquele que também anda metido em negócios em Moçambique através de uma cimenteira brasileira. Assim se cimenta a fortuna. Pois.

roubo, droga, sexo: jardim de infância em odessa


Segundo os organismos oficiais que, tal como por cá, também gostam de dourar a pílula, existem 3.000 rapazes em Odessa, Ucrânia, a viver nas ruas ou, se tiverem sorte, em esgotos ou prédios devolutos. Mas calcula-se que sejam muitíssimos mais. Sobrevivem de roubos, prostituição, pequenos biscates. Órfãos ou foragidos, viciados em álcool e drogas, são condenados à morte em crianças. Por razões bem mais pueris, deu Deus cabo de Sodoma e Gomorra!

a verdade nua e crua


O governo desmente ter feito, à pressa, 156 nomeações e promoções já após ter apresentado a demissão. Enquanto aguardamos a todo o momento a chegada, "à nossa redacção", do desmentido deste desmentido, diga-se em abono da verdade que, seja como for, 156 nomeações em altura de pré-falência do País cheira a esturro, é fartura de tachos, é demasiada gula e muito bandulho a sustentar pelos contribuintes, cada vez mais desempregados, cada vez mais precários, cada vez mais nus. 

ao piano em plena rua

Em Montreal, Canadá.

tornado no japão

Um mini-tornado fez das suas durante um jogo de futebol infantil no Japão.

não há Luz nem classe

Num momento tão crítico para o País, acho que a última coisa em que os portugueses devem perder tempo é em querelas futebolísticas. Contudo, não resisto à tentação de comentar o comportamento dos dirigentes do SLB ao mandar apagar as luzes da Luz e accionar a rega automática do estádio após a vitória, ontem, do FCP. Que grande prova de desportivismo! Que grande lição para os seus adeptos! Parabéns!

será o mesmo vara?

Se sim, o cargo que detinha no BCP, e onde ganhava milhões, deixava-lhe tempo livre para outras negociatas por outros países. Para quem foi, ainda nem há tantos anos quanto isso, funcionário da agência de Mogadouro da CGD, isto é que é subir na vida! Há-de dar-me o segredo. Também quero.

indignidade


Mais uma. Continuemos a votar neste PS, e no PSD já agora, que telhados de vidro também tem, e a pocilga onde chafurdam vai continuar a emporcalhar Portugal.

A notícia é da TVI.

Governo demitido faz 156 nomeações e promoções
O ministério que mais nomeações fez foi o da Administração Interna, com 19 novos membros

coro virtual

03/04/11

holocaustos

O mundo não teve só um holocausto, o da segunda guerra mundial. As diferenças raciais, políticas, religiosas e até culturais e sexuais têm espalhado a dor, a morte e a destruição ao longo dos milénios. E não vamos ficar por aqui. Enquanto houver Terra. Enquanto houver humanidade.

revolução: o despertar do mundo



Infelizmente, esta série ainda não se encontra legendada em português. Clique em "continua" para aceder aos restantes episódios.

escravos, levantai-vos!

eu não me queixo dos políticos

cidinha campos em portugal, já!

o que é bom é p'ra se ver

Isto já andou cá pelo PECHISBEQUE. Mas volta, porque o que é bom é para bisar.

começou a corrida eleitoral


A campanha eleitoral já começou. Começou no dia da tomada de posse do PR Cavaco Silva com o seu discurso calculado e foi confirmada por Passos Coelho e pela decisão de José Sócrates ao demitir-se no momento certo e em que ainda pode disputar os poderes tão almejados pelo PS, por Cavaco, pelo PSD, por Coelho e por Portas.

Não foi por acaso que somente um quinto dos portugueses eleitores votou Cavaco Silva e também se esteve

11 de setembro: alguma vez saberemos toda a verdade?

vote nos metralha, roubam menos do que a canalha

a jangada de pedra


O barco da Europa há muito que foi ao fundo e a esperança de não sermos "devorados" pelos tubarões dos Mercados desaparece a cada dia que passa. Claro que há o navio negreiro do FMI a navegar por aí e para muitos parece ser a salvação, esquecendo que isso é saltar da panela para o fogo.

Texto e imagem do blogue We Have Kaos in the Garden.

não os podemos chumbar?


Num tempo em que Sócrates faz de Robin dos Bosques mas ao contrário, roubando aos pobres para dar aos ricos, num tempo em que os portugueses, que não aprendem por mais que lhes assaltem a carteira e lhes atinjam o estômago em rounds sucessivos, se preparam para votar ainda pior e eleger o Xerife de Nottingham, estão outros a substituir-se aos governos deste triste país: membros anónimos da igreja, restaurantes, organizações humanitárias, o cidadão comum.

Até quando? Até quando vamos precisar de caridade? Até quando vamos ter governos cujo aproveitamento oscila entre o mau e o péssimo? Será que não os podemos chumbar de vez, expulsá-los por mau comportamento, impedi-los de continuar a singrar na vida?

Os senhores governantes, que a estavas horas de Domingo se devem estar a pavonear com a família pelos Gambrinus, Portos de Santa Maria, Tavares Ricos, deviam ler esta notícia e, no mínimo, ter dores de barriga toda a santa tarde. 

Por mim, chumbava-os. Ou corria-os a tiro. Assim a justiça fosse branda comigo, como tem sido com outros.

A notícia vem no DN:

Restaurantes oferecem refeições a famílias carenciadas
por Lusa

Vários restaurantes de Lisboa, Entroncamento e Santa Maria da Feira vão oferecer refeições diárias a quem mais necessita a partir de segunda-feira, depois de um levantamento feito pelas autarquias no seguimento da campanha Direito à Alimentação.

A partir de segunda-feira, aqueles três concelhos oferecerão um número fixo de refeições semanais completas a famílias carenciadas que são identificadas pelos serviços de ação social das autarquias. "Os restaurantes não vão dar sobras, mas vão oferecer um número fixo de pratos solidários por dia, dentro das suas possibilidades", explicou à agência Lusa a porta-voz da campanha Direito à Alimentação, Fernanda Freitas.

"O pão custa zero, o prato custa zero, a sopa custa zero e a fruta custa zero. Ou seja, um prato do dia, não é uma sobra, em vez de ser vendido, é oferecido", descreveu. A campanha Direito à Alimentação, lançada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), inicia a sua fase piloto com cinco restaurantes no Entroncamento.

Neste concelho, os restaurantes vão disponibilizar cinco refeições por dia, todos os dias da semana, a dez famílias carenciadas. Em Santa Maria da Feira aderiram 30 restaurantes que vão disponibilizar cinco refeições diárias.

terror em times square

faz-me um favor mamã: não rias

boas notícias sobre a economia portuguesa


Já não era sem tempo!

Finalmente, uma notícia que nos permite sentir algum orgulho neste país...

Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de vinho por ano.

Conclusão: isto significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, é económico!

Afinal, nem tudo está mal neste País!

In blogue EMAIL DIVERTIDO

já chegou o jogador chinês que futre tanto reivindicou

Na sua célebre conferência de imprensa - se ele fosse americano, o respectivo vídeo ter-se-ia transformado num autêntico fenómeno viral à escala planetária -, Futre mostrou toda a sua habilidade, não só como estratega futebolístico mas empresarial também, tendo evidenciando as vantagens do Sporting possuir um jogador chinês no seu plantel (bolas, isto está a sair-me bem, o Rui Santos que se cuide!). As razões foram explicadas pelo próprio Futre, no seu jeito peculiar e impactante

Pois bem, a grande revelação do ano em matéria de comunicação oral, Paulo Futre, não perdeu tempo: o jogador chinês já chegou a Portugal e o nosso Grande Comunicador foi recepcioná-lo ao aeroporto. 

A foto que vai ficar nos anais sportinguistas.

terrorismo financeiro

num idioma de eguariço


«O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.