11/04/14

crime de alta traição


Eles a dar-lhe e a burra a fugir-lhes enquanto não dão com os burros na água porque, atrás de tempos, tempos virão. Montenegro lá veio mais uma vez avisar, na sua pose de estadista do Bolhão, que quem ousa duvidar da retoma da economia portuguesa está a comprometer-nos perante os mercados, as agências de notação, os governos "amigos" que tanto nos têm ajudado, o FMI, o BCE, os EUA e coisa e tal.

Fiquemos pois depenados mas calados, para não darem por nós. Quem assim não agir comete crime de traição à Pátria. Ao contrário daqueles que baixam as calcinhas a Merkel e ao Durão, a Lagarde e a Draghi, para eles tanto faz pela frente como por trás. Sem que o seu pundonor pátrio seja alguma vez posto em causa.

vou, claro!

Pontos de partida e horários em:
https://riosaocarmo.wordpress.com/

Aderir em:
https://www.facebook.com/events/432399456863106/?ref_newsfeed_story_type=regular

deitar a merda fora


Acabou-se a festa, pá. Há muito. Tudo ficou enxovalhado, a sujidade cresce, desleixámo-nos, deixámos que os dejectos nos invadissem, nos emporcalhassem. Da revolução dos cravos passámos à revolução dos cravas. Os cravos pariram escravos. Varridos do país como lixo. Pagos com salários de lixo. Tratados como lixo.

Há que limpar a casa, recolher beatas e porcaria, deitar a merda fora. 

é isto

10/04/14

o macaco


Por Mário Dias Ramos
http://www.ionline.pt/

A maior parte da verborreia regurgitada pelos parlamentares na Assembleia da República cheira a lixo e é, de facto, lixo.

O debate parlamentar das quintas-feiras é, a meu ver, a mais clara manifestação de que todo o ser humano devia estar no seu devido lugar e isso não acontece.

Na sociedade, conforme está organizada no Portugal de hoje, um número enorme de homens e mulheres desempenham funções para as quais não estão preparados – os espectáculos lamentáveis que os debates parlamentares nos oferecem via televisão são, aqui e ali, bons exemplos do que afirmo.

Que todo o ser humano esteja no seu lugar é o ideal do estado aristocrático em total oposição ao do estado democrático – aqui tudo está fora do seu sítio! Realmente na sociedade portuguesa dos últimos 40 anos um número enorme de homens e mulheres estão a desempenhar funções para as quais não foram naturalmente preparados. Tal circunstância reflecte-se no dia-a-dia dos portugueses. O actual governo é um bom exemplo. E algumas oposições também não escapam ao anátema.

De um lado os adaptados, do outro os inadaptados. A consciencialização deste desperdício de forças (pois é disso que se trata) cria descontentamento, azedume e uma espécie de cinismo muito desagradável ao próprio indivíduo, e perigoso para uma sociedade que dia a dia se sente isolada, abandonada, desprezada, socialmente empobrecida.

Os actuais homens do poder atormentam o povo e os seus subordinados tecem uma política astuciosa, agressiva, trapalhona, que constantemente se contradiz sem o mínimo respeito pelos cidadãos. Refiro-me aos inadaptados. E só não vê isto quem não quer, ou a quem não convém ver. Os sintomas são típicos: desemprego, fome, desemprego e mais fome – este é o trabalho obstinado do governo de Passos e Portas. Eles leram, com certeza, a teoria do Sr. Stephen Rose, especialista norte--americano em recursos humanos quando afirma que “não vale a pena perder tempo com os trabalhadores mais velhos. É muito difícil reciclá--los. O futuro está nos jovens”.

O actual governo, tudo o indica e já ninguém duvida, pensa como o Sr. Stephen Rose, para quem a felicidade consiste em viver bem à custa dos sacrifícios dos que vivem mal.

É a política do capitalismo e da direita radical que está a dominar o tempo que vivemos. Todos eles, afinal, o que querem é viver bem. Nem que para isso, em nome do “equilíbrio” económico, o façam à custa dos milhões que, desempregados, só conhecem a fome e a miséria.

Os meus amigos conhecem aquela anedota do macaco que fazia coisas feias à mãe?

09/04/14

acabei de ver um filme de gangsters


Acabei de ver um filme de gangsters. Sobre um tal Mickey Cohen, que chegou a ter Los Angeles na mão durante os anos 40. Por coincidência, vim sentar-me logo a seguir em frente do computador e a primeira coisa que leio é que o PSD declarou, junto da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, ter recebido um único donativo - um só! - destinado à campanha eleitoral de 2011. De uma tal D. Lucinda que, perdendo a cabeça, depôs nos cofres do PSD a quantia de 160 euros. De resto, mais ninguém. Nem um cêntimo. Ninguém estava, pelos vistos, interessado em que Passos Coelho viesse destruir o País, assim é que se vêem os patriotas! De notar que o partido tinha previsto, em orçamento, angariar 190 000 euros em donativos. Mas não. Recolheu uns míseros 160.

Isto não se faz ao partido que alberga homens da estirpe, da envergadura, do gabarito de um Passos Coelho, um Cavaco Silva, um Relvas, um Dias Loureiro, um Duarte Lima. É ingratidão. É injustiça. É forretice.

Bom, deixem-me ir. Vou ver mais um filme de tiros, golpadas, roubos, assassinatos. Apesar do argumento ser fraquinho. Não chega aos calcanhares da nossa realidade.

07/04/14

onde se fala, sobretudo, de medíocres e galarós

Por Baptista-Bastos
http://www.jornaldenegocios.pt/

(...) há dias tive a pouca sorte de ver, na SIC, uma penosa entrevista a Durão Barroso, feita por um galaró (é assim que chamam ao sujeito, na Redacção onde trabalha), que já teve graça e coragem, atributos que parece ter perdido. Um paleio desordenado, apenas com uma direcção e um sentido: o de ser panegírico do Barroso. O estranho documento não serviu a ninguém e, como reflexo involuntário, deu uma imagem turva do jornalista e uma ideia desgraçada do entrevistado. Sabe-se que o homem não é muito consentâneo com a inteligência (apesar dos elogios frenéticos do Marcelo), nem está hipotecado a uma competência fértil. É um medíocre afectado e servidor obsequioso dos poderosos. Como, aliás, entre outros exemplos, se registou na Cimeira dos Açores, com Aznar, W. Bush e Tony Blair, na qual estes combinaram a criminosa invasão do Iraque, enquanto o mordomo Barroso ia tomar um café numa pastelaria ali próxima.

Estas peripécias, embora tristes e funestas, são sempre passageiras. Deixam atrás de si um rasto de morte e de assombro, como no caso do Iraque, mas outros tempos virão atrás dos tempos. Não podemos é abandonar a exigência crítica, nem a razão da consciência histórica. Coragem, companheiros!

passos em campanha eleitoral