04/02/12

eu tenho dois amores ...

qualquer dia põem os mortos a votar, se é que não votam já

devo à providência a graça de ser pobre

Dito de Salazar. Está-me a fazer lembrar alguém, e esse alguém não é o vetusto presidente do conselho. Quem será?

quem manda?

"Estes princípios rígidos, que vão orientar o trabalho comum, mostram a vontade decidida de regularizar por uma vez a nossa vida financeira e com ela a vida económica nacional.

Debalde porém se esperaria que milagrosamente, por efeito de varinha mágica, mudassem as circunstâncias da vida portuguesa. Pouco mesmo se conseguiria se o País não estivesse disposto a todos os sacrifícios necessários e a acompanhar-me com confiança na minha inteligência e na minha honestidade – confiança absoluta mas serena, calma, sem entusiasmos exagerados nem desânimos depressivos. Eu o elucidarei sobre o caminho que penso trilhar, sobre os motivos e a significação de tudo que não seja claro de si próprio; ele terá sempre ao seu dispor todos os elementos necessários ao juízo da situação.

Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar."

António de Oliveira Salazar
Discurso de tomada de posse como Ministro das Finanças
27 de Abril de 1928

se é de doidos, rilhafoles com eles!

Antigo Chefe de Estado critica Passos Coelho
Mário Soares: "Isto é uma política de doidos”

O antigo Presidente da República classificou esta sexta-feira como "fortíssimas" as palavras do primeiro-ministro, quando disse que Portugal cumprirá as suas obrigações "custe o que custar". Para Mário Soares, a austeridade não leva a "nenhum lugar".

"Custe o que custar são palavras fortíssimas", porque "acima de tudo estão as pessoas e o bem-estar das pessoas e não penso que a austeridade, só a austeridade, leve a nenhum lugar", disse Mário Soares.

"Além da austeridade, que é necessária, precisamos de ter crescimento económico, sem isso não se vai a lado nenhum, e de diminuir o desemprego", defendeu, considerando estas necessidades como algo "fundamental".

Segundo Mário Soares, se Pedro Passos Coelho “acha que só é preciso a 'troika', é a posição do primeiro-ministro, mas é uma posição que vai sair mal, porque toda a Europa já está a pensar que não é só por aí que vamos".

O primeiro-ministro, manifestando-se consciente da "situação de grande dificuldade" que Portugal atravessa, disse esta sexta-feira no debate quinzenal no Parlamento, com a presença do Governo, que o país cumprirá as suas obrigações "custe o que custar".

Na sessão de apresentação do seu livro ‘Um Político Assume-se - Ensaio Autobiográfico, Político e Ideológico’, na vila alentejana de Ourique, Mário Soares disse que "há uma ideologia que está em força que é o neoliberalismo. E os neoliberais pensam não nas pessoas, mas no dinheiro".

A título de exemplo, o antigo Chefe de Estado aludiu ao Serviço Nacional de Saúde: "Querem destruir a pouco e pouco o SNS", acusou.

Por outro lado, disse, Portugal "nunca" teve "tantas pessoas válidas" em domínios como a ciência, as artes e o desporto.

Quanto à política praticada pelo Governo, o fundador do PS rematou, "acho que isto é uma política de doidos”.

Texto: http://www.cmjornal.xl.pt

com a verdade me enganas

tome lá uma canção para "alegrar" o seu dia

pobreza maníaco-depressiva

Com a sua obsessão pela pobreza - não há uma única declaração, discurso, alocução, intervenção que faça onde não nos venha falar da mania das grandezas dos portugueses todos -, ainda havemos de ver o homem assim vestido, fazendo jus às suas intenções de empobrecer Portugal e o seu povo. 


Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

façam um aborto ao aborto

Não renegando as suas qualidades intelectuais, quem sou eu para delas duvidar?, o homem é um empoleirado, da Imprensa Nacional ao CCB os cargos de luxo têm-lhe sido servidos de bandeja, nunca lhe faltaram ao longo das últimas décadas. Por causa das tais qualidades? Pois sim. Mais, por atacado e em jeito de ambivalência, as suas elevadíssimas capacidades de gestão. Sem mais rodeios, não gosto nem nunca gostei da criatura, cuja pluralidade tenho na memória em artigos furibundos - de linguajar mais digno de um carroceiro do que de laureado autor - contra os portugueses que, há uns anos, elegeram Sócrates. Contudo, não posso deixar de elogiar a sua atitude contra o acordo ortográfico. Claro que tem as costas largas, sabe que o pode fazer sem sofrer quaisquer consequências, que o Presidente do Conselho Passos nunca o antagonizará, mas todas as manifestações contra este aborto linguístico, venham de onde vierem, são de louvar.

03/02/12

lamentável

Pois é, o homem não pára, ele são bojardas umas a seguir às outras, mostrando até à saciedade a sua repulsa pelos portugueses. Disse mais esta hoje: "Nação com amor próprio não anda a lamentar-se".

Pois é, Sr. Presidente do Conselho (deixe que o chame assim, já que tanto me faz lembrar o Dr. Salazar de má memória): quem recebe 200 ou 300 euros de pensão, quem não tem dinheiro nem para comer, quem perdeu o emprego e não sabe que futuro vai poder dar aos seus, quem está em riscos de ser despedido com uma mão à frente e outra atrás, quem tem que trabalhar mais, sacrificar mais a sua vida familiar por cada vez menos dinheiro, quem vê os filhos emigrar em busca de uma vida (e repare que não escrevo "uma vida melhor" mas sim e apenas "uma vida") não tem o direito de se lamentar nem de amaldiçoar o Sr. Presidente do Conselho e o seu governo de pequenos títeres sem o mais leve resquício de solidariedade ou de compaixão ou de qualquer outro sentimento inerente aos seres humanos.

Pois é, Sr. Presidente do Conselho, eu lamento. Lamento que parte, uma pequena parte dos eleitores o tenha posto nesse lugar, onde quer, pode e manda, onde anda a destruir o país e os portugueses. Com sobranceria e, valha a verdade, sangue frio. O dos répteis.

chineladas

O Presidente do Conselho, Passos Coelho, mandou-nos emigrar. Ando a pensar nisso. E, se tiver que ser, vai ser para o Brasil. Em meu nome, Ricardo Araújo Pereira explica porquê:

"O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima."

o pin do chinês

Por Nuno Ramos de Almeida

Sempre que vejo o primeiro-ministro Passos Coelho e o seu grupo de alegres ministros com um pin da bandeira nacional na lapela lembro-me da série britânica “Yes Prime Minister”. Num conhecido episódio, um assessor de comunicação explicava ao governante Jim Hacker que se ele queria apresentar na televisão uma medida revolucionária convinha que viesse vestido de fato e gravata e que o cenário fosse um fundo clássico com tons de madeira conservadores, usando o genérico da dita comunicação um curto intróito da música clássica em passo de ganso. Pelo contrário, caso a mudança proposta fosse para deixar tudo como estava, convinha que o ministro fosse vestido informalmente, com um traje jovem, que o fundo fosse uma obra de arte moderna berrante e que a música escolhida para a função, fosse pelo menos tão moderna como a difícil “Sagração da Primavera”, de Stravinsky, mas de preferência uma obra de electrónica contemporânea.

Cada vez que observo um dignitário do governo de Passos Coelho a vender-nos as políticas de austeridade para alegadamente nos salvar, recordo que essas políticas foram ditadas em documentos do executivo da chanceler Angela Merkel em que se defende que os governos nacionais vão responder directamente a responsáveis estrangeiros. Olho para o pin vermelho e verde com as quinas e tenho duas certezas: a primeira é que a bandeira nacional está lá para disfarçar uma política que serve apenas a um governo estrangeiro e aos seus grandes grupos financeiros. A segunda é que certamente o pin é made in China.

aguente, há gente à sua frente!

Fonte: http://paraisovadio.blogspot.com

ao terreiro do paço! todos os passos contra o passos!

Eu vou. Independentemente de quem convoca a manifestação, vou lá estar por uma causa única: a defesa dos portugueses contra o pior governo de sempre na democracia portuguesa.

o vómito da semana


Passos Coelho lamenta que muitos portugueses continuem a viver como se não fossem pobres:

A este homem nem os fatos modernaços conseguem disfarçar a naftalina salazarenta. E ele não consegue disfarçar, tal como Salazar, o desprezo que nutre pelos portugueses, adultos-crianças que têm que ser tratados a sopas de cavalo-cansado e puxões de orelhas. Chiça penico!

02/02/12

é por estas e por outras que insultar a gente que nos governa é delicadeza, é bondade

entre a mitra e rilhafoles


O governo encoraja a caridadezinha. A mesma dos chás-dançantes de outras eras, da sopa do barroso, da terrível exploração dos mais fracos para o bem-estar, a acumulação de riqueza de uns quantos. E fá-lo, como Passos confessa, com o orgulho do dever cumprido. Finalmente, ao fim de 38 anos, os ultras do Estado Novo têm a sua vingança. Tardaram mas arrecadaram. Está aí um novo Estado que rouba aos pobres para dar aos ricos, que submete grande parte da população à miséria, a trabalhos forçados, à precariedade, a cuidados de saúde que se prestam como quem dá uma esmola. Só lhes falta roubar-nos a liberdade de expressão. Lá chegaremos.

a ver se é desta que sai tudo para a rua, sem divisões partidárias, sem quintas nem capelinhas

criminoso como é, mande-se o governo a tribunal

oh pró gajo a levantar a grimpa!

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

a política do medo


Enquanto somos tratados como autênticos meliantes, calaceiros e esbanjadores que levaram o país à bancarrota, e enquanto somos espoliados do pouco que conquistámos com o nosso trabalho e a luta de décadas, os telejornais bombardeiam-nos, do primeiro ao último minuto, com as más notícias das agências de rating, das empresas que encerram e atiram trabalhadores para o desemprego, dos velhos encontrados mortos nas suas casas, dos assaltos violentos, e com tudo isto geram um clima de medo que tanto jeito dá ao governo que em má hora os portugueses pariram numas eleições de funestos resultados. Um povo amedrontado é um povo melhor manipulado, aquietado, manso como cordeiros a caminho do matadouro. Pinochet seguiu a mesma receita. Do fascismo mascarado em neoliberalismo. Criminoso e apátrida. 

os velhos dos tempos da união nacional ressuscitaram, andam por aí

01/02/12

de então para cá, nada mudou

o silêncio dos indecentes


Reparo, com dor mas sem surpresa, que tantas vozes se calam. Já não digo a do cidadão comum, tantas vezes submisso, tantas vezes ignorante do mundo e dos homens, tantas vezes conservador e pio, mas de outros com consciência de que caminhamos para o abismo e que este é o governo do descalabro nacional. Por calculismo ou cobardia, calam-se. Aguardam melhores dias. À espera, quem sabe, da sua vez de subir ao poleiro. Com políticas menos mortíferas, até pode ser que sim, mas enredados na mesma teia de compadrios e de interesses que apodrece Portugal.

O mesmo silêncio, a mesma cobardia com que muitos assistiram à ascensão de Hitler, à invasão da Europa, ao extermínio judeu.

maldito telemóvel!

Ainda no outro dia, estava eu no cinema, uma senhora ao meu lado resolveu atender uma chamada e por ali ficou, no momento mais tenso do filme, a charlar em voz alta com a criatura do outro lado da linha. Neste concerto de violino, veja-se como o solista reage ao toque de um telemóvel durante a sua actuação.

bestas de carga

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

31/01/12

pobre palhaço, tão seguro de si


Às discussões no seio da Comunidade Europeia sobre a revitalização da economia e do emprego, disse hoje Seguro que "estão a dar razão ao PS". O homem não se enxerga. Deve achar, do alto da sua segurança, que os políticos europeus não tomam uma decisão, não discutem um pelo púbico catroguiano, sem analisar primeiro a avisada posição do PS português em cada matéria.

A falar verdade, conhecendo Seguro e a sua natural tibieza, em permanente conluio com o neoliberalismo vigente - abstenção violenta, chama-lhe ele -, se tal acontecesse estávamos ainda mais tramados do que já estamos com a medíocre liderança europeia na actualidade. Já basta o que basta.

Fonte: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com

um aborto de governo

O governo espanhol quer rever a lei do aborto, de forma a torná-lo mais restritivo. Infelizmente, abortos como o Mariano Rajoy já nasceram. A lei vem tarde demais.

há muitas formas de censura


Mais uma exemplo de como a comunicação social se verga aos poderes do momento, fenómeno mais agravado ainda com este governo que, de democrático, tem pouco ou nada a não ser o facto de ter sido eleito. Hoje, na abertura do ano judicial, o governo foi alvo de fortes críticas, em especial por parte de Marinho Pinto. Pressurosa, depois de mostrar um pequeníssimo excerto do discurso do bastonário da Ordem dos Advogados, numa das passagens menos contundentes, a RTP entrevistou em directo a ministra da Justiça, a quem foi dada desta forma a última palavra. E, agora mesmo, na TVI, Paula Teixeira da Cruz vai ser entrevistada depois do telejornal, atenuando-se assim as palavras justas e certeiras de Marinho Pinto. Por isso eu acho que o vídeo do seu discurso deve ser tornado viral. Copie o link, envie-o para os seus amigos, coloque-o na sua página do facebook, divulgue-o. Contra a contra-informação de uma imprensa vergonhosa, vendida, abjecta. 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=04DeKVFmSRI#!

as palavras amargas de marinho pinto

Marinho Pinto, uma das poucas vozes livres entre as sumidades deste país à beira do sumiço, voltou a dizer das boas na abertura do ano judicial. Um homem de coragem, que merece o apoio dos portugueses honrados, mesmo que nem sempre se concorde com as suas palavras ou com o seu estilo. Eu estou do seu lado!

ou eu me engano muito ou o que o adolfo não conseguiu, vai conseguir a ângela


A Alemanha do Terceiro Reich não invadiu Portugal nem nos retirou a soberania, apesar de estar em parte submetida aos interesses dos nazis (de que Salazar era, afinal de contas, parente próximo). Mas, pelo andar da carruagem da História, e a não ser que descarrile, vai ser Passos Coelho a fazer aquilo que Salazar não fez, e Merkel a conseguir o que Hitler nunca conseguiu: a nossa independência em troca de uns trocados que pagaremos depois com juros de agiota. O governo grego resiste à ideia. O nosso nem tanto; quando chegar a altura, baixará as calcinhas e agachar-se-á. Depois de tanta medida excrementícia, só falta esta.

passos coelho às compras

Só tenho pena que, já que esteve no Continente, de certeza a comprar nabos para cozer em lume brando, como faz aos portugueses, não tenha passado pelo balcão da GeoStar para comprar um bilhete para Qinghai, na China. Só de ida.

e a dívida alemã?

Por Manuel António Pina

Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.

Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).

A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventar.eu/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.

Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, "prioridade absoluta ao pagamento da dívida".

de abismo em abismo até à queda final

Fonte: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

30/01/12

políticos da grande pátria lusitana

dez milhões de cobaias


Desiludam-se os que pensam que enquanto Vítor Gaspar for ministro das Finanças este governo mudará de política económica, suceda o que suceder no plano europeu. O programa de Vítor Gaspar, a que Passos Coelho aderiu já depois de ter ganho as eleições, nada tem que ver com o acordo assinado com a troika ou com a crise financeira que a Europa enfrenta. Tudo o que o governo está a fazer era um projecto de Gaspar que a crise financeira e mais algumas mentiras ajudou a implementar.

Destruir o Estado Social, promover uma reengenharia social forçada, empobrecer os portugueses, promover uma redistribuição brutal do rendimento e apostar tudo num modelo salazarista de mão-de-obra barata e desqualificada são objectivos desta política que, por mais liberal que Passos Coelho seja, nunca imaginou ou ousou defender. É uma política que nada tem que ver com o acordo com a troika ou sequer com o programa eleitoral apresentado por Passos Coelho.

Corresponde a uma concepção ideológica e a um modelo de economia e de sociedade defendido por um político inexperiente e extremista que aproveitou uma situação de crise internacional para assustar um país e um povo para que aceitem a sua experiência brutal. Não admira que, de forma cobarde, o ministro das Finanças tenha reforçado a sua segurança pessoal e aumentado o orçamento para as polícias.

O que se estranha é que o Partido Socialista não questione o governo e o seu líder passe a vida a defender a política de Vítor Gaspar mas sob a forma de meia dose, o próprio líder parlamentar chegou ao ponto de desvalorizar todo o governo exceptuando o Gaspar, dizendo que o cargo de ministro das Finanças está muito bem entregue. Acabam por ser os cavaquistas os únicos a fazer oposição às políticas de Vítor Gaspar, ainda que seja evidente que Cavaco Silva tem medo de Passos Coelho.

Passos Coelho já foi mais troikista do que a troika, depois foi mais merkelista do que Merkel e um dia destes ainda vai acabar de ser mais gasparista do que o Gaspar, quando todo o mundo questiona as austeridade como solução, quando são as próprias agências de rating a considerar que estas políticas justificam a desqualificação da dívida soberana europeia, o Gaspar e o Passos Coelho continuam alegremente a defender mais e mais austeridade, mesmo quando já é evidente que as suas políticas conduzirão ao aumento da dívida.

Mas isso não são coisas que preocupem o Gaspar, ele tem mais homens armados a protegê-lo do que o primeiro-ministro, os seus rendimentos estão protegidos das suas políticas e quanto maior for a crise financeira do país mais condições terá para levar por diante todas as suas ideias e ainda falta muita coisa como, por exemplo, acabar com o ensino gratuito, privatizar recursos naturais como a água ou promover um despedimento colectivo no Estado.

Os portugueses são hoje pouco mais do que dez milhões de cobaias a sofrer com as experiências de um economista desconhecido e modesto mas ambicioso a quem Passos Coelho autorizou a destruição da economia portuguesa.

em homenagem à sensibilidade social do governo único de portugal

a moral da guerra

um dia, a democracia vai-lhe explodir nas mãos

Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/