Diziam ontem os comentadeiros e comentadeiras em perfeita sincronia: a Grécia capitulou. É o que vamos ver. Para já, disse-o aqui e repito-o agora com mais elementos, se alguém perdeu foi a Alemanha. Finalmente, há opiniões divergentes e são tornadas públicas. A Alemanha de um lado, com Portugal, outro perdedor, de rojo a seus pés, e, do outro, França e Itália a apoiar a Grécia, ainda que parcialmente já que os seus governos socialistas, moderadíssimos como manda a tradição, também não vêem com bons olhos um governo europeu de esquerda "radical". A Europa já não é o que era há um mês ou dois. Há divergências entre os que, até agora, pareciam unha com carne. Agradeçam à Grécia por estar a abrir brechas na muralha, que até agora parecia inexpugnável, de Merkel e do seu cada vez mais ignominioso e todo-poderoso ministro das Finanças, o grande traste nazificado, que não perde uma oportunidade para atazanar, achincalhar e chantagear o povo helénico. Heil Schäuble!...