tão mansos, os mansos

Primeiro, vieram as vacas loucas e roubaram-lhes a comida. Os mansos, de olhar bovino, ruminaram pragas em surdina e nada fizeram. Depois, foram escorraçados dos seus estábulos. Mais uma vez, os mansos mugiram uns tímidos queixumes mas não ofereceram resistência às investidas dos touros bravos, nem dos bois de cobrição que, todos os dias, os roubam e sodomizam. Vêem partir os seus vitelos para longe, para não soçobrarem como eles à fome e à indigência, mas, mansamente, os mansos calam-se. À espera dos magarefes. A carne, agora, está mais barata.

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