sou a favor da lista VIP

Ao contrário do que se diz por aí, que esta lista VIP é um atentado ao princípio da igualdade, eu acho que ela devia existir. Neste caso, e é a única excepção que admito na vida, não há, não pode haver tratamento de igualdade entre mandadores e mandados.

Calma, eu explico, não precipite os impropérios: sou a favor da actual lista de nomes VIP mas para procedimento contrário ao pensado pelos caturras do Fisco, ou do governo, ou dos seres fantásticos da Fantasmalândia, uma vez que ninguém parece ter visto, até agora, semelhante rol.

É ou não verdade que os políticos em exercício de cargos públicos têm que entregar uma declaração do seu património às entidades competentes e que esse documento pode ser consultado por quem quer que seja? Se sim, para quê esconder um aspecto quanto a mim até menos intrusivo, o cadastro fiscal das mesmíssimas pessoas? Quem não deve não teme, não é assim?

Os políticos devem estar acima de todas as suspeitas, o seu comportamento deve ser exemplar. Como tal, se não tiver honrado os seus compromissos - seja ao Fisco ou à Segurança Social - não temos o direito de saber?

Claro que a lista deveria incidir única e exclusivamente sobre deputados, autarcas, membros do governo e presidente da República em exercício de funções, sendo regularmente actualizada após cada eleição. Os restantes 9.999.999 portugueses, infelizmente para menos e não para mais, não estariam sujeitos à alegada devassa. Devassa que, no caso dos políticos, se justifica plenamente.

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