às galés, meus amigos, às galés!

Meus amigos, por favor não toquem nos mercados. Nada de crises políticas. Nada de eleger gente de esquerda, da pura, para o governo. Nada de contrariar as decisões de Bruxelas, da Merkel, do FMI. Abandonemos de vez o luxo da soberania. Os mercados mandam. Os mercados podem (retomando pilhéria batida, que estranha maneira de pronunciar os efes!). Os mercados são quem mais ordena, qual povo, qual nada. 

Na Grécia, a possibilidade de uma próxima crise política "assustou" os mercados, levando à derrocada da bolsa. Aprendamos a lição. Venham-nos extorquir mais e mais. Não protestaremos. Não elegeremos ninguém que vos contrarie. Seremos, hoje e sempre, burros em saldo neste mercado de senhores e escravos, de cavaleiros e montadas. 

Às galés, meus amigos, às galés!





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