reformados ou desempregados, gente que não trabalha não merece viver

O Dr. Gaspar esteve hoje no parlamento. Na sua voz pausada - de poderoso narcótico que urge retirar com urgência do mercado devido aos seus efeitos nefastos sobre os portugueses - lá veio balbuciar umas tantas loas à sua própria obra, Portugal nunca esteve tão bem, tudo corre sobre rodas, tudo desliza suavemente para o abismo onde, depois de um "colossal" mergulho, nos afogaremos no mar da prosperidade. 

Os quadros abaixo dão-nos um exemplo de como tudo, mas mesmo tudo, está bem encaminhado: a Segurança Social levou um rombo de mais de 1.000 milhões de euros no último ano. Mais desempregados são menos pessoas a contribuir para a Segurança Social mas, pelo contrário, a beneficiar de prestações sociais para poderem sobreviver. Prestações que o Dr. Gaspar, coadjuvado pelos seus fantoches amestrados, se encarregará, um dia destes, de suspender. É esse o plano: destruir o Estado Social e desviar o dinheiro assim roubado para os grandes grupos económicos e, porque quem parte e reparte fica sempre com a melhor parte, para os amigalhaços do costume, afilhados e filiados nas hostes partidárias. O resto, o povoléu, não passa de uma horda de vermes mesquinhos e, ainda por cima, quezilentos. Lixarada que só será útil enquanto contribuir  para a riqueza dos seres superiores, da casta, da fina-flor do esbulho. Sempre que isso não acontecer é deixá-la, à bicharada, entregue à sua sorte: a morte. Despesa inútil com pensões e subsídios, isso é que não, isso nunca!



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