da violência e outros humores


Foram 20. Apenas 20 mas que valeram por uma multidão. Vestidos de palhaços, protestaram em frente da Assembleia (depois dos manifestantes da CGTP terem, em grande parte, abandonado o local). Acusaram os políticos, com as suas palhaçadas orçamentais, de lhes estar a roubar protagonismo. E, depois de uma batalha de almofadas mais certeiras do que pedras, entraram numa dependência do Millenium. Foram corridos pela polícia mas a mensagem ficou: a banca está a safar-se, com lucros acrescidos, da hecatombe que ela própria criou.  Como se vê, com humor, sem violência, é possível ser-se eficaz.

Minutos antes, Arménio Carlos tinha-se manifestado contra a "violência gratuita" que só beneficia o governo. Nisso estou de acordo. Se tiver que haver violência, que seja tudo menos gratuita: o governo tem que pagar pelo que anda a fazer as portugueses. E tem que pagar com juros, se possível tão agiotas como os da troika. Porque, como se sabe, quem com ferros mata, com ferros deve morrer.

Destruir propriedade privada prejudica terceiros, tantas vezes com dificuldades para sobreviver à invasão fiscal e ao depauperamento perpetrado por Coelho & Cia. Destruir mobiliário urbano custa-nos dinheiro a todos. Resta-nos destruir este governo. Esse sim, é um acto que produzirá efeitos positivos, e imediatos, na bolsa e na vida dos portugueses.

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