não há saco!


O ministro Moreira - de cónegos acrescento eu, inspirado pelo seu ar de padreca de província acabadinho de largar o seminário - teve a velhaca ideia de fazer pagar imposto pelos sacos de plástico à razão de 10 cêntimos por unidade, 20 utilíssimos escudos na moeda antiga.

Nada tenho contra, até aprovaria não fora saber de ginjeira o que se esconde por detrás de tão bem intencionada medida: escarafunchar os nossos bolsos para amealhar mais 20 milhões, os cálculos são dele, não meus.

Saiu-lhe, parece, o tiro pela culatra. Ao que dizem os jornais, os hipermercados vendem agora sacos de longa duração, fazendo com isso umas maçarocas adicionais que o Alexandre e o Belmiro não perdem nem a feijões. Eu, por exemplo, ando agora apetrechado de sacos sempre que vou às compras. Não é pelos 10 cêntimos, é pela rematada hipocrisia que nem aos cónegos lembraria.

Moral da história: o povinho escapou de mais uma facada nos rendimentos, escafedeu-se. Quanto ao ministro ... lixou-se. 

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