rufem os tambores, acendam os projectores


Haverá muita diferença entre o PS e o PSD? Eu gostava de acreditar que sim. Sendo o PS um partido de alternância neste país de maus votantes seria bom que, embora de esquerda muito moderada, não lho levaria a mal, fosse ainda assim um partido de gente íntegra. Mas depois penso no Sócrates, no Vara, no Vitalino, no Vitorino, no Jorge Coelho, no Pina Moura, no Judas e - rufem os tambores, acendam-se os projectores - no grande, imponente e carismático António José Seguro. E, aí chegado, perco as esperanças e as ilusões. Em tempo de eleições, o PS finge ser o que não é, um partido de esquerda. Governa à direita, tem telhados de vidro, por lá se distribuíram tachos e prebendas e de lá saíram larápios e corruptos. E, na oposição como agora, ela é gentil, titubeante, porque sabem que, no poder, fariam rigorosamente o mesmo, talvez não fossem mais longe do que a troika, como Passos orgulhosamente se ufana, mas andariam lá perto, perigosamente perto, baixando as calcinhas perante o macho da casa, a Senhora Merkel. E por aí temos Seguro, ridiculamente seguro de si, apregoando princípios e certezas, porque ele avisou antes de Hollande, aconselhou antes de Soares, admoestou antes de Jerónimo. Seguro estuda, Seguro sabe, Seguro antevê, mas apesar de toda a selvajaria de que Passos é capaz, nem assim Seguro o destrona. Porque será?...

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt

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