ai a dor

Dói. Dói ver os vencedores da vida, quis-lhes o acaso, a fortuna ou a roubalheira, a condenarem as "benesses" aos pobres, os subsídios para quem pouco ou nada tem, a Saúde que sai tão cara, ai!, a Educação feita pérola que se atira aos porcos e aos burros, ui virgem Maria! Ai que o Estado gasta tanto com quem não deve, e então os bancos?, e para os bancos não há nada?, nada, nada, nada? Dói. Dói demais. Mais do que o lumbago, os panarícios, os bicos-de-papagaio, a dor de cotovelo ou a de corno. Gente não é certamente, que gente que é gente não sente assim. Fui ver. Era porcaria, trumpistas, penianos, nigelianos, passistas, cristas mas não cristãos. Porque Cristo não agia assim. Para ele, os vencedores da vida nem camelos eram, o buraco da agulha não lhes servia. Dói. Dói que eu sei cá, eu que de pouco sei mas sei isto. A trampa. O Trump. O estado aparentemente terminal a que o mundo chegou. Mas a História não acaba aqui. Há mais marés do que marinheiros. Mais vencidos do que vencedores. A vingança servir-se-á fria, mas suculenta e abundante. Oiçam. Escrevam o que vos digo. E não digo por dizer.


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