Cavaco lá andou pelas Selvagens onde, dizem hoje, ufanos, os noticiários, dormiu descansadinho, sem que a batata quente que deixou em Lisboa lhe tivesse tirado o sono ou atormentado a consciência. Anilhou aves, daquelas com nomes esquisitos de que só fixei a cagarra, quem m'agarra que me vou a ele. Percorreu a ilha a pé, de ténis e polo azul bebé, reverentemente seguido por uma vasta comitiva paga por todos nós. E ainda teve tempo para uma perninha nas televisões, que lhe transmitiram em directo, atentas, veneradoras e obrigadas, as sábias palavras. E em directo arrotou postas de pescada. Que era no mar que estavam as nossas grandes oportunidades económicas, diz ele, o mesmo que deu cabo dessas oportunidades enquanto primeiro-ministro (um milagre de votação que nunca consegui entender, mas adiante, o que lá vai, lá vai). E aproveitou ainda o ensejo para mandar recados para o Continente, pressionando os partidos da direita e o da esquerda anilhada a entenderem-se, acusando algun...