o mundo nas mãos de um louco



















Abram alas para a nódoa, o grande fanfarrão. Que entrem as fanfarras, que estridulem as cimitarras, as guitarras, os banjos, os bandolins, as concertinas, as gaitas-de-foles, os fagotes, as tubas, as balalaicas e bandurras, os berimbaus e os timbales, pandeiretas, castanholas e matracas. E o matraquear das metralhadoras. Ei-lo! O bufão chegou impante! Ei-lo! A desfilar bunda, vaidade, a indecorosa postura, não formosa e insegura, por tuítes e telejornais, viva a publicidade à borla. O gabarola já era famoso. Agora, é-o mais, como sempre almejou. O bazófias já era rico. Agora, os seus mercados não têm fim, das roupichas da Ivanka à tranca da Melania tudo se compra e se vende, até a alma ao dianho. O bugalhão já era um escarro, um cagalhão imundo e grosso. Agora, tornou-se um perigo global, uma bomba atómica prestes a deflagrar. O mundo olha-o com espanto. E cala-se, tal como calou perante Hitler e Mussolini nos idos de 30.

Foi eleito, proclamam. Temos que ser democratas, aceitar a vontade do povo, admoestam-nos de dedinho em riste. 

E nós, os amodorrados, os aporrinhados, os porreirinhos, os bem-comportados, os civilizados, vemos a besta a ganhar forma, a engordar enxúndias, a alargar o bandulho, a encher a tripa-cagueira, inchar a boquinha de cu agoniado.

Ah, é a democracia e tal. 

Aguardemos as bombas e os cadáveres. Todos temos direito aos nossos blitzkireg, às nossas valas comuns, aos nossos Auschwitz. A eleger a morte.

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