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papá, dá-me um chupa

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O bebé pediu-lhe um chupa. O homem agarrou-o ao colo, saiu do café com lágrimas nos olhos, não tinha dinheiro para o chupa que o seu menino lhe pedia, não tinha nada para lhe dar. Deambulou pela aldeia com o menino nos braços e, com ele nos braços, mergulhou nas águas de um poço. Morreram os dois. O pai, de 42 anos, e o menino, de dois. Foi algures numa aldeia que não vem nos mapas, lá para os lados de Viana. Os escribas ao serviço do governo e do pior capitalismo que o mundo conheceu até hoje não tardarão, incansáveis, prestimosos, em esclarecer as verdadeiras causas do "acto tresloucado", que nunca terão sido a fome, nem a perda de emprego, nem a falência ou qualquer outra desgraça. Que o homem seria um alcoólico, que andaria em tratamento psiquiátrico, que estaria em litígio com a mãe pela posse do menino. E os governantes, governadores da banca de Portugal, dormirão em paz. O ajustamento tem que se fazer, custe o que custar. Mesmo que custe mortes. De meninos...

há sempre o passado

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Por Pedro Marques Lopes http://www.dn.pt Passos Coelho, que no início do seu mandato jurou a pés juntos nunca ir desculpar-se com o passado, passou o debate parlamentar da última quarta-feira a fazê-lo. Nada de muito surpreendente, não sobra mais nada que se assemelhe, sequer vagamente, a discurso político. O slogan do "vamos atingir os 4,5% de défice custe o que custar" morreu e a bravata do "nem mais tempo nem mais dinheiro" soçobrou à realidade. Já não há metas nem luzes ao fundo do túnel para apontar. Não há reforma digna desse nome, não há dado que não grite o falhanço absoluto do Governo e do plano europeu, que era, como foi repetido, o seu próprio. Nada bateu certo, tudo ficou muito pior. Com o desaparecimento das narrativas o discurso, que já não era propriamente fluente nem bem estruturado, tornou-se errático, sem sentido. Atiram-se simplesmente uns assuntos para o ar. Invocam-se os cortes de 4000 milhões de euros que o Estado francês v...

um zero à direita, um zero para a esquerda

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Cavaco falou. Ou melhor, escreveu porque falar não é o seu forte e é para escrever que servem os ghost writers lá do palácio, o orçamento da presidência é generoso e dá para isso e muito mais. Cavaco escreveu. Para criticar o governo. Mas seria o governo de Coelho? Não, antes foi para criticar o governo de Sócrates, defunto já morto, enterrado e em processo final de putrefacção. Cavaco escreveu. Para dizer que Sócrates foi o responsável pela crise que vivemos actualmente, ou seja, insistindo na grosseira mentira com que Passos foi eleito, ignorando a crise financeira americana que está a pôr o mundo de pantanas, fechando os olhos à acção nefasta de Merkel ou Barroso e à sua própria actuação enquanto primeiro-ministro impulsionador, com gosto e sem arrependimentos, muito menos enganos ou dúvidas, da devastação dos sectores produtivos do País. Cavaco é Cavaco, escavaca o respeito que qualquer um deveria ter pela presidência da República. E tenta, arduamente, justificar o seu silên...

lisboa, minha

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liberdade

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antónio borges, um ser infecto

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Por Samuel http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt António Borges é um salafrário viveu toda a sua inútil vida de parasita como lacaio da pior escória do capitalismo selvagem e sem pátria. Recentemente, decidiu cravar os dentes nas veias dos trabalhadores portugueses. Só do seu “part-time” como consultor do governo, ganha cerca de vinte e cinco mil euros mensais pagos directamente pelos contribuintes. O salafrário acha que «o ideal era que os salários descessem» , juntando assim a sua extremamente bem paga opinião à polémica sobre a descida, ou subida do Salário Mínimo Nacional. Esta posição de António Borges pode querer dizer muita coisa... mas uma quer dizer de certeza: o grandecíssimo "filho da puta" que, evidentemente, sabe bem que são estes a quem quer baixar os salários que lhe pagam o estilo de vida milionário, mostra que para além de gostar que os "seus" euros corram como um rio, todos os meses em quantidades descomunais para a sua conta bancária....

fujam portugueses que vai haver merda no beco

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Um cartaz à entrada de um café algures no Brasil. E o nosso governo, que tanta merda tem feito e não paga nada? Antes pelo contrário, rouba todo um povo, quer transformá-lo numa vasta multidão de maltrapilhos para sustentar os Borges, os Salgueiros, os Catrogas, os Duarte Limas, os Dias Loureiro, os Ulrich, as Jonet da nossa praça, esses sim, todos eles, os verdadeiros cagões da Nação. A semana que passou foi fértil em diarreias expulsas pelos cérebros destas criaturas. João Salgueiro quer os desempregados (todos eles, licenciados ou não) a limpar matas. Passos e Borges uniram-se para alvitrar, por enquanto só alvitrar, que o salário mínimo deveria descer para ajudar à criação de emprego (para uma multidão de maltrapilhos, está bom de ver). Os reformados da banca estão "indignados" porque, dos 40.000 euros que alguns recebiam agora só lhes vêm parar às mãos uns míseros 10.000. A Direcção Geral de Saúde vai publicar um livro que ensina o povoléu a substituir a carne, a...