em abril, esperanças mil


Eduardo Gageiro

Desta vez, quem vamos apear? 

Que portas derrubar, que relvas calcar, que coelhos caçar? É preciso renovar Abril, sacudir, das fardas, traças e mofo, empunhar as armas que temos, de punhos no ar, as vozes ao alto, unidos como os dedos da mão. Porque não há mal que sempre dure, calamidade que não acabe, obscenidade que não tenha fim, crime que não tenha castigo. 

Desta vez, quem vamos apear? 

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