o disfarce dos abutres

Manuel de Almeida/Lusa/TVI

O único partido assumidamente de extrema direita em Portugal, o PNR, obteve 15.000 votos nas eleições de Domingo passado.

Os outros simpatizantes das ideias extremistas de direita, que os haverá para além dos tais 15.000 carolas, votaram em quem lhes faz o jeito neste momento, em quem desfaz o Estado Social e cria uma hoste de mão-de-obra barata, a coligação no poder.

Coligação essa, é certo, de ultra-direita encapotada, envernizada, com o lustro de partidos que contaram nas suas fileiras com homens e mulheres como Natália Correia, Helena Roseta, António Capucho, Freitas do Amaral ou Adriano Moreira.

Tal como nos idos de 75 votaram PS, para rechaçar "o perigo comunista", também agora sabem votar estrategicamente em quem se propõe afastar "o perigo humanista", os valores da solidariedade e justiça social, essa desgraça de alimentar calaceiros a pão-de-ló.

Até um dia. Até ao dia em que não precisem de mais disfarces.

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