esta gente é perigosa, muito perigosa!

Tenho-o dito e repetido ao longo destes penosos quatro anos. Chamem-me lunático, radicalíssimo de esquerda, fanático debochado, mente doente, adepto delirante de teorias de conspiração, que me estou nas tintas, continuo na minha: tanto o PSD de Pedro como o atrelado de Paulo, que Pedro trás pela trela obediente e amansado, são hoje dominados por gente perigosa. A obra que obraram durante todo este tempo nefasto não me deixa mentir. Empobrecer o povo, arruinar os alicerces de um país, transformar Portugal numa chinesice tão ao gosto de patrões e poltrões da alta finança não é coisa pouca. Mas há mais. Sondagens que lhes são favoráveis apesar dos roubos, apesar dos crimes de lesa-pátria, notícias a toda a hora e instante sobre o estado da Economia cada vez mais auspiciosa, qualquer dia pujante (vamos estar entre os mais competitivos, a abundância já está em cada esquina à espera de nos entrar em casa), a prisão de Sócrates - repito: a prisão de Sócrates -, o terrível polvo que, como um cancro terminal, se espalhou pelo mundo dos negócios e atingiu mortalmente o aparelho partidário de laranjas e outros frutos podres, as mentiras mil vezes repetidas, a intoxicação da propaganda, o envenenamento perpetrado por uma comunicação social tomada por capitais de duvidosa origem, tudo, tudo isto me faz pensar que há o risco, cada vez mais real, de Coelho e atrelado se manterem no poder por mais uns anos. Resta saber que obra ainda não obraram. Que empresas ainda não privatizaram. Que política laboral (e salarial) pode ser mais miserável e abjecta do que aquela que já temos. Que portugueses, não os do seu clube bem entendido, ainda não foram atirados para a indigência ou, quanto muito e viva o velho!, para a pobreza envergonhada. Quantas reformas serão ainda necessárias para que Portugal possa, a exemplo da China, ter as suas zonas económicas livres de aplicar a escravatura com total impunidade. Quanto mais tempo irão precisar para erradicar de vez a Educação e a Saúde da esfera pública, transformando-as num negócio de milhões onde só os filhos dos ricos terão cabidela. Ah!, a reforma do Estado que ainda está por fazer, os salários que ainda estão demasiado altos, os chineses, angolanos, americanos, brasileiros ou russos a quem ainda falta vender umas parcelas de território, uns pedaços de soberania, ah!, a contra-revolução que ainda agora vai no adro, deixem passar a procissão, os senhores do dinheiro à frente, os andrajosos atrás, lá muito atrás, de rastos ou de joelhos, numa penitência feita de sacrifícios e silícios, privações, abdicações de dignidade, de vidas.

A emigração massiva de jovens, os novos pobres, os desempregados, a fome, os suicídios, os crimes nos hospitais, as leis torpes, a venda de quinhões de património ao desbarato, a perseguição impiedosa do fisco aos que já não conseguem honrar compromissos, as falências em catadupa, as fraudes bancárias que todos colmatamos, as PPP que todos pagamos, as negociatas que todos subsidiamos, nada disto parece indignar aqueles portugueses dispostos a perpetuá-los no poder, a Pedro e a Paulo, este último pela trela, bem comportado, domesticado, irrevogavelmente fiel.

Pensava eu que convulsões desta natureza, contra todo um povo, só seriam possíveis num Chile de Pinochet. Como estava enganado! Os portugueses nunca precisaram de um Salazar. Bastava-lhes um Coelho. E um atrelado.

Comentários

Anónimo disse…
Quem foi que disse:

País de bananas, governado por sacanas?
Anónimo disse…
Certo,certo!
Não é dificil chamarem-lhe tanta coisa, porque na verdade hoje quem ousa dizer um ai sobre esta corja que nos desgoverna é imediatamente apelidado de comunista para cima,para baixo,para os lados etc e nem todos os que estão indignados com este desgoverno são necessariamente de esquerda, e se forem... somos livres de ter opiniões diferentes. Mas não, actualmente não é assim e, pior... instalou-se o medo de falar. Quase como aconteceu à Andreia de Sesimbra, queixou-se do leite, acabou-se o leite, má nada. As retaliações existem, e algumas são graves, sendo que mais grave é o povo evitar mexer-se por medo, pois é exactamente isso que sucede em ditaduras. Começamos por estupidificar, depois amedrontar e depois prender em ultimo análise...liquidar num azar do alheio, pode acontecer....
Eu propria aqui comento, anonimamente pois sei que eles "andem aí" e tenho responsabilidades que me impedem de ser mais clara, mas não sei se este povo onde eu me incluo um dia não faz disparates maiores. As panelas de pressão têm um pipozito para se retirar o ar a mais, nós não temos pipo mas seguimos enchendo....

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