18/05/15

o tão proclamado espírito desportivo esteve esta noite no auge

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José Sena Goulão/Lusa/Sol
Global Imagens/DN

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Para eles, salários de miséria são nada e manifestações de protesto a nada conduzem. Para eles, o alimento do espírito é o futebol, o alimento para o corpo será aquele que deus ou o senhor dos Passos quiserem, tanto faz, tanto lhes dá como se lhes deu desde que não lhes falte a bola, os jogadores milionários, um deslumbramento de Porsches e Ferraris, o treinador endeusado, as manifestações de júbilo, os cantos de vitória, os gritos de guerra, as oportunidades para apedrejar e soltar a violência de uma vida de merda num bairro de merda. Até cairem de bêbedos,  num vazio que só a morte lhes preencherá. 

5 comentários:

David Pinto disse...

Grandes fotos! Vale a pena ver, para saberem como estes adeptos comemoram uma vitória desportiva.

Lufra disse...

Provavelmente a maioria dos "arruaceiros" não são lampiões, nem lagartos ou dragões, são bocais, arruaceiro, ladrões e carteiristas, profissionais e que até tem um kit de camisolas e cachecóis para trocar conforme as conveniências, e até há os que usam fardas!

Anónimo disse...

Lamentável o sucedido! Lamentável confundir a árvore com a floresta!
Lamentável pensar que quem gosta de futebol não tem qualquer tipo de preocupação politica e social!Generalizar pode ser lamentável!

Torres da Silva disse...

Não me conformo com isto, que há-de ter tido uma razão.
Ora, no meu modesto parecer, com todo o respeito e enlevo pelos festejos que os benfiquistas celebraram com razão, acho que alguém da organização se lembrou de uma idiotice completamente irresponsável.
Pela 1:20 da manhã, estava eu acordado, e vi, atónito e incrédulo, passar nos écrans gigantes montados no Marquês, as imagens da pancadaria selvática no adepto benfiquista de Guimarães, umas horas antes.
Quem lá pôs esta barbaridade é o GRANDE RESPONSÁVEL pelo que se seguiu.
Isto porque, passo a explicar, desencadeou sentimentos da população em delírio (alguns já bem bebidos) contra a "Polícia" em geral, bem sabendo que esse misto de sentimentos assim alimentados pelas imagens não raro desencadeiam reacções irracionais e incontornáveis.
A Polícia, vendo-se acossada e apedrejada (eu vi pedras e garrafas a voarem), reagiu pela força, "varrendo" a zona, para isolar os agressores.
Estavam lá marginais? Estavam lá pessoas que não eram benfiquistas?
Ah, mas nos écrans gigantes ainda passavam as imagens pela enésima vez, quando tudo se precipitou.
Apelo aos verdadeiros benfiquistas e restantes amantes do desporto, como os sportinguistas, portistas e adeptos em geral, para que vejam com lucidez a verdadeira razão destes fenómenos, porque, neste caso bem infeliz, alguém atirou a pedra e escondeu a mão, na organização do Benfica.
E, assim, pôs toda a gente contra gente abstracta e contra a Polícia, como se não tivesse havido mais nada.
Não. Isto é para não esquecer e para esmiuçar.
Os bi-campeões benfiquistas não vão querer lembrar-se destas horas horríveis, na base do pedestal que, a tanto custo, construíram, ao longo da época. E dispensam bem aliados como estes.
"Vamos lá a ser sérios", como dizia o Vale e Azevedo, de triste memória.

Manuel Cruz disse...

Não. Não. Não. Não me referi a quem gosta de futebol, a todos e por atacado. Nem sequer me referi a todos os que estavam no Marquês domingo à noite. Mas apenas aos que provocaram os distúrbios, uma pequeníssima percentagem naquele mar de gente. Que isto fique entendido.