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o estado do estado de direito

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Por Miguel Sousa Tavares Expresso Uma amiga minha, amiga verdadeira, aconselhou-me, há dois meses, a não escrever mais sobre José Sócrates, porque “fazeres a defesa dele agora arruína toda a credibilidade que conquistaste para ti”. Durante dois meses, de facto, não escrevi — não porque o conselho dela me tenha parecido adequado, mas porque, depois de ter criticado as circunstâncias em que se verificou a sua prisão, os pressupostos em que assentou a decisão de prisão preventiva e a escabrosa campanha de linchamento popular em alguns jornais, entendi que era altura de ficar à espera para ver como evoluía o processo. Passado este tempo, e numa altura em que a lei manda que o juiz de instrução reveja a situação, também eu vou fazer idêntico exercício. Fazendo-o, sou obrigado a reconhecer que a conveniência e a prudência nunca foram virtudes de que me possa gabar. Mas se “fazer a defesa de José Sócrates” (que não é o que eu faço, mas já lá irei) não é conveniente nem prudente e po...

é entrar fregueses, é entrar!

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Os chineses e árabes querem comprar os terrenos da Feira Popular. De lupanar a luna park, Portugal transformou-se num armazém de oportunidades onde os milionários do dinheiro fácil vêm aos saldos. O nosso território fragmenta-se, isto aqui vai para os russos, aquilo para os angolanos, ali para os chineses, acolá para os brasileiros, mais além para os americanos, os árabes, os alemães, os colombianos, quem tenha dinheiro, muito dinheiro, mesmo sujo que a gente lava. É entrar senhoras e senhores, damas e cavalheiros. Até à ruptura de stocks, à ruptura definitiva do País, é tudo mais barato, companhias de aviação, de energia, de comunicação, agrícolas, industriais, de serviços, financeiras, terrenos, vilas, o que houver e já há pouco. É comprar, é comprar! Não é caro. It's not expensive. Es ist nicht teuer. انها ليست باهظة الثمن. 这是不贵。Это не дорого.

miséria moral

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Coelho parlapateia tão habilmente que chega a parecer verdadeiro sempre que deveras mente. Seja lá onde estiver, que me desculpe o Pessoa por lhe glosar, canhestramente, o poema. Coelho mente. Caso Coelho quisesse fazer-se valer do seu cargo e exigir sanções pelo que aqui fica escarrapachado preto no branco, que Coelho mente com todos os dentes que tem na boca, o vídeo que junto, e muitos outros que abundam no You Tube, fariam prova, mais do que suficiente, de que Coelho mente tão absolutamente que chega a parecer indecente pensarmos que deveras mente. Mas mente. Toda a gente já percebeu que os homens do desgoverno, se os portugueses lhes concederem novo "direito de pernada" e continuarem a mandar na coutada, vão cortar, assim o Tribunal Constitucional os deixe, mais 600 milhões de euros nas pensões. A própria Luís Albuquerque, mais decente do que os outros ou, o mais provável, menos preparada para mentir tão completamente, já o disse com todas as letras. Mas Coelho, aqu...

nunca, como agora, este cartoon fez tanto sentido

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Rodrigo de Matos

quem disse que não há dinheiro?

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  O Correio da Manhã, especialista nas traições do marido da Cristina, na bomba de leite para as maminhas da Luciana, no corpo escultural da Pilita Rebelo e Cunha, nas operações plásticas da Xaxão de Menezes e Sá, dedica-se hoje, pelo menos na versão online, a mostrar os bólides dos craques da bola. Para os mirones se consolarem. Para os fãs delirarem. Para os críticos, como eu, se escandalizarem uma vez mais com os milhões que o futebol movimenta e paga, num mundo de desigualdade gritante e ostentação parola.  Fotos: DR/http://www.cmjornal.xl.pt/

foi, deu-se!

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Sócrates, segundo o "Sol", terá mandado comprar milhares de exemplares do seu livro para fazer dele um best-seller. Passos Coelho não comprou mas mandou oferecer o seu através do mesmíssimo pasquim. Passos à borla.  Foi, deu-se.  Como se fosse um porta-chaves, um isqueiro, uma lapiseira, um avental, uma t-shirt, numa campanha que lhe vai sair cara. Foi, deu-se. Ainda se dá. Aproveite!

o luxo de poder viver

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