Agradeço a Francesco Albamonte, seja lá ele quem for, esta oportunidade que me deu de ter feito felizes os meus leitores, embora apenas por breves, escassos segundos. Vai ser tão bom, não foi?
É esta a "democracia" em que vivemos: mal os senhores do poder se sentem desafiados, mandam a polícia para a rua "repor a ordem pública" e prender participantes numa manifestação pacífica. Imagens, mais uma vez, de Espanha:
AFP/Getty Images/Observador Nas parangonas dos tablóides, nos leads dos noticiários televisivos, raramente se menciona o nome de Carlos Santos Silva. Ele é o amigo de Sócrates. Ou, mais respeitosa, mas não veneradoramente, o empresário amigo de Sócrates. Porque Sócrates é que é notícia, Sócrates é que vende jornais e rende audiências, Silva é nada, Silva é um Zé-Ninguém, não fora Sócrates e à maralha de pouco interessaria a prisão do Silva, a libertação do Silva, as culpas do Silva, a pulseira electrónica do Silva, as posses do Silva, as maroscas do Silva, o destino do Silva. A imprensa já condenou Sócrates, resta à populaça acreditar piamente no que a pia escreve ou diz. Já são demasiadas suspeitas, demasiados indícios, para que alguém possa ainda presumir a inocência de Sócrates, só a meia dúzia de tolos que vai a Évora entoar cantigas à porta da prisão, só os socialistas empedernidos, só papalvos como eu que, nunca tendo sido socialistas, acham que a história está mal co...
José Rodrigues dos Santos acaba de ser nomeado o melhor escritor do País. Pelos mesmíssimos portugueses que elegeriam Pedro Passos Coelho como o melhor político, Tony Carreira o melhor cantor, Joana Vasconcelos a melhor artista plástica, Miguel Relvas o melhor gestor e facilitador de negócios, Teresa Guilherme a melhor apresentadora de televisão, A Quinta como o melhor programa ou o BPN como o melhor banco nacional e Lili Caneças como a personalidade do ano. Os mesmos que elegeram Salazar como o melhor português de sempre e nos mantêm nesta apagada e vil tristeza onde só se lixa quem não está por cima.