judeus somos todos nós

Dizem por aí que a maioria do povo alemão está com Merkel. Acredito. Foi esse mesmo povo que, se não colaborou, fechou os olhos à perseguição e ao massacre dos judeus. Ignoravam, disseram depois. E agora, há desculpa? Também ignoram o que se passa na Grécia, em Espanha, no Chipre, em Portugal, do sofrimento imposto pelo governo alemão aos povos desses países? Não sabem da fome, do desemprego, dos suicídios, dos sem-abrigo que desaguam nas ruas como última tábua de salvação antes do naufrágio iminente? Vamos ser claros. Uma boa parte dos alemães, tal como de outros povos do norte da Europa, acham os do Sul calaceiros e vigaristas. Merecemos qualquer castigo que nos queiram impor. Temos que entrar nos eixos.

E enquanto, noutros tempos, ficaram com as casas dos judeus, os bens dos judeus, os óculos, os dentes, o cabelo, a pele dos judeus, hoje arredondam as suas fortunas à conta da crise financeira de outros povos igualmente párias, igualmente indignos.

Com a aviltante submissão dos marechais Pétain dos países sob ocupação e em fase de saque generalizado.





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