por favor, não insultem o batatinha


Não, ele não é palhaço. Juro. Pelas alminhas e por Nossa Senhora de Fátima de que a Maria tanto gosta. Não, ele não deu uma mãozinha (e sabe-se lá o quê mais) a Duarte Lima, a Oliveira e Costa, a Dias Loureiro e a toda uma geração de cavaquinhos desafinados. Não, ele não é o presidente com a pior popularidade de sempre em tempos de democracia. Não, ele não custa ao erário público português mais do que D. Juan Carlos y sus muchachos ao Estado espanhol. 

Quando fala, fala bem, com coerência e isenção, acerto e determinação. Queixa-se das parcas reformas e queixa-se com razão. Disserta sobre vacas e sorrisos bovinos e todo o país se embevece e lacrimeja de comoção. Alerta para os microfones escondidos em Belém e eis que o povo se levanta num só frémito de indignação. Tem servido o país desinteressadamente, as coisas que se dizem dele, da Coelha ao BPN, são invejas sórdidas de um povoléu mesquinho, cães que mordem a mão de quem lhes dá de comer.

Ainda que me dessem muito jeito três anos de cama, mesa e roupa lavada, com serventia de águas quentes e frias, tudo à borla, nunca chegaria, nem de perto nem de longe, aos calcanhares dos que viveram, vivem e viverão à conta de um Estado perdulário para uns poucos e forreta para milhões..

Por isso aqui digo e repito: não é palhaço. Juro. Pelas alminhas e por Nossa Senhora de Fátima. Não insultem o Croquete. E muito menos o Batatinha.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

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