é preciso expulsar os vendilhões do templo


Já era de esperar: Álvaro Santos Pereira, o ex-ministro da Economia, ou a sombra de um ministro, ou o fantasma de um ministro, arranjou emprego como nº 2 da OCDE. José Luís Arnaut foi nomeado para um alto cargo no cói de bandidagem a que alguns ainda ousam chamar banco, a Goldman Sachs. Vítor Gaspar, coitado, não teve a mesma sorte e arrasta o corpo e a voz pelos corredores de um (pouco digno dele) Banco de Portugal, mas o futuro pertence-lhe, tão novo ainda e já com tão boas provas dadas. A Pedro Coelho estará destinada a mais gorda fatia do bolo porque quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, já se sabe, ou é tolo ou não tem arte, e a gente já conhece, de ginjeira, os dons e artimanhas do artista.

Cá se fazem, cá se pagam. Os ricos, os muito ricos, não os simples bem abonados, compensam regiamente os seus serviçais. Todos terão um poiso dourado, um ordenado chorudo, e rir-se-ão de nós, os otários que lhes aturámos os roubos e abusos.

Esta economia mata, não sou eu quem o diz mas o procurador Dele na Terra. E os cúmplices da matança, os vassalos dos senhores do mundo, os vendilhões do templo, trepam na vida, incólumes e insaciáveis. Querem, à viva força, pertencer ao grupo dos eleitos, dos ungidos, dos pequenos deuses que nos governam, que decidem o nosso destino, a morte ou a má sorte.

O crime compensa. Sempre assim foi. Mas nem sempre assim será.

Comentários

Certamente que foi um pintor anglo-saxão ou nórdico que pintou o lendário judeu Jesus com cabelo e barba louros quando afinal deveria tê-lo pintado com cabelo e barba negros.É tudo uma questão de imaginação ou fantasia.

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