morreu o rei, viva o rei!

Tenho o maior respeito por Eusébio e pelos seus feitos. Mas os telejornais, os jornais, a rádio, as redes sociais, os jornais online só vivem desde ontem para Eusébio depois de morto. Não será um bocadinho demais? E dos vivos? Quem cuida deles, quem se importa com eles, quem lhes dá uma mão? 

Todos os dias morre gente por obra e graça da dieta austeritária que nos enfiam pelas goelas. E se afinássemos todos a garganta, em uníssono, para espantar os espectros que nos ensombram os dias, dia e noite?

Fechem-se as portas. Afugente-se o coelho. Sem dar cavaco, façamos de coveiros deste desgoverno moribundo. Choremos Eusébio. Mas choremos também o luto no coração dos milhões de portugueses que, desempregados, empobrecidos, humilhados, padecem às garras e nos dentes dos lobos esfaimados por dinheiro e sangue.











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