manifesto e mentirolas


Um rapazelho do aparelho, filho do ex-barão de Gaia, vituperou no Parlamento os signatários do manifesto que pede a renegociação da dívida. Catroga chamou-lhes, a alguns, ingénuos. Coelho tratou-os por "aquela gente". Cavaco exonerou  - ou melhor, mandou que se exonerassem - dois dos seus conselheiros por terem tido a ousadia de assinar o documento. Gomes Ferreira mandou-os arrumar as botas e deixar "os mais novos" trabalhar. Todos foram unânimes: de Ferreira Leite e Adriano Moreira a Francisco Louçã, os subscritores incorreram, no mínimo, no pecado de alta traição à pátria.

Diz "esta gente", Coelho e afins, que será muito mau se se souber "lá fora" deste manifesto. 

Repare-se na contradição: se tudo está bem em Portugal, se estamos a recuperar, se podemos pagar a dívida, se a recessão acabou, como o governo apregoa aos quatro ventos, que mossa poderá fazer este manifesto caso o seu conteúdo seja divulgado no estrangeiro?

Ou, hipótese para a qual me inclino mais, o governo mente, como sempre mentiu, e este manifesto mais não vem do que "destapar-lhes a careca", sendo mais incómodo quando a direita, que horror!, se associa à esquerda nesta denúncia?

Comentários

a posição dos signatarios (70) faz-me lembrar quando no julgament odo jovem que matou o pai e mae pedia encerecidamente clemencia por ser um pobre e indefeso orfão.
Os eleitores que não sejam esquecidos sabem que apos 240 mil milhoes da UE este notaveis já mostraram que a governar e gerir são muito incompetentes -isto visto de esquerda/direita de cima ou de baixo.

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