as coqueluches da moda


Chamem-me estúpido, se quiserem, ou inculto, se assim o entenderem, mas continuo a não gostar da coqueluche do regime. E o Costa, a coqueluche política do momento,  vai-me pelo mesmo descaminho. Namora o Rio, namora a Vasconcelos, namora o Tavares, o pobre e não o rico, qualquer dia namora o Pedro e o Paulo, o homem é um volúvel que, mesmo quando pisca para virar à esquerda, o volante, como quem não quer a coisa, guina-se-lhe para a direita. Por cá ninguém quis um Syriza, um Podemos, a maioria quer Costa, aplaude Costa, diz que vai votar em Costa e, por arrasto, numa Edite Estrela, num Brilhante Dias, num José Lello, num Zorrinho, num João Soares, nas eminências pardacentas que a liberdade de Abril, generosa mas tola, ajudou a parir.

Já por aqui o disse e venho repeti-lo: em caso extremo, se tal for necessário para salvar o que resta desta democracia, já definhada aos 40 anos, também votarei PS. Porei a cruzinha à frente do punho pantomineiro, com dor e com dolo. Costa pode ser o unguento que nos trará algum alívio, mas que nunca nos poderá curar das maleitas que sofremos há décadas ou, melhor dizendo, há séculos.

E Vasconcelos, entrementes, poderá prosseguir, descansada, a sua carreira de sucesso. Com papas e bolos, tachos e tampões, croché e macramé, frascos e fiascos, se faz uma estrela neste triste firmamento.

Costa que o diga.

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