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resenha da festança do homem que se quis bragança

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Fotografia de Alfredo Cunha, https://www.facebook.com/alfredo.cunha.1291?fref=ts Ei-lo! Vinha a pé pela calçada, guiado pela sua boa estrela. Facto inédito e nunca visto desde os tempos em que o senhor presidente Teófilo, coitadinho que Deus já lá o tem, se deslocava de eléctrico do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Os jornalistas, embevecidos, à beira de um orgasmo, entre eles o Paulo, olá Paulo!, esqueceram-se dos seus deveres, de estabelecerem ligação com a redacção para dar conta da inovação. Ão. Ão. Miau Fru Fru. O Baldaia baldou-se aos seus deveres, e o caso não foi para menos, mas recompensou-nos mais tarde com prosa de um lirismo e fervor tão tocantes que ficará para a História como um exemplo perfeito de preito entre amigos de peito, o presidente eleito e o jornalista rarefeito. A festa durou até às tantas, primeiro no Parlamento engalanado a rosas, que os cravos costumam cair, cheinho de discursos, abarrotadinho de aplausos, prenhe de beija-mão. Olha...

a austeridade acabou!

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Assim mesmo: a austeridade deu de frosques,  deu à sola, finou-se. Isto a crer nos apóstolos dessa mesma austeridade, os deputados do PSD e do CDS, a maralha da direitalha que agora vem pedir tudo e mais alguma coisa: mais uma ponte, uma estrada, um hospital, mais serviços de saúde, mais ajudas à agricultura, mais apoio às empresas, e escolas, e universidades, e cheta para isto, e fundos para aquilo, e subsídios para aqueloutro, e o diabo a quatro. Os mesmos que acusam o Orçamento do Estado de ser expansionista e o governo de gastador e perdulário - e ai credo que lá vem a bancarrota! -, são os que vêm também dizer que o governo é fuinha, uns unhas-de-fome os senhores ministros, que o dinheiro é pouco, que é preciso gastar, gastar muito, gastar tudo. E também são os mesmos, os apóstolos da austeridade e arautos da desgraça, que vêm agora perguntar aos novos membros do governo porque ainda não se fez, em 3 meses, o que Passos, e a sua trupe de valdevinos com futuro garantido no...

morrer no mar

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Enquanto a Europa dorme ... Marco de Angelis/http://www.cartoonmovement.com/

lisboa, a grandessíssima brejeirona

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É um pequeno recanto, nem sequer largo se pode chamar, muito menos jardim. Fica à Rua de São Tomé e é ponto de encontro dos velhotes para a sueca, a jogatina, que para as de carne e osso já lhes falta vigor e vontade. Daí o nome do local, baptizado por alguns galfarros da zona e que, agora, já faz parte da toponímia oficial. Diz-se que os estrangeiros deliram com a designação. Quanto aos portugueses, alfacinhas ou não, haverá quem se choque. Não se pode agradar a todos, é o que é.

um beijo é só um beijo

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Robert Doisneau Alfred Eisenstaedt/Time & Life Pictures/Getty Image Oliviero Toscani Getty Images/Autor não identificado

tal como salazar, ainda julga governar

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"Passos Coelho escolheu o tema governador do Banco de Portugal para mais um dos seus brilhantes momentos de primeiro-ministro no exílio. Depois do golpe de Estado que obrigou Passos Coelho a exilar-se em Massamá, instalando aí a sua residência oficial de onde prepara guerrilheiros como a Maria Luís ou o Montenegro para reconquistar o poder, que Bruxelas é um importante palco para o nosso artista. Agora, sempre que se realiza uma cimeira europeia lá vai o nosso exilado mais o Zeca Mendonça dar ares de primeiro-ministro sem pasta, o espectáculo é tão divertido que o homem até devia convidar o D. Duarte e o rei do Carnaval da Mealhada para o acompanhar, assim teríamos uma importante delegação constituída por um primeiro-ministro sem governo, um rei tem trono e outro sem Carnaval." Excerto do artigo O Naufrágio do Costa Discórdia, publicado em http://jumento.blogspot.pt/

alternativa aos calmantes

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