tadinhos dos nossos banqueiros



Tenho pena dos nossos queridos banqueiros, foram eles as grandes vítimas da orgia de consumo dos tesos, dos abusos de Sócrates na noite longa da asfixia democrática que em bom tempo acabou graças ao 25 de Abril do movimento dos Relvas. Compreende-se que sejam os contribuintes a financiar o aumento de capital e a suportar os juros como o nosso Gasparzinho muito bem decidiu.

Tadinhos dos nossos banqueiros que foram abusados por um insaciável Sócrates que os obrigou a baixar as calcinhas e comprar dívida soberana portuguesa. Aliás, a taradice de Sócrates era tanta que tinha um verdadeiro fetiche pelas dívidas soberanas que ainda os obrigou a comprarem outras dívidas, como a grega.

Tadinhos dos banqueiros que eram obrigados a dar cartões Visa a torto e a direito, eram ameaçados por clientes pobres que tinham perdido a vergonha e que quando queriam consumir acima das suas possibilidades e a juros dignos de proxenetas forçavam os banqueiros a fazer horas extraordinárias abrindo banquinhas de cartões de crédito nos corredores dos hipermercados.

Tadinhos dos nossos banqueiros, foram obrigados a instalar-se na Zona Franca da Madeira para transformarem os impostos de que o país precisava em dividendos para distribuir pelos seus accionistas.

Tadinhos dos nossos banqueiros que foram obrigados a corromper-se, a empregar ex-políticos e familiares de dezenas de altos quadros da Administração Pública a troco de favores e negócios que nunca pediram.

Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a manter uma das bancas mais permissivas a branqueamento de capitais, como foi defendido por algumas polícias e organizações internacionais.

Tadinhos dos nossos banqueiros, a quem os consumidores pobres gulosos e insaciáveis forçaram a desviar o crédito à actividade industrial para crédito ao consumo e à habitação.

Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a financiar contra a sua vontade as grandes obras públicas promovidas pelo Estado.

É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o mesmo governo que cortou subsídios a funcionários e pensionistas, muitos deles já falidos, vem agora dar sob a forma de deduções de impostos quase metade do que roubou em 2012 e foi impedido de voltar a roubar porque o TC não lho permitiu. É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o governo decidiu poupá-los a impostos devolvendo-lhes os juros de um empréstimo cujos juros serão suportados pelos portugueses.

É por isso que quando ouço alguns destes canalhas, designadamente, o do BCP e o tal doutor do BPI que nunca acabou qualquer curso criticarem o Tribunal Constitucional por ter declarado ilegal o corte dos subsídios, acho que o que eles mereciam era serem vítima das inconstitucionalidades que defendem na hora de roubar aos outros, muitos deles seus clientes.

Se é legítimo roubar vencimentos e subsídios à margem da lei constitucional também o é adoptar leis penais de excepção para levar a tribunal estes refinados canalhas, chulos e oportunistas que desde a privatização da banca que não fazem outra coisa senão roubar os portugueses e levar o país à ruína. Até abriria uma excepção e acabaria com o limite dos 25 anos de prisão, alguns destes canalhas merecem muito mais.

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