pelo regresso do animal feroz


Não gosto de Sócrates, da demagogia, da arrogância, das mentirolas e da má governação, quase sempre mais à direita do que à esquerda. Mas compreendo que foi transformado em bode-expiatório por essa seita de que fazem parte Passos e Cavaco, percebi-o há muito (ainda nos tempos de Santana, quando a sua sexualidade veio à baila num dos golpes políticos mais baixos de que há memória na curta democracia portuguesa).

Sócrates tem dois tipos de detractores: os que, como eu, pensam que governou mal (embora nunca tão mal como Coelho e afins); e os que atacaram Sócrates (e atacam, que o filão ainda dá jeito) da maneira mais soez, tão vil que ficará para a posteridade como um dos episódios mais infames da nossa História, para acelerar a sua queda, abocanhar o poder e pôr em prática o grande plano de empobrecimento da vastíssima maioria dos portugueses em benefício do insaciável capital globalizado.

Por isso, por compreender isso, desde que Sócrates caiu nunca mais o ataquei e muito menos servi de caixa de ressonância para os boatos, as mentiras que se iam propagando a seu respeito. E, devo confessá-lo, vejo com algum prazer o seu regresso às lides televisivas. Porque, ao contrário de Seguro, ataca Cavaco, Passos e demais maralha com a frontalidade - a ferocidade - há muito arredada lá das bandas do PS, um grupelho de parolos de falinhas mansas, cordeirinhos a caminho do altar dos sacrifícios ou, pior, cúmplices envergonhados de quem nos arrasta para as câmaras de gás em prol da mancebia entre um diabo de saias, Frau Merkel, e um deus menor, o dinheiro.

Sócrates não perdoa. Eu também não. Nisso, somos iguais.

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