são rosas, senhor!


São rosas, senhor, são rosas. Depois do amargo das laranjas, aguarda-se o regresso dos espinhos. Tudo mudará para que tudo fique na mesma. E nós, cantando e rindo, levados, levados sim, pelo marketing político, pelas promessas vis, pelas mentiras vãs, lá iremos dar o nosso voto para a destruição da pouca democracia que sobra e do pouco bem-estar que nos resta. Aos outros, a muito poucos felizardos, cairão pétalas nas assessorias e nas presidências das empresas públicas. Aos outros, poucos mas bons, chegará o inebriante perfume dos cargos nas autarquias, nos bancos e nos grandes empórios dependentes do Estado para os seus negócios. São rosas, senhor, são rosas. Com Seguro, ficarei seguro e respirarei de alívio. O milagre da reprodução de tachos ressurgirá em todo o seu esplendor. Já estou de jarra na mão à espera do grande momento. Da chegada das rosas ao jardim das delícias.

Imagem: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

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