minha querida senhora

Claro, minha senhora. Sim, minha senhora. Pois não, minha senhora. Mais austeridade? Obviamente. Os portugueses aguentam, ai aguentam, se aguentam. Aguentam tudo. Aguentam-me há quase quatro anos. Aguentam o Aníbal. Aguentam o Paulo. Aguentaram o Relvas e o Gaspar. Aguentam roubos, expropriações, privatizações, desemprego, escândalos, corrupção, compadrio. Aguentam insultos à sua inteligência. Aguentam, olá se aguentam. Sim, querida senhora. Tudo o que pedir. Sacrifícios, impostos, cortes na Saúde, na Educação, nas prestações sociais. Eles comem e calam. Um povo heróico na sua obediência e servilismo. Sou o seu digno representante. Sim, querida senhora, tudo o que quiser, tudo o que exigir. Um criado às suas ordens. Sempre, sempre ao seu serviço.

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