depois de sócrates, que mais?

Paulo Spranger/Global Imagens
Passos está convencido de que vai ganhar as eleições e as sondagens parecem dar-lhe razão. Isto apesar de quatro anos de uma política aviltante e de mesmo agora, a meses de irem a votos, anunciarem a descida da TSU para os patrões e a redução das pensões, duas medidas que sabem ser impopulares.

Aqui há gato ou, se quiserem, aqui há coelho. A gente sabe que são capazes de tudo, de mentir, de trair, de insultar, de conspirar, mas tudo isso, desta vez, não chega se quiserem continuar agarrados ao pote. Têm alguma fisgada, demonstram demasiada confiança.

Sócrates já está preso e, até ver, não vieram daí grandes danos para o PS. Que mais irá acontecer? Quem irá ser acusado de pedofilia, necrofilia, necrofagia? A que parangonas se irão agarrar o "i", o Sol, o Correio da Manhã? 

E que promessas mais nos irão fazer? Que migalhas nos irão atirar? Com que paraísos nos irão acenar?

A esquerda que se ponha a pau. Não se saiam com uma estratégica excepcional para tempos de excepção e mais uma vez Passos lhes comerá as papas na cabeça e, a nós, durante mais quatro anos, os rendimentos, a saúde, a paciência.

É desesperante assistir à passividade das forças de esquerda em Portugal perante o descalabro anunciado. Que tal combater, em conjunto e com garra, com indignação, com fúria, o mal que ameaça reforçar-se e perpetuar-se, empobrecendo-nos definitivamente, fazendo de todos nós frangalhos, pondo-nos a viver de cócoras por uma malga de arroz?

Nunca perdoarei Passos. Mas os outros também não.

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