estamos condenados


Então não é que o PSD e o CDS estão a subir nas intenções de voto?

Pessoalmente, não culpo só os que votam nesta gente, defendem os seus interesses egoístas ou acreditam piamente, ingenuamente, em todas as mentiras espalhadas aos quatro ventos pela pandilha dos ditos cujos. Culpo também os que se recusam a votar, os que ainda não entenderam que abster-se é ajudar a reeleger Passos ou, na melhor das hipóteses, um bloco central que nada mudará, antes nos prolongará a agonia.

Numa coisa tenho que tirar o chapéu a Passos, Portas e demais figurões e figurinhas dos partidos pelos vistos encalhados no poder: nunca um governo até hoje, mais os aparelhos que o apoiam, engendraram uma operação propagandística de tão gigantescas proporções. É vê-los pelas televisões a prometer Sol de todo o ano, colheitas de fazer inveja aos fenómenos do Entroncamento, um euromilhões na bolsa de cada português, amanhãs que cantam, galinhas de ovos d'ouro, ilhas do tesouro, grutas de Ali Babá com os ladrões lá dentro. O desemprego cai embora a gente saiba que não, a economia melhora embora a gente não dê por isso, as exportações são um maná que não cai nem sai de cima, é uma festança a provar que, depois da borrasca, vem a bonança, é tempo de vingar a barriga, de engordar a pança. Festejemos os feitos de três anos em que os portugueses estão piores mas o País está melhor, pronto para receber fábricas dantes na China, sempre estamos mais perto da América ou da Alemanha, politicamente mais fiáveis, consideravelmente mais brandos, tão mansos como bois a caminho do matadouro.

Estamos, definitivamente, condenados à mediocridade. E à pobreza.

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