confessa, zé nega!

Barroso, o durão das dúzias, cavalheiro de triste figura, disse há dias que, desde que saiu da Comissão Europeia, onde nunca devia ter entrado e onde nos enxovalhou durante 10 anos, fala cada vez mais verdade.

Barroso, o Zé beleza, um cherne de charneira, assume assim que tem mentido. Desde a tanga da tanga que Barroso mente, é um facto indesmentível. Lembro-me, como se fosse hoje, do dia que nos pregou o primeiro enxovalho. Lá ia ele, roliço, de sorrisinho servil, dobrando a cerviz, atrás de Bush, Blair e Aznar aquando da cimeira dos Açores, fazendo as desonras da casa, afiançando que sim senhores, que o Iraque estava pejadinho de armas de destruição massiva, ai que horror, ai deus nos valha, deus nos acuda. Foi o primeiro passo, ele próprio já o admitiu, para a sua ascensão numa carreira internacional de agigantado estadista onde, roliço, de sorrisinho servil, dobrando a cerviz, lá ia atrás de Merkel, de Sarkozy, da voz dos donos, fazendo suas as palavras deles, apostolando a mediocridade, apostando na austeridade, aprovando a impunidade dos mercados financeiros.

Barroso elevou bem alto o nome de Portugal. Agora, os de lá de fora, já sabem: quando quiserem alguém para um cargo que exija obediência cega, seguidismo, servilismo abjecto, chamem um português. Estão tantos na lista de espera. Passos Coelho. Luís Albuquerque. Relvas. Montenegro. Duarte Pacheco. Marco António. Ele há muitos, tantos e tão capazes de igualar Barroso, heróis do mar, nobre povo et cetera e tal.

E, já agora, quem? Quem melhor do que o Zé para suceder a Aniki Bobó, com intensidade, ardor, tensão viril?

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