o novo diário de marilú


Marilú. Li algures e gostei do novo nome para a senhora dona das Finanças, do Fisco, do fiasco do ajustamento, das contas em dia, do rigor, da transparência, porque o tempo da impunidade acabou, começaram os blowjobs for the boys.

Há quem almeje ver Marilú no lugar de Pedro assim que Pedro levar uma corrida em osso por indecente e má figura. Ninguém notará, só eu, que a senhora não tem jeito nenhum para isto? Fala do púlpito como se estivesse no remanso de seu lar em conversas em família. Diz o que ninguém quer ouvir em tempos de campanha eleitoral precoce. Que aumenta isto. Que reduz aquilo. Que se vai às pensões como gata ao bofe. Que esta porra ainda não acabou, o suplício é de tântalo, é de todos, é dos velhos, é dos pobres, é dos remediados, que remédio, porque os ricos, se fossem relógio, nem horas davam.

Marilú não tem garras nem unhas para tocar esta guitarra, o mais que sabe é espetar-nos a cimitarra, espicaçar-nos os cães de caça à multa, acenar-nos com amanhãs que, se cantam, é o fado da desgraçadinha, do enjeitado, do encornado pelos senhores dos Passos, pelos bentinhos de Portas abertas, betinhos da Lapa, bonecos do Caldas com as poucas-vergonhas ao deus-dará, egoísmo, mentira, traição, aberração de seres fornidos de teres e haveres.

Marilú. Nome altissonante para a estrela cadente, candente, decadente da política lusitana dos novos lusitos, infantes, cadetes cadentes, candentes, decadentes. Marilú. A nova estrela num firmamento cada vez mais laranja, mais negro, mais cego à razão. Um crepúsculo de pequenos deuses, ridículos títeres, miseráveis tiranetes.

Marilú tem cu. Quem tem cu tem medo. Que vá, com Coelho, para o cu de Judas. Para a casa do diabo mais velho, o velho da cadeira partida, da vozinha de prior cansado, das botinhas cambadas, tudo muito inho, pequenininho, pobrezinho, honradinho, como deve ser, como deus manda, como Marilú quer. 

Um povo é gado, melhor se for manso. Besta de carga na canga da vida.

Ofereçam um chicote a Marilú. E preparem o cu. Ou, então, votem como deve ser. 

Comentários

Anónimo disse…
Aplausos!
ESTÁTUA DE SAL disse…
Muito bom, Manuel Cruz, partilhei no Facebook.

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