há peixe fresquinho, venha ver freguesa!

Mais uma privatização, desta vez do Oceanário. Possível comprador, pois há que aproveitar os saldos: Alexandre Soares dos Santos. Percebo. Acabem-se com os pescadores, as lotas, os intermediários. Para que este benemérito amigo do povo, um pingo dulcíssimo neste oceano de invejas e de azedumes, nos possa fazer chegar linguado fresquinho a preços de chicharro ordinário, não há como criar o seu próprio produto. Já estou a ver a coisa como ela vai ser: tanques de sardinha, de cavala, de rodovalho, com venda directa ao público que, assim, leva os putos ao oceanário para que aprendam a preservar os mares e, ao mesmo tempo, aproveita para levar conduto para o jantar. Educativo? Saudável? Barato? Só na nova peixaria Pingo Doce, a melhor do mundo dizemos nós, dados à megalomania, conformados com a roubalheira, acomodados a um destino de triste fim.

Já só falta privatizar, como diria Saramago, a xaputa que os pariu.



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