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"é triste ter que pensar que isto vai a jogar"

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Sou só eu quem acha que "o fantástico sorteio de sensacionais automóveis" pelos contribuintes é uma coisa abjecta, digna da mais tresloucada República das Bananas? Para combater o fisco, e à falta de fiscais ou da vontade de os ter, o Governo não vai de modas: faz de cada português um fiscal, acenando-lhe com a possibilidade de vir a ganhar um belo carrinho, daqueles topo de gama com que tantos portugueses sonham para se pavonearem pela vizinhança. A não ser em certas despesas, para as quais sempre pedi factura, aviso desde já os senhores das Finanças que não dou o meu NIF por dá cá aquela palha, muito menos por um café ou um papo-seco. Mandem-me prender. E metam a viatura, aquela que nunca me vai sair, onde melhor vos aprouver. Eu também estou contra a economia paralela. Frontalmente contra. Até porque são alguns dos mais ricos, dos mais ricos gatunos do País para ser mais preciso, que fogem aos impostos: veja-se o caso das grandes empresas que ganham o carcan...

tordo e os miseráveis

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http://www.lux.iol.pt/ Afinal, Fernando Tordo é milionário. Quem o dá a entender é o "i", em parangonas da primeira página com "o melhor design da Península Ibérica". Segundo o jornal, Tordo terá recebido mais de 200.000 euros do Estado desde 2008. E as gentes predispostas a engolir venenos pensam: "grande malandro, a queixar-se e, afinal, recebe subsídios do Estado. A propósito de quê?" Quem não se der ao trabalho de ler a notícia e se ficar pela manchete, restar-lhe-á espalhar o veneno pelo facebook, pelo twitter, pelos emails ditos virais. Se ler a notícia, o caso muda de figura. Os tais "mais de 200.000 euros", 207.100 para ser exacto, não lhe foram oferecidos, de mão beijada, por um Estado perdulário. Foram-lhe pagos, principalmente por Câmaras, pelo seu trabalho ao longo de seis anos de concertos pelo País. Mesmo que tivesse ficado com os 207.100 euros todos para si, Tordo receberia, nesse total de 72 meses, 2.876,39...

antes e agora

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Praça da Independência, Kiev.

que bem fica sempre que fala

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Um portento, este Jesus, o único que respeita - na íntegra - o Acordo Ortográfico. Ou a arte de bem falar em toda a sela.

preciso de traduzir?

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o elogio da responsabilidade

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Acho uma certa graça - moderada porém, que a vida não está para risos -, aos que distinguem o PS dos partidos à sua esquerda, apelidando-o de oposição responsável, inferindo-se daqui que os outros serão irresponsáveis. Deduz-se também que os partidos agora e em má hora no poder são igualmente responsáveis. Eu acho que têm razão. Tanto o PS como o PSD e o CDS têm sido bastante responsáveis. Por submarinos, bancos falidos, auto-estradas para nenhures, negociatas obscuras, PPP's, swaps , distribuição de cargos pelas clientelas, favores, má gestão, corrupção, esbanjamento. Chega para lhes avaliar o grau de responsabilidade? Ou ainda não? Quanto aos outros, esses que acham que é possível governar de forma diferente, com justiça social, com solidariedade, esses que com erros certamente, que com ovelhas ronhosas, não tenho dúvidas, rejeitariam a ditadura dos mercados, a desumanização, a pobreza, esses são os irresponsáveis. Porque, com eles, aumentariam as despesas com a ...

tiros no porta-aviões, submarinos ao fundo e o pequeno zagalote

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Portas diz que as exportações são os porta-aviões da Economia. Não quereria dizer antes submarinos? Ou para o ministro, que já foi da Defesa, porta-aviões e submarinos são uma e a mesma coisa? Mas se, ao que parece, os porta-aviões se exportam e, por outro lado, os submarinos se importam, como é que o ministro que superintende na Economia pode confundir exportações com importações? E porquê porta-aviões? Porque não fragatas, corvetas, contra-torpedeiros? E porque têm que estar no mar e não no ar ou até mesmo em terra? Por que razão não são, as exportações, os bombardeiros da Economia? Ou as metralhadoras da Economia? E Paulo Portas? Será ele a bazuca do governo, uma granada de mão ou um irrisório zagalote? Salvem-me. Estou a ensandecer. Ou Portas não sabe o que diz ou eu não sei o que pensar de Portas. Saber até sei. Mas não digo.