antes que se faça tarde: infeliz ano novo


É isso mesmo, sem tirar nem pôr. Aos chulos que nos empobrecem, aos que nos governam mal e porcamente e aos que nunca nos governaram bem, aos que nos presidem como se fossemos uma colectividade para recreação de alguns, aos que nos mentem e prometem mundos e fundos quando o que nos querem é sacar os fundos, aos que intrigam e negoceiam no escuro o património que é de todos, aos que nos depauperam a Saúde, a Educação e a alegria de viver, aos que dão um pão enquanto sorriem para a televisão, aos que se lhes opõem com a falsa determinação e a artificial indignação dos políticos de pacotilha, a todos estes e aos muitos outros que por aqui esqueci, corruptos, vendilhões, vendidos, sacanas, egoístas, piedosas ratas de sacristia, mercadores de dinheiro de sangue, a todos sem excepção, os meus votos de um muito infeliz ano de 2013. Que a derrota vos sorria, o desespero vos atormente. E, se não for pedir muito, que a pobreza, aquela que tanto gostam de ver nos outros, vos ameace os dias, vos ronde a porta como um fantasma benfazejo.

Inspirado num artigo do El País escrito pela grande Almudena Grandes.

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